Lista de Poemas
SINAIS DE TEMPESTADE
Passado o dia Internacional da Mulher, faço um depoimento: Várias vezes, recebi no box do Face mensagens doentias de namorados ciumentos me questionando o porquê de sua namorada ter recebido ou pedido a minha amizade. Quando o nível do questionamento não desce demais eu até respondo, mas na maioria das vezes são tão medíocres e infames que prefiro ignorá-los. Não me espanto, sei que a maioria dos homens ainda se sentem donos da mente pensamentos de sua namorada ou esposa. O que me assusta são as mulheres. Como podem elas manterem ainda um relacionamento com alguém que previamente já se identifica com uma mente obsessiva, escravagista e psicopata? Que tipo de vida ou liberdade esperam ao lado de tal sujeito? Infelizmente, muitas ainda acham lindo e romântico ser escrava de alguém.
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MARÉ DE SONHOS
A maré se reverte e a praia ilumina
Em cores impossíveis de se imaginar
Não sei que magia produz este encanto
Mas enxuga-me o rosto e põe fim ao pranto
E em nuvens de sonhos me faz delirar
Assim é a vida, na maré de outros olhos
Que abre as flores e esconde os abrolhos
E nos faz novamente, querer sonhar
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APENAS UM CAFUNÉ
Um cafuné apenas me acalentará
Mesmo macho e forte, de rude aspereza
Ao teu doce carinho se quebrantará
Nada me perguntes, minha dor não inquiras
Não há filosofia que aplaque minha dor
Teu cafuné, apenas, tem a doce magia
De afugentar mágoas e encher-me de amor
Só teu beijo doce é tudo que preciso
Na escura noite deste meu viver
Amanhã, por certo, será só sorrisos
Se em teu aconchego eu adormecer
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O MEU MAL SÃO AS FLORES
Também por elas, de amar meu medo
Dormir tão tarde e acordar tão cedo
Sonhar com elas, acordar chorando
Dormir de novo, as desejando
O perfume delas sempre esperando
Vê-las cortadas, murchar tristonhas
Ou na alvorada, surgirem risonhas
Minha alma enlouquece e se apaixona
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PÊNDULO HUMANO
Às vezes sou mágoas
Às vezes sou cores
Às vezes sou nada
Às vezes sou pedra
Às vezes sou lágrimas
Às vezes sou regras
Às vezes sou falhas
Às vezes desencantos
Às vezes paixão
Às vezes sou pranto
Às vezes canção
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REENGENHARIA
Quantas vis bobagens deram-me por ensino
Quantos amores platônicos em nojo se fizeram
No que mais fui homem, vejo-me hoje menino
Quantos bustos em bronze jazem derribados
Quantos heróis velados mostraram-se cretinos
Em tantos ternos abraços eu fui apunhalado
Gloriosas batalhas que hoje eu as repugno
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PORTAS ABERTAS
O meu amor por ti é uma porta aberta
Que a sedução da brisa se arrisca em enfrentar
Nunca tem por dogma, sua volta como certa
Mas apenas por carinho, a ti quer cativar
É um amor sem trancas, juras ou promessas
Firme no compromisso de fazer-te mais feliz
Que a saudade seja de sua volta, a pressa
Para estar comigo, como você sempre quis
É um tanto insano este meu querer louco
De quem ama tanto e deixa assim ao léu
O que mais venera e mais tem paixão
É que paixão mesquinha perde brilho aos poucos
Faz do que foi desejo a amargura e o fel
Quando a insegurança faz do amor prisão
Que a sedução da brisa se arrisca em enfrentar
Nunca tem por dogma, sua volta como certa
Mas apenas por carinho, a ti quer cativar
É um amor sem trancas, juras ou promessas
Firme no compromisso de fazer-te mais feliz
Que a saudade seja de sua volta, a pressa
Para estar comigo, como você sempre quis
É um tanto insano este meu querer louco
De quem ama tanto e deixa assim ao léu
O que mais venera e mais tem paixão
É que paixão mesquinha perde brilho aos poucos
Faz do que foi desejo a amargura e o fel
Quando a insegurança faz do amor prisão
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SEGREDOS DA ALMA
A nosso alma guarda segredos os quais nunca ousamos dividir com mais ninguém, mas quando em alguma circunstância ousamos fazê-lo, quase sempre as consequências nos fazem arrepender amargamente.
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FOI VOCÊ
Quem semeou estrelas na minha noite escura
E de amor e luz veio a encher meu ser
Quem em farto sorriso lavou amarguras
E despertou em mim nova vontade de viver
Quem coloriu as noites, renovando sonhos
E às madrugadas frias aqueceu de amor
Quem fez surgir o brilho em olhos tristonhos
Que por muitas mágoas, triste se afogou
Quem viu o homem, além da tristeza
E a sinceridade por detrás das dores
Foi quem viu caráter, bem mais que beleza
E na terra em cinzas, fez brotar as flores
E de amor e luz veio a encher meu ser
Quem em farto sorriso lavou amarguras
E despertou em mim nova vontade de viver
Quem coloriu as noites, renovando sonhos
E às madrugadas frias aqueceu de amor
Quem fez surgir o brilho em olhos tristonhos
Que por muitas mágoas, triste se afogou
Quem viu o homem, além da tristeza
E a sinceridade por detrás das dores
Foi quem viu caráter, bem mais que beleza
E na terra em cinzas, fez brotar as flores
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SINA DE SEREIA
Seria isso, seria aquilo, mas nunca será nada. Quanto mais seria mais séria é a paixão.
