Lista de Poemas
ndugcts . 030
a caneta desliza
a tinta escorre sobre o papel
saem palavras
frases
certas, erradas
diferentes
indiferentes
deixo-as repousar
volto
saem palavras
palavras erradas no momento certo
a tinta escorre sobre o papel
saem palavras
frases
certas, erradas
diferentes
indiferentes
deixo-as repousar
volto
saem palavras
palavras erradas no momento certo
👁️ 180
ndugcts . 032
palavras escorrem do lado mais obscuro da mente
em cada frase profética
escorre a força da vida
que brota da alma
cada pontuação
é um pouco do meu ser
que escorre dolorosamente
numa dimensão perfeitamente parafraseada
pequenos milagres
acontecem em guardanapos por todo o mundo
em cada frase profética
escorre a força da vida
que brota da alma
cada pontuação
é um pouco do meu ser
que escorre dolorosamente
numa dimensão perfeitamente parafraseada
pequenos milagres
acontecem em guardanapos por todo o mundo
👁️ 264
ndugcts . 024
a tua singela nudez
seduz a minha timidez
e esse teu olhar
dá-me o passaporte para sonhar
dispo-te e visto-te e volto a olhar-te
estás diferente?
ou estarei inconsciente
gosto da cor
e do sabor
volto a despir-te
deito-te
beijo-te
dispo-me
enrolo-me em ti
transporto-me para ali
para outro mundo
o paraíso
e tu, vais... comigo?
eu vou contigo
até ao infinito
seduz a minha timidez
e esse teu olhar
dá-me o passaporte para sonhar
dispo-te e visto-te e volto a olhar-te
estás diferente?
ou estarei inconsciente
gosto da cor
e do sabor
volto a despir-te
deito-te
beijo-te
dispo-me
enrolo-me em ti
transporto-me para ali
para outro mundo
o paraíso
e tu, vais... comigo?
eu vou contigo
até ao infinito
👁️ 162
ndugcts . 023
encontro-me na luz do teu olhar
para depois me perder nessa selva sombria
procuro no labirinto da tua mente
o meu descanso
perdido em ti
nessa floresta sem fim
procuro a luz
grito
aflito
mas só as brumas
que assombram a minha solidão
me escutam
e continuo perdido
nessa floresta
neste labirinto escuro
sem fim
para depois me perder nessa selva sombria
procuro no labirinto da tua mente
o meu descanso
perdido em ti
nessa floresta sem fim
procuro a luz
grito
aflito
mas só as brumas
que assombram a minha solidão
me escutam
e continuo perdido
nessa floresta
neste labirinto escuro
sem fim
👁️ 194
ndugcts . 025
frente a ti
reflicto a minha imagem
transparente, dormente
mergulho no meu olhar
perdido no imenso infinito
sinto a carícia das minhas lágrimas
sinto o vento nos meus cabelos
acendo um sorriso
varro a tristeza do rosto
limitado por esta moldura
aqui vivo cativo
sozinho
até ao fim dos meus dias
ah!... estes meus olhos...
reflicto a minha imagem
transparente, dormente
mergulho no meu olhar
perdido no imenso infinito
sinto a carícia das minhas lágrimas
sinto o vento nos meus cabelos
acendo um sorriso
varro a tristeza do rosto
limitado por esta moldura
aqui vivo cativo
sozinho
até ao fim dos meus dias
ah!... estes meus olhos...
👁️ 185
ndugcts . 021
e porque todas as estradas que temos que percorrer são tortuosas
e todas as luzes que nos levam até lá nos cegam
há muitas coisas que eu gostaria de te dizer
e que não posso
talvez porque
no final de tudo
nada está terminado
e todas as luzes que nos levam até lá nos cegam
há muitas coisas que eu gostaria de te dizer
e que não posso
talvez porque
no final de tudo
nada está terminado
👁️ 190
ndugcts . 022
as trevas envolvem-me os pensamentos
frios
negros
sombrios
a verdade está no fim dos tempos
esquecida
perdida
contemplo na noite
os desejos sagrados que flutuam
calmos num oceano vermelho
o sol já dorme
no seu silêncio ardente
contemplo a noite
as trevas onde habito
e viajo
sob mil luas
sem saber para onde ir
procuro Deus
perder a fé é um crime
frios
negros
sombrios
a verdade está no fim dos tempos
esquecida
perdida
contemplo na noite
os desejos sagrados que flutuam
calmos num oceano vermelho
o sol já dorme
no seu silêncio ardente
contemplo a noite
as trevas onde habito
e viajo
sob mil luas
sem saber para onde ir
procuro Deus
perder a fé é um crime
👁️ 189
ndugcts . 020
fito os teus seios
desnudos, redondos, quentes
cheios de amor, exigentes
carregados de luxúria, vibrantes
onde me perco em gula, seios escaldantes
seios maduros, seguros
cheios de desejos
impuros
seios onde me afago
em delírio
sinto o calor na minha língua
estremeço em desequilíbrio
no encalce do teu amor
assim
submisso
sem pudor
desnudos, redondos, quentes
cheios de amor, exigentes
carregados de luxúria, vibrantes
onde me perco em gula, seios escaldantes
seios maduros, seguros
cheios de desejos
impuros
seios onde me afago
em delírio
sinto o calor na minha língua
estremeço em desequilíbrio
no encalce do teu amor
assim
submisso
sem pudor
👁️ 187
ndugcts . 019
