Lista de Poemas
ndugcts . 037
na reflexão do momento
sou o refúgio
do tempo
interpreto o meu papel
coloco a máscara
sou fiel
revelo a essência dos sonhos
depois de ingerir
alguns medronhos
deixo a minha imaginação voar
entoando cânticos ancestrais
nas escarpas junto ao mar
em noites solitárias
viajo sem ter medo
partilho o meu segredo
noites assim sombrias
noites gélidas
noites frias
ah! poeta sofredor
sou o refúgio
do tempo
interpreto o meu papel
coloco a máscara
sou fiel
revelo a essência dos sonhos
depois de ingerir
alguns medronhos
deixo a minha imaginação voar
entoando cânticos ancestrais
nas escarpas junto ao mar
em noites solitárias
viajo sem ter medo
partilho o meu segredo
noites assim sombrias
noites gélidas
noites frias
ah! poeta sofredor
👁️ 208
ndugcts . 035
a realidade
é falsa
e feia
as pessoas vivem na mentira
em que se acomodam os fracos
e a diversão
bem, a diversão é apenas um risco
momento de pausa (silêncio...)
a areia desliza na ampulheta da vida
sinto-me tonto
sinto-me tolo
ok, agora é tarde, vou dormir
é falsa
e feia
as pessoas vivem na mentira
em que se acomodam os fracos
e a diversão
bem, a diversão é apenas um risco
momento de pausa (silêncio...)
a areia desliza na ampulheta da vida
sinto-me tonto
sinto-me tolo
ok, agora é tarde, vou dormir
👁️ 230
ndugcts . 036
a velocidade é uma coisa do caralho
e eu quero parar
poder observar
sugar o tutano da vida
fornicar até amar
quieto, sem pressas, sem nada
quero tomar café
quero fumar um cigarro
e nos intervalos desta dormência
observar a minha mulher
passeando-se em frente aos meus olhos
onde se esconde esta vontade louca de a...
depois
quero apenas sentir o sabor de um livro e
libertar o "pássaro azul"
até à lua azul
e aí, seguir manhã dentro
beijando as extremidades desse corpo morno
e eu quero parar
poder observar
sugar o tutano da vida
fornicar até amar
quieto, sem pressas, sem nada
quero tomar café
quero fumar um cigarro
e nos intervalos desta dormência
observar a minha mulher
passeando-se em frente aos meus olhos
onde se esconde esta vontade louca de a...
depois
quero apenas sentir o sabor de um livro e
libertar o "pássaro azul"
até à lua azul
e aí, seguir manhã dentro
beijando as extremidades desse corpo morno
👁️ 183
ndugcts . 034
não procures no meu quarto
os meus segredos
não estão aí... fechados
estão guardados em mim
mas um dia
um dia serão libertados
na mais pura e profunda explosão de cólera
ou então
ou então
num beijo agreste
os meus segredos
não estão aí... fechados
estão guardados em mim
mas um dia
um dia serão libertados
na mais pura e profunda explosão de cólera
ou então
ou então
num beijo agreste
👁️ 249
ndugcts . 039
vivo
no nevoeiro nocturno
que habita na floresta
na náusea
de um vómito pútrido
aí vivo
no fio da navalha
que arrepia
este corpo estranho
e se entranha
de forma tamanha
no nevoeiro nocturno
que habita na floresta
na náusea
de um vómito pútrido
aí vivo
no fio da navalha
que arrepia
este corpo estranho
e se entranha
de forma tamanha
👁️ 190
ndugcts . 031
tenho a alma... cheia... de nódoas
são muitas as noites
poucas as noites sem pesadelos
e o dormir?
o dormir parece já não existir como existia
são muitas as noites
poucas as noites sem pesadelos
e o dormir?
o dormir parece já não existir como existia
👁️ 188
ndugcts . 028
sinto nos teus olhos sombrios
o sofrimento agressivo
dos dias que passas em silêncio
vejo nesses olhos
gritos de agressividade histérica
que me repudiam
que me julgam
e me afastam
de olhos semicerrados
vejo as tuas roupas
rasgadas
ridicularizadas
pela ingenuidade de um romantismo
antiquado
ultrapassado
sei que gostas de me ver passar
sei que gostas de me olhar
mas não te escondas do mundo
pois o mundo sou eu
o sofrimento agressivo
dos dias que passas em silêncio
vejo nesses olhos
gritos de agressividade histérica
que me repudiam
que me julgam
e me afastam
de olhos semicerrados
vejo as tuas roupas
rasgadas
ridicularizadas
pela ingenuidade de um romantismo
antiquado
ultrapassado
sei que gostas de me ver passar
sei que gostas de me olhar
mas não te escondas do mundo
pois o mundo sou eu
👁️ 246
ndugcts . 029
caminho lentamente por um labirinto
húmido
escuro
escorregadio
tento o equilíbrio até ao beco sem saída
somos os convocados
convocados a viver
tormentos
instantes
esperanças
desilusões
conflito interno
cansaço
breves momentos de alegria
sonho
felicidade
paz
acordas
de olhos semicerrados olhas em volta
o labirinto
sem saída
dói muito estar vivo!
húmido
escuro
escorregadio
tento o equilíbrio até ao beco sem saída
somos os convocados
convocados a viver
tormentos
instantes
esperanças
desilusões
conflito interno
cansaço
breves momentos de alegria
sonho
felicidade
paz
acordas
de olhos semicerrados olhas em volta
o labirinto
sem saída
dói muito estar vivo!
