Lista de Poemas
ndugcts . 016
às vezes é um passo
às vezes um abraço
uma palavra agridoce
às vezes um não
insatisfeita a dúvida
permanece a questão
"às vezes"
às vezes um abraço
uma palavra agridoce
às vezes um não
insatisfeita a dúvida
permanece a questão
"às vezes"
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ndugcts . 017
vago é o vazio que em mim habita
em noites de tons azulados
na pureza da tua alma
a alvura da tua pele
é perfeita
os teus cabelos molhados
lambuzados de suor
escorrem em sons guturais
de pura alucinação
que me levam por caminhos virginais
me envolvem
e me elevam
no mais puro prazer
que no meu sonho eu vivi
fui feliz
morri
em noites de tons azulados
na pureza da tua alma
a alvura da tua pele
é perfeita
os teus cabelos molhados
lambuzados de suor
escorrem em sons guturais
de pura alucinação
que me levam por caminhos virginais
me envolvem
e me elevam
no mais puro prazer
que no meu sonho eu vivi
fui feliz
morri
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ndugcts . 014
na esperança
deixo o corpo repousar
nesta quimera
deixo o corpo partir
para amar e sorrir
perco o sorriso
no cálice da sapiente certeza
e vou
imbuído nesta tristeza
deixo o corpo repousar
nesta quimera
deixo o corpo partir
para amar e sorrir
perco o sorriso
no cálice da sapiente certeza
e vou
imbuído nesta tristeza
👁️ 210
ndugcts . 009
os meus mortos têm medo
do calabouço das almas
e do cadafalso da praça
onde caíram em desgraça
dos dias vencidos à morte
com a sorte de um dado
da roleta que é a vida
tantas vezes perdida
no rufar de um tambor
do calabouço das almas
e do cadafalso da praça
onde caíram em desgraça
dos dias vencidos à morte
com a sorte de um dado
da roleta que é a vida
tantas vezes perdida
no rufar de um tambor
👁️ 271
ndugcts . 015
no silêncio que embala
este vazio que me preenche
nesta ideia que persiste
que morre
mas não desiste
neste pensamento que se cala
no calor desta chama
é o beijo quase cego
que habita na tua boca imaculada
e tu
tu existes para mim
petrificada
este vazio que me preenche
nesta ideia que persiste
que morre
mas não desiste
neste pensamento que se cala
no calor desta chama
é o beijo quase cego
que habita na tua boca imaculada
e tu
tu existes para mim
petrificada
👁️ 203
ndugcts . 011
fui um anjo
renegado
por ter amado
sem asas
vi meu corpo
ridicularizado
vilipendiado
minha alma
aprisionada
torturada
não é fácil
viver
como eu vivo
sou livre
um sonhador
um poeta
são demais os perigos desta vida para quem ama
renegado
por ter amado
sem asas
vi meu corpo
ridicularizado
vilipendiado
minha alma
aprisionada
torturada
não é fácil
viver
como eu vivo
sou livre
um sonhador
um poeta
são demais os perigos desta vida para quem ama
👁️ 319
ndugcts . 013
simplesmente
caio
na (in)potência desta escrita
entrego-me
ao risco deste lápis
vazio de conteúdo
pontiagudo
como num leito fluvial
rumo ao meu eu divinal
vou nesta corrente que me leva
que me conduz
que me ajuda
a seguir o meu caminho
assim
sozinho
caio
na (in)potência desta escrita
entrego-me
ao risco deste lápis
vazio de conteúdo
pontiagudo
como num leito fluvial
rumo ao meu eu divinal
vou nesta corrente que me leva
que me conduz
que me ajuda
a seguir o meu caminho
assim
sozinho
👁️ 239
ndugcts . 010
sê tu
no teu todo
no teu melhor
não uma versão de ti
uma versão
polida
limada
criada
na mente dos que te rodeiam
tu existes
na perfeição de ti
sacrifica o teu eu
no teu todo
no teu melhor
não uma versão de ti
uma versão
polida
limada
criada
na mente dos que te rodeiam
tu existes
na perfeição de ti
sacrifica o teu eu
👁️ 280
ndugcts . 012
sou um vagabundo
da verdade
um inconformado
com a realidade
um aposentado desta vida
ciente do sofrimento iminente
quero desvendar minhas trevas
organizar o caos
da vida dentro de mim
num quarto
escuro
vazio
fica a cela da minha alma
onde outrora escrevi a sangue
"aqui habitei e me matei"
da verdade
um inconformado
com a realidade
um aposentado desta vida
ciente do sofrimento iminente
quero desvendar minhas trevas
organizar o caos
da vida dentro de mim
num quarto
escuro
vazio
fica a cela da minha alma
onde outrora escrevi a sangue
