Lista de Poemas
Domingo
É um Domingo às avessas.
Escondes, não confessas.
Primeiro dia da semana?
Resposta não me peças.
É um domingo às avessas.
Eu findo, tu começas
É um domingo às avessas
Pelas ruas, pelas travessas
É um domingo às avessas
Se caminhas, tropeças
Se páras não recomeças.
É um domingo às avessas
Com vagar , sem pressas
Com mortos e com essas
Com caixões sobre tripeças
É um domingo às avessas
Mas da vida não te despeças.
Porque assim cessas
Com os domingos às avessas.
Niso 18.5.2014
Quadras ao divino
Deus vos salve ó casasanta
Onde Cristo é nosso pão
Carne e vinho sobre a mesa
Para a divina função.
Glória ao divino Senhor
Rei da nossa coroação
Massa sovada do amor
E alcatra do coração
O Senhor Espírito Santo
E a divina Eucaristia
São duas forças nopranto
E no império da alegria
Vinho de cheiro na mesa
Sangue de Cristo no altar
São o pão nosso da pobreza
Para o povo alimentar
Niso 28.7.2015
Domingo às avessas
É um Domingo às avessas.
Escondes, não confessas.
Primeiro dia da semana?
Resposta não me peças.
É um domingo às avessas.
Eu findo, tu começas
É um domingo às avessas
Pelas casas, pelas travessas
É um domingo às avessas
Se caminhas, tropeças
Se páras não recomeças.
É um domingo às avessas
Com vagar , sem pressas
Com mortos e com essas
Com caixões sobre tripeças
É um domingo às avessas
Mas da vida não te despeças.
Porque assim cessas
Com os domingos às avessas.
Niso 18.5.2014
Fazer poemas
Talvez por não saberfazer poemas faço poemas sobre o fazer poemas
Nada de mais labirínticodo que um poema
Nada de mais multiformedo que um poema
(não os meus, mas os quedestilam poesia)
Nada de mais milagroso doque um poema
Milagre de míseras vogaise consoantes
Nada de mais criativo doque um poema
(não os meus, mas osescritos na linguagem
dos deuses)
Nada do nada nascido
Nada pelo poema absorvido
Nada de palavras, só depalavras urdido
Nada sempre abscôndito,mas sempre intuído.
Fazer Poemas
Talvez por não saberfazer poemas faço poemas sobre o fazer poemas
Nada de mais labirínticodo que um poema
Nada de mais multiformedo que um poema
(não os meus, mas os quedestilam poesia)
Nada de mais milagroso doque um poema
Milagre de míseras vogaise consoantes
Nada de mais criativo doque um poema
(não os meus, mas osescritos na linguagem
dos deuses)
Nada do nada nascido
Nada pelo poema absorvido
Nada de palavras, só depalavras urdido
Nada sempre abscôndito,mas sempre intuído.
Triolé
Cai da nuvem escura.
Sobre a terra sedenta
A chuva cai violenta
Copiosa e lenta
sem tempero nem mesura
A chuva cai violenta
Cai na minha tristura.
Dia sem sol
Maré vazia
Manhã sem sol
Só o pescador sorria
A preparar o anzol
Namorar as ondas
Espreitar o mar
Prazer platónico
De olhar sem tocar
Pela beira mar se caminha
Saltando o calhau
Até o mar se retinha
deixando rondar a vau
Claridade difusa
Reino do cinzento.
Ajuda-me, ó musa
A soltar o sentimento
Pedras da calçada
Mudas e quedas
Conto cada passada
Como sendo em veredas.
Outono
Outono em que que as maçãs arredondam
Outono em que as uvas se despedem da videira
Outono de ramos que se desnudam
Outono dos vidros embaciados
Outono das chuvadas mansas.
Outono da natureza entristecida e delida
Emma
Emma
não tema.
Emma
não trema.
Emma
exponha ao mundo
a sua dor extrema.
Emma
Denuncie o esquema.
Emma
faça dele o problema
Emma,
que do seu gesto
nasça o poema.
Emma foi violada. Para chamar a atenção para o seu caso decidiu andar sempre às costas com o colchão onde foi violentada
EMMA
Emmanão tema.
Emma
não trema.
Emma
exponha ao mundo
a sua dor extrema.
Emma
Denuncie o esquema.
Emma
faça dele o problema
Emma,
que do seu gesto
nasça o poema.
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