complexo
amplexo
Mero reflexo
Desconexo
E que pode deixar perplexo
Quem lhe procura o nexo.
O sol ilumina
Tudo aquece
Tudo engrandece
E a mim me anima.
O sol fascina,
A terra floresce
E o mundo esquece
A dura sina
Horas fagueiras
Que correm felizes
E inspiram poetas.
Horas primeiras
Forças motrizes
Das almas despertas
Mas porque não a alegria?
A esperança desponta
A felicidade assoma
O sol nasce em cada dia.
Mas porque não a alegria?
O mundo se descobre
A natureza renasce
Razões para a euforia
Mas porque não a alegria?
O inverno é passageiro
A primavera jubilosa
O verão traz acalmia
Mas porque não a alegria?
Na força da juventude
Na segurança da maturidade
Nem a velhice o impedia.
Mas porque não a alegria?
Na terra com serenidade
Nos céus com confiança
Pugnando pela harmonia.
. A manhã chegou
Dourada de sol e
esperança
A noite passou
Em sono lento.
O dia não será diferente
Mas resta a confiança
Sempre presente
Em firme aliança
Canto hoje a minha vida de quedas
Com o zelo de um coleccionador de moedas
A minha primeira queda
Foi tiro e queda.
A minha segunda queda
Foi brutal e cega
A minha terceira queda
Foi um simples desarreda
A minha quarta queda
Foi como deslizar num escorrega
Ai, a minha quinta queda
Não a troco por qualquer moeda
A minha sexta queda
foi triste mas também leda
Minhas inúmeras quedas
Por veredas
Barrancos e alamedas
Às vezes são cinzas
Outras labaredas.
Nem nos Vedas
Há tão infindas.
Niso 4.6. 2014
Na vida em que vicejo
Tenho estranhos momentos.
Em cada hora revejo
Flutuantes pensamentos.
Dia que começa e acaba
Apontando ao futuro.
Dia de longa meada
Que se tece com apuro.
Vida que por mim passas
Meus sonhos não desfaças
Que me deixas inseguro
Não tenho mais pedidos
Nem desejos escondidos
Nem desígnio obscuro.
Deus vos salve ó casasanta
Onde Cristo é nosso pão
Carne e vinho sobre a mesa
Para a divina função.
Glória ao divino Senhor
Rei da nossa coroação
Massa sovada do amor
E alcatra do coração
O Senhor Espírito Santo
E a divina Eucaristia
São duas forças nopranto
E no império da alegria
Vinho de cheiro na mesa
Sangue de Cristo no altar
São o pão nosso da pobreza
Para o povo alimentar
Niso 28.7.2015