lobos uivam
à lua cheia
vampiros
bruxas
saem dos seus covens
uma brisa suave
desce do céu
pontos vermelhos cintilam
à distância de uma trovoada
nada é mais agradável
do que ver o mundo à noite
à lua cheia
vampiros
bruxas
saem dos seus covens
uma brisa suave
desce do céu
pontos vermelhos cintilam
à distância de uma trovoada
nada é mais agradável
do que ver o mundo à noite
👁️ 181
ndugcts . 018
criaturas grotescas
desta sociedade corrupta
vendidos
racistas opressores
deuses banais, outros que tais
ladrões
parasitas descartáveis
do culto irado
filhos do poder lascivo
anarquistas desorganizados
dealers
vendedores de imperfeições aos estultos
desta sociedade corrupta
vendidos
racistas opressores
deuses banais, outros que tais
ladrões
parasitas descartáveis
do culto irado
filhos do poder lascivo
anarquistas desorganizados
dealers
vendedores de imperfeições aos estultos
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rui serra nasceu em novembro de 1972, data em que a unesco comemorou o “ano internacional do livro”. cresceu e sempre viveu no alentejo e, como o próprio diz: “sou alentejano de alma e coração, um ser emocional, que vagueia pelo infinito do imaginário. cresci a ouvir e a cantar à alentejana e gosto... choro e rio com facilidade... sou espiritual e espirituoso... amo intensamente a vida e vivo ao sabor dos meus caprichos... odeio hipocrisia e não suporto a arrogância... protejo aqueles que amo e busco incessantemente o meu caminho... sinuoso, imprevisível mas muito, muito rico... vivo no alentejo e partilho a vida com aqueles que me são queridos.”
desde cedo começou a escrever e em fevereiro de 2011 cumpriu o sonho de menino e editou o seu primeiro livro de poesia, “escritos de um outro dia”.
participou ainda em diversos concursos, sempre subordinados à temática “poesia”. por duas vezes escreveu para a e-zine “nanozine” e participou nas antologias: world art friends da corpos editora em 2011 e na antologia da chiado editora “entre o sono e o sonho” em 2012, 2013, 2014 e 2015.
a convite, participou num projecto do gafa, grupo de amigos fotógrafos amadores, onde consta um poema seu no livro alicerces, cujas receitas reverteram para a casa “acreditar” no porto.
em 2012, “memórias de uma pena”, o segundo livro de poesia do autor, vê a luz do dia através da chancela da corpos editora.
um ano depois e muita tinta gasta, rui serra edita agora, “fragmentos do meu pensar”, um livro, também este de poesia, onde se nota um certo amadurecimento do autor na relação com as palavras.
actualmente vive em brinches, serpa no alentejo, dividindo-se entre o trabalho a família e a escrita.
projectos não lhe faltam e tem em cima da mesa muitos que, espera ele, vejam a luz do dia num futuro próximo.
o último trabalho de originais reúne escritos dos últimos anos, onde o autor aborda os mais variados temas, no entanto, o amor é o leitmotiv de “fragmentos do meu pensar”.
a sua última participação foi na obra “talentos ocultos - vol.1”, que reuniu uma série de escritores de língua portuguesa, e que saiu em dezembro de 2014, sobre a chancela da ediserv.
desde cedo começou a escrever e em fevereiro de 2011 cumpriu o sonho de menino e editou o seu primeiro livro de poesia, “escritos de um outro dia”.
participou ainda em diversos concursos, sempre subordinados à temática “poesia”. por duas vezes escreveu para a e-zine “nanozine” e participou nas antologias: world art friends da corpos editora em 2011 e na antologia da chiado editora “entre o sono e o sonho” em 2012, 2013, 2014 e 2015.
a convite, participou num projecto do gafa, grupo de amigos fotógrafos amadores, onde consta um poema seu no livro alicerces, cujas receitas reverteram para a casa “acreditar” no porto.
em 2012, “memórias de uma pena”, o segundo livro de poesia do autor, vê a luz do dia através da chancela da corpos editora.
um ano depois e muita tinta gasta, rui serra edita agora, “fragmentos do meu pensar”, um livro, também este de poesia, onde se nota um certo amadurecimento do autor na relação com as palavras.
actualmente vive em brinches, serpa no alentejo, dividindo-se entre o trabalho a família e a escrita.
projectos não lhe faltam e tem em cima da mesa muitos que, espera ele, vejam a luz do dia num futuro próximo.
o último trabalho de originais reúne escritos dos últimos anos, onde o autor aborda os mais variados temas, no entanto, o amor é o leitmotiv de “fragmentos do meu pensar”.
a sua última participação foi na obra “talentos ocultos - vol.1”, que reuniu uma série de escritores de língua portuguesa, e que saiu em dezembro de 2014, sobre a chancela da ediserv.
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