Escritas

Dia sem sol

niso






Maré vazia
Manhã sem sol
Só o pescador sorria
A preparar o anzol


Namorar as ondas
Espreitar o mar
Prazer platónico
De olhar sem tocar

Pela beira mar se caminha
Saltando o calhau
Até o mar se retinha
deixando rondar a vau

Claridade difusa
Reino do cinzento.
Ajuda-me, ó musa
A soltar o sentimento

Pedras da calçada
Mudas e quedas
Conto cada passada
Como sendo em veredas.

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