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Comentários (2)
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2014-09-07
Obrigado Eusébio, espero vê-lo cheio de inspirações felizes.
2014-09-06
Que bom ler teus poemas meu amigo estive andando por ai a procura de inspiração e voltei cheio de desejos e para começar quiz ler algo novo algo que me encante assim como teus poemas um abraço
Nasci e cresci pobre, mas não tenho vergonha disso. Sofri na pele as injustiças da pobreza, mas mesmo assim vivi feliz pois não conhecia a sua verdadeira fonte. Saudei heróis forjados na podridão, mas vestidos no linho fino do engodo e da publicidade paga. Sobrevivi milagrosamente à miséria por puro lampejo da graça divina.
Sonhei com um mundo livre e justo. Acreditei que as oportunidades eram uma questão de esforço e que o sucesso só dependia da capacidade e do desprendimento. Pensei que os homens bons transformariam o mundo e que as injustiças seriam aniquiladas pela educação e a sensatez
Infelizmente, a maturidade revelou-me que os pobres são mais pobres de espírito que de oportunidades. Que os ricos, pra se fazerem ricos, já venderam a alma. Que as oportunidades não surgem, são compradas às escuras. Que a decência, quase sempre, sucumbe à propina e ao favorecimento. Que os idealistas se vendem ao poder. Que os justos não subsistem no trono. Que a caridade quase sempre não é cega. Que a violência e a miséria são orquestradas do trono. Que a abnegação tem a infâmia como troco. Que as pessoas amam mais imundícia que a dignidade. Que os insanos são mais aplaudidos que os sensatos. Que a morte é triste, mas sem ela os homens seriam eternos escravos de seus páreos.
Hoje eu luto, não mais para reformar o mundo, mas para não ser sucumbido por ele. Sofro para provar que nem toda dignidade está à venda. Combato a indecência e imoralidade, mesmo sabendo que perderei a batalha. Quero morrer com orgulho, não de ter vencido a guerra, mas de ter lutado sempre em defesa do que é correto. Não quero ser lembrado por ter mudado o mundo, mas apenas por não ter feito coro com aqueles que o tornam fétido.
Algum dia, espero que ainda longe, esta será apenas mais uma página esquecida e provavelmente apagada por falta de manutenção ou custeio. Todavia, antes que este dia chegue, quero fazer transbordar nela as inquietudes da minha alma; fazer soar os clarins da vida, sem ter a presunção de ser o dono da verdade, mas convicto de que proclamei meus erros como alerta aos jovens e chamei à reflexão os pensadores em busca de uma vida mais digna e próspera para as gerações vindouras.
Sonhei com um mundo livre e justo. Acreditei que as oportunidades eram uma questão de esforço e que o sucesso só dependia da capacidade e do desprendimento. Pensei que os homens bons transformariam o mundo e que as injustiças seriam aniquiladas pela educação e a sensatez
Infelizmente, a maturidade revelou-me que os pobres são mais pobres de espírito que de oportunidades. Que os ricos, pra se fazerem ricos, já venderam a alma. Que as oportunidades não surgem, são compradas às escuras. Que a decência, quase sempre, sucumbe à propina e ao favorecimento. Que os idealistas se vendem ao poder. Que os justos não subsistem no trono. Que a caridade quase sempre não é cega. Que a violência e a miséria são orquestradas do trono. Que a abnegação tem a infâmia como troco. Que as pessoas amam mais imundícia que a dignidade. Que os insanos são mais aplaudidos que os sensatos. Que a morte é triste, mas sem ela os homens seriam eternos escravos de seus páreos.
Hoje eu luto, não mais para reformar o mundo, mas para não ser sucumbido por ele. Sofro para provar que nem toda dignidade está à venda. Combato a indecência e imoralidade, mesmo sabendo que perderei a batalha. Quero morrer com orgulho, não de ter vencido a guerra, mas de ter lutado sempre em defesa do que é correto. Não quero ser lembrado por ter mudado o mundo, mas apenas por não ter feito coro com aqueles que o tornam fétido.
Algum dia, espero que ainda longe, esta será apenas mais uma página esquecida e provavelmente apagada por falta de manutenção ou custeio. Todavia, antes que este dia chegue, quero fazer transbordar nela as inquietudes da minha alma; fazer soar os clarins da vida, sem ter a presunção de ser o dono da verdade, mas convicto de que proclamei meus erros como alerta aos jovens e chamei à reflexão os pensadores em busca de uma vida mais digna e próspera para as gerações vindouras.
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