👁️ 172
ndugcts . 026
nesta vida de ilusões
a realidade é blasfémia
o céu ruindo
sobre os mortos que clamam
suas existências perdidas
tenho de ir
antes do astro rei se levantar
tenho de ir
antes que os outros vejam a minha arte
precisamos viver
mas levantar da cama hoje em dia é pecaminoso
sinto uma fome imensa
preciso matar
este orgulho que me domina e corrompe
preciso matar
este mal que nos destrói
mas... onde estou?
o meu lugar não é aqui
a realidade é blasfémia
o céu ruindo
sobre os mortos que clamam
suas existências perdidas
tenho de ir
antes do astro rei se levantar
tenho de ir
antes que os outros vejam a minha arte
precisamos viver
mas levantar da cama hoje em dia é pecaminoso
sinto uma fome imensa
preciso matar
este orgulho que me domina e corrompe
preciso matar
este mal que nos destrói
mas... onde estou?
o meu lugar não é aqui
👁️ 186
ndugcts . 027
neste teatro de efémera existência
teu semblante será sombra
tua face entorpecida, excêntrica
de cores umbrosas
serás tu a alquimia
a magia da ópera
cujo vento assobia
na negra noite
escreve a tua biografia na lua nova
une as estrelas
efígie abençoada de ti
és tu o apogeu
das negras inspirações
musa de apetites e lampejos
tu és diva
és sedução
és tela intemporal
pinta o céu a sangue
emoldura-o de negro
pinta também o desejo
num crepúsculo de volúpia
lábios de sangue
negros como a morte
teu semblante será sombra
tua face entorpecida, excêntrica
de cores umbrosas
serás tu a alquimia
a magia da ópera
cujo vento assobia
na negra noite
escreve a tua biografia na lua nova
une as estrelas
efígie abençoada de ti
és tu o apogeu
das negras inspirações
musa de apetites e lampejos
tu és diva
és sedução
és tela intemporal
pinta o céu a sangue
emoldura-o de negro
pinta também o desejo
num crepúsculo de volúpia
lábios de sangue
negros como a morte
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rui serra nasceu em novembro de 1972, data em que a unesco comemorou o “ano internacional do livro”. cresceu e sempre viveu no alentejo e, como o próprio diz: “sou alentejano de alma e coração, um ser emocional, que vagueia pelo infinito do imaginário. cresci a ouvir e a cantar à alentejana e gosto... choro e rio com facilidade... sou espiritual e espirituoso... amo intensamente a vida e vivo ao sabor dos meus caprichos... odeio hipocrisia e não suporto a arrogância... protejo aqueles que amo e busco incessantemente o meu caminho... sinuoso, imprevisível mas muito, muito rico... vivo no alentejo e partilho a vida com aqueles que me são queridos.”
desde cedo começou a escrever e em fevereiro de 2011 cumpriu o sonho de menino e editou o seu primeiro livro de poesia, “escritos de um outro dia”.
participou ainda em diversos concursos, sempre subordinados à temática “poesia”. por duas vezes escreveu para a e-zine “nanozine” e participou nas antologias: world art friends da corpos editora em 2011 e na antologia da chiado editora “entre o sono e o sonho” em 2012, 2013, 2014 e 2015.
a convite, participou num projecto do gafa, grupo de amigos fotógrafos amadores, onde consta um poema seu no livro alicerces, cujas receitas reverteram para a casa “acreditar” no porto.
em 2012, “memórias de uma pena”, o segundo livro de poesia do autor, vê a luz do dia através da chancela da corpos editora.
um ano depois e muita tinta gasta, rui serra edita agora, “fragmentos do meu pensar”, um livro, também este de poesia, onde se nota um certo amadurecimento do autor na relação com as palavras.
actualmente vive em brinches, serpa no alentejo, dividindo-se entre o trabalho a família e a escrita.
projectos não lhe faltam e tem em cima da mesa muitos que, espera ele, vejam a luz do dia num futuro próximo.
o último trabalho de originais reúne escritos dos últimos anos, onde o autor aborda os mais variados temas, no entanto, o amor é o leitmotiv de “fragmentos do meu pensar”.
a sua última participação foi na obra “talentos ocultos - vol.1”, que reuniu uma série de escritores de língua portuguesa, e que saiu em dezembro de 2014, sobre a chancela da ediserv.
desde cedo começou a escrever e em fevereiro de 2011 cumpriu o sonho de menino e editou o seu primeiro livro de poesia, “escritos de um outro dia”.
participou ainda em diversos concursos, sempre subordinados à temática “poesia”. por duas vezes escreveu para a e-zine “nanozine” e participou nas antologias: world art friends da corpos editora em 2011 e na antologia da chiado editora “entre o sono e o sonho” em 2012, 2013, 2014 e 2015.
a convite, participou num projecto do gafa, grupo de amigos fotógrafos amadores, onde consta um poema seu no livro alicerces, cujas receitas reverteram para a casa “acreditar” no porto.
em 2012, “memórias de uma pena”, o segundo livro de poesia do autor, vê a luz do dia através da chancela da corpos editora.
um ano depois e muita tinta gasta, rui serra edita agora, “fragmentos do meu pensar”, um livro, também este de poesia, onde se nota um certo amadurecimento do autor na relação com as palavras.
actualmente vive em brinches, serpa no alentejo, dividindo-se entre o trabalho a família e a escrita.
projectos não lhe faltam e tem em cima da mesa muitos que, espera ele, vejam a luz do dia num futuro próximo.
o último trabalho de originais reúne escritos dos últimos anos, onde o autor aborda os mais variados temas, no entanto, o amor é o leitmotiv de “fragmentos do meu pensar”.
a sua última participação foi na obra “talentos ocultos - vol.1”, que reuniu uma série de escritores de língua portuguesa, e que saiu em dezembro de 2014, sobre a chancela da ediserv.
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