Lista de Poemas
ndugcts . 046
sorrio
porque escrevo sem mágoa
e vivo comigo
e choro comigo
e riu comigo
e com a minha alma
e a verdade que possuo é só minha
porque escrevo sem mágoa
e vivo comigo
e choro comigo
e riu comigo
e com a minha alma
e a verdade que possuo é só minha
👁️ 245
ndugcts . 053
quando vires uma lágrima descendo o meu rosto
não chores,
não é tristeza,
não é dor,
é a forma de o meu coração dizer:
amo-te
não chores,
não é tristeza,
não é dor,
é a forma de o meu coração dizer:
amo-te
👁️ 225
ndugcts . 044
eu queria escrever um poema
breve e triste
inventado, reinventado
até mesmo plagiado
não deveria ser lido
mas gritado
num choro
convulsivo
retorcido
como guitarras que gemem em surdina
e dos olhos frios do leitor
deviam escorrer lágrimas
nervosas com sabor a mar
breve e triste
inventado, reinventado
até mesmo plagiado
não deveria ser lido
mas gritado
num choro
convulsivo
retorcido
como guitarras que gemem em surdina
e dos olhos frios do leitor
deviam escorrer lágrimas
nervosas com sabor a mar
👁️ 176
ndugcts . 045
escrevo
letra a letra
de folego em folego
o sangue percorre esta vasta casca biológica
e vai
de célula em célula
quero ousar transcender as leis da natureza
quero mudar esta minha condição
e deixar de ser quem sou
mortal
letra a letra
de folego em folego
o sangue percorre esta vasta casca biológica
e vai
de célula em célula
quero ousar transcender as leis da natureza
quero mudar esta minha condição
e deixar de ser quem sou
mortal
👁️ 215
ndugcts . 042
fazes da escuridão o teu manto
do submundo a tua casa
incompreendido de dia
és filho da noite
és Deus do infinito
Senhor dos anjos
trazes no beijo mistério
melancolia no olhar
embriagas-te noite dento
com o néctar da vida
e a tua voz de trovão
dá lugar a uma tempestade de lágrimas
do submundo a tua casa
incompreendido de dia
és filho da noite
és Deus do infinito
Senhor dos anjos
trazes no beijo mistério
melancolia no olhar
embriagas-te noite dento
com o néctar da vida
e a tua voz de trovão
dá lugar a uma tempestade de lágrimas
👁️ 310
ndugcts . 041
procuro
a chave
do teu palácio
quero entrar
quero percorrer
o labirinto eterno
neste impulso
que me guia
na imensa solidão
desta loucura que vagueia
banhada em lágrimas de sofrimento
e... que me conduz rumo ao além
a chave
do teu palácio
quero entrar
quero percorrer
o labirinto eterno
neste impulso
que me guia
na imensa solidão
desta loucura que vagueia
banhada em lágrimas de sofrimento
e... que me conduz rumo ao além
👁️ 243
ndugcts . 043
o que ocultam
os teus olhos vazios
o que oculta
o teu coração?
o que escondes
no teu sorriso
frio de saudade
observo o teu ser
num espelho
que me "transmite" agonia
morres lentamente
definhas
agora
já não sonhas
os teus olhos vazios
o que oculta
o teu coração?