"aqui habitei e me matei"
👁️ 340
ndugcts . 008
procuro-te
no silêncio
do espaço frio
que habita em mim
chamo por ti
nos ecos
do passado
procuro-te
encontro-te
afinal vives em mim
agora sei o que me mata
no silêncio
do espaço frio
que habita em mim
chamo por ti
nos ecos
do passado
procuro-te
encontro-te
afinal vives em mim
agora sei o que me mata
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rui serra nasceu em novembro de 1972, data em que a unesco comemorou o “ano internacional do livro”. cresceu e sempre viveu no alentejo e, como o próprio diz: “sou alentejano de alma e coração, um ser emocional, que vagueia pelo infinito do imaginário. cresci a ouvir e a cantar à alentejana e gosto... choro e rio com facilidade... sou espiritual e espirituoso... amo intensamente a vida e vivo ao sabor dos meus caprichos... odeio hipocrisia e não suporto a arrogância... protejo aqueles que amo e busco incessantemente o meu caminho... sinuoso, imprevisível mas muito, muito rico... vivo no alentejo e partilho a vida com aqueles que me são queridos.”
desde cedo começou a escrever e em fevereiro de 2011 cumpriu o sonho de menino e editou o seu primeiro livro de poesia, “escritos de um outro dia”.
participou ainda em diversos concursos, sempre subordinados à temática “poesia”. por duas vezes escreveu para a e-zine “nanozine” e participou nas antologias: world art friends da corpos editora em 2011 e na antologia da chiado editora “entre o sono e o sonho” em 2012, 2013, 2014 e 2015.
a convite, participou num projecto do gafa, grupo de amigos fotógrafos amadores, onde consta um poema seu no livro alicerces, cujas receitas reverteram para a casa “acreditar” no porto.
em 2012, “memórias de uma pena”, o segundo livro de poesia do autor, vê a luz do dia através da chancela da corpos editora.
um ano depois e muita tinta gasta, rui serra edita agora, “fragmentos do meu pensar”, um livro, também este de poesia, onde se nota um certo amadurecimento do autor na relação com as palavras.
actualmente vive em brinches, serpa no alentejo, dividindo-se entre o trabalho a família e a escrita.
projectos não lhe faltam e tem em cima da mesa muitos que, espera ele, vejam a luz do dia num futuro próximo.
o último trabalho de originais reúne escritos dos últimos anos, onde o autor aborda os mais variados temas, no entanto, o amor é o leitmotiv de “fragmentos do meu pensar”.
a sua última participação foi na obra “talentos ocultos - vol.1”, que reuniu uma série de escritores de língua portuguesa, e que saiu em dezembro de 2014, sobre a chancela da ediserv.
desde cedo começou a escrever e em fevereiro de 2011 cumpriu o sonho de menino e editou o seu primeiro livro de poesia, “escritos de um outro dia”.
participou ainda em diversos concursos, sempre subordinados à temática “poesia”. por duas vezes escreveu para a e-zine “nanozine” e participou nas antologias: world art friends da corpos editora em 2011 e na antologia da chiado editora “entre o sono e o sonho” em 2012, 2013, 2014 e 2015.
a convite, participou num projecto do gafa, grupo de amigos fotógrafos amadores, onde consta um poema seu no livro alicerces, cujas receitas reverteram para a casa “acreditar” no porto.
em 2012, “memórias de uma pena”, o segundo livro de poesia do autor, vê a luz do dia através da chancela da corpos editora.
um ano depois e muita tinta gasta, rui serra edita agora, “fragmentos do meu pensar”, um livro, também este de poesia, onde se nota um certo amadurecimento do autor na relação com as palavras.
actualmente vive em brinches, serpa no alentejo, dividindo-se entre o trabalho a família e a escrita.
projectos não lhe faltam e tem em cima da mesa muitos que, espera ele, vejam a luz do dia num futuro próximo.
o último trabalho de originais reúne escritos dos últimos anos, onde o autor aborda os mais variados temas, no entanto, o amor é o leitmotiv de “fragmentos do meu pensar”.
a sua última participação foi na obra “talentos ocultos - vol.1”, que reuniu uma série de escritores de língua portuguesa, e que saiu em dezembro de 2014, sobre a chancela da ediserv.
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