ARANHA DA AREIA


Sob manto das formas, pura sedução
Rebolado das cobras e calda de pavão
Aquece suas formas sob o sol da avareza
Sedução de incautos, na lascívia suas presas

É aranha da areia a captar pirilampos
Suga tudo da vítima, deixa só o mulambo
Não possui sentimentos, alma ou coração
Vive de fingimento, o seu deus é o cifrão

Só um monte de pedras, abaixo da volúpia
Silicone e quimeras, mente de prostituta
Se algum filho gerou, já na areia esqueceu
Ou buscando a riqueza, até a esse vendeu
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