o que escondes
no teu sorriso
frio de saudade
observo o teu ser
num espelho
que me "transmite" agonia
morres lentamente
definhas
agora
já não sonhas
👁️ 188
ndugcts . 040
escrevo
confuso
uma parte do meu eu revela-se
sigo
consciente
do meu caminho
vivo
num mundo utópico
sem dor
de volta ao papel
confuso
escrevo
confuso
uma parte do meu eu revela-se
sigo
consciente
do meu caminho
vivo
num mundo utópico
sem dor
de volta ao papel
confuso
escrevo
👁️ 239
ndugcts . 033
vejo tubos de néon vazios
que queimam a palma daquela
mão desnuada
deixam um traço
um sinal divinatório
e elaboram um mapa do céu sem fim
por breves momentos
desaparece sobre a luz pálida
do sol adormecido
a hera trepa as paredes
neste sono vigilante
atingindo a varanda da alma
de onde espero poder ver
a tua carne crepitar
que queimam a palma daquela
mão desnuada
deixam um traço
um sinal divinatório
e elaboram um mapa do céu sem fim
por breves momentos
desaparece sobre a luz pálida
do sol adormecido
a hera trepa as paredes
neste sono vigilante
atingindo a varanda da alma
de onde espero poder ver
a tua carne crepitar
👁️ 223
ndugcts . 038
não
o amor não nasceu para o poeta
o demónio não nasceu para ser Deus
o poeta nasceu
para... sofrer
sentir
escrever
o poeta nasceu
amaldiçoado
gemendo nas esquinas
de uma qualquer folha pouco imaculada
o amor não nasceu para o poeta
o demónio não nasceu para ser Deus
o poeta nasceu
para... sofrer
sentir
escrever
o poeta nasceu
amaldiçoado
gemendo nas esquinas
de uma qualquer folha pouco imaculada
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rui serra nasceu em novembro de 1972, data em que a unesco comemorou o “ano internacional do livro”. cresceu e sempre viveu no alentejo e, como o próprio diz: “sou alentejano de alma e coração, um ser emocional, que vagueia pelo infinito do imaginário. cresci a ouvir e a cantar à alentejana e gosto... choro e rio com facilidade... sou espiritual e espirituoso... amo intensamente a vida e vivo ao sabor dos meus caprichos... odeio hipocrisia e não suporto a arrogância... protejo aqueles que amo e busco incessantemente o meu caminho... sinuoso, imprevisível mas muito, muito rico... vivo no alentejo e partilho a vida com aqueles que me são queridos.”
desde cedo começou a escrever e em fevereiro de 2011 cumpriu o sonho de menino e editou o seu primeiro livro de poesia, “escritos de um outro dia”.
participou ainda em diversos concursos, sempre subordinados à temática “poesia”. por duas vezes escreveu para a e-zine “nanozine” e participou nas antologias: world art friends da corpos editora em 2011 e na antologia da chiado editora “entre o sono e o sonho” em 2012, 2013, 2014 e 2015.
a convite, participou num projecto do gafa, grupo de amigos fotógrafos amadores, onde consta um poema seu no livro alicerces, cujas receitas reverteram para a casa “acreditar” no porto.
em 2012, “memórias de uma pena”, o segundo livro de poesia do autor, vê a luz do dia através da chancela da corpos editora.
um ano depois e muita tinta gasta, rui serra edita agora, “fragmentos do meu pensar”, um livro, também este de poesia, onde se nota um certo amadurecimento do autor na relação com as palavras.
actualmente vive em brinches, serpa no alentejo, dividindo-se entre o trabalho a família e a escrita.
projectos não lhe faltam e tem em cima da mesa muitos que, espera ele, vejam a luz do dia num futuro próximo.
o último trabalho de originais reúne escritos dos últimos anos, onde o autor aborda os mais variados temas, no entanto, o amor é o leitmotiv de “fragmentos do meu pensar”.
a sua última participação foi na obra “talentos ocultos - vol.1”, que reuniu uma série de escritores de língua portuguesa, e que saiu em dezembro de 2014, sobre a chancela da ediserv.
desde cedo começou a escrever e em fevereiro de 2011 cumpriu o sonho de menino e editou o seu primeiro livro de poesia, “escritos de um outro dia”.
participou ainda em diversos concursos, sempre subordinados à temática “poesia”. por duas vezes escreveu para a e-zine “nanozine” e participou nas antologias: world art friends da corpos editora em 2011 e na antologia da chiado editora “entre o sono e o sonho” em 2012, 2013, 2014 e 2015.
a convite, participou num projecto do gafa, grupo de amigos fotógrafos amadores, onde consta um poema seu no livro alicerces, cujas receitas reverteram para a casa “acreditar” no porto.
em 2012, “memórias de uma pena”, o segundo livro de poesia do autor, vê a luz do dia através da chancela da corpos editora.
um ano depois e muita tinta gasta, rui serra edita agora, “fragmentos do meu pensar”, um livro, também este de poesia, onde se nota um certo amadurecimento do autor na relação com as palavras.
actualmente vive em brinches, serpa no alentejo, dividindo-se entre o trabalho a família e a escrita.
projectos não lhe faltam e tem em cima da mesa muitos que, espera ele, vejam a luz do dia num futuro próximo.
o último trabalho de originais reúne escritos dos últimos anos, onde o autor aborda os mais variados temas, no entanto, o amor é o leitmotiv de “fragmentos do meu pensar”.
a sua última participação foi na obra “talentos ocultos - vol.1”, que reuniu uma série de escritores de língua portuguesa, e que saiu em dezembro de 2014, sobre a chancela da ediserv.
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