Lista de Poemas
I-LXXXI Jaezes de vida e morte
Resta-me uma janela para assistir toda a rua.
Ouvi rumores dos sicários que estão livres sem tortura,
mas não os vi, não senti, acredito que esqueci;
não que deixei o medo das coisas mundanas,
é só o cansaço, que me põe à espera do destino de pijama.
É a primeira vez que, o que digo,
soa como algo que tenho vivido.
Alguns vão da água ao vinho,
mas carregam a dificuldade
de reconhecer um passado maligno.
Os céus perdoam seus filhos,
mas os pequenos ainda choram pelos monstros que,
há muito, os têm perseguido.
É por isso que me contradigo, culpo-me pela falta de senso,
mas vejo-me encosto dos livres arrependimentos.
Ouvi rumores dos sicários que estão livres sem tortura,
mas não os vi, não senti, acredito que esqueci;
não que deixei o medo das coisas mundanas,
é só o cansaço, que me põe à espera do destino de pijama.
É a primeira vez que, o que digo,
soa como algo que tenho vivido.
Alguns vão da água ao vinho,
mas carregam a dificuldade
de reconhecer um passado maligno.
Os céus perdoam seus filhos,
mas os pequenos ainda choram pelos monstros que,
há muito, os têm perseguido.
É por isso que me contradigo, culpo-me pela falta de senso,
mas vejo-me encosto dos livres arrependimentos.
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I-LXXXIII Jaezes de vida e morte
Amanhã nos tomará tudo, já sabemos disto.
É como meus presságios que tomam meus sentidos:
Não sairemos do inverno,
o verão se foi com os que se cumpriram.
Não é intrigante como tudo
que será dito finalizará o que foi vivido?
Lembro desta angústia desde sempre,
me convencia de esquecer você,
de tentar por mim, mas fiz-me inconsequente.
Não tem sido a justiça que me condena,
não como afunda minha alma em incertezas,
com orações atando ambas as nossas crenças.
Não foi por respeito, não foi por admiração
foi por liberdade, talvez por diversão.
Não por você, também não por mim,
mas por todas as razões erradas que,
fatidicamente, levam ao fim.
É como meus presságios que tomam meus sentidos:
Não sairemos do inverno,
o verão se foi com os que se cumpriram.
Não é intrigante como tudo
que será dito finalizará o que foi vivido?
Lembro desta angústia desde sempre,
me convencia de esquecer você,
de tentar por mim, mas fiz-me inconsequente.
Não tem sido a justiça que me condena,
não como afunda minha alma em incertezas,
com orações atando ambas as nossas crenças.
Não foi por respeito, não foi por admiração
foi por liberdade, talvez por diversão.
Não por você, também não por mim,
mas por todas as razões erradas que,
fatidicamente, levam ao fim.
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I-LXXX Jaezes de vida e morte
Como o fim de Lasses Birgitta, há o que me alerte nesta brisa.
Lido com isso impacientemente, gastando o que tenho de pedras e correntes.
A ambição que por pouco sempre me nota, faz-me temer as palavras tortas;
Tenha preparado o que já tenho orado,
mas os trechos que têm me ensinado, foram arrancados.
É irônico e fatídico, é, para mim, incompreensivo.
Se ao mundo dou as armas, sempre há quem as resgate,
como o destino que insiste ter-me como impasse.
Não há conformismo que me liberte de punição,
não há o que eu faça que te livra da condenação.
No fim sou eu quem não está são,
quem tem fortuna e apela para escravidão.
Maldita paixão, que te deu tamanho privilégio,
para que não note, e termine como incrédulo.
Lido com isso impacientemente, gastando o que tenho de pedras e correntes.
A ambição que por pouco sempre me nota, faz-me temer as palavras tortas;
Tenha preparado o que já tenho orado,
mas os trechos que têm me ensinado, foram arrancados.
É irônico e fatídico, é, para mim, incompreensivo.
Se ao mundo dou as armas, sempre há quem as resgate,
como o destino que insiste ter-me como impasse.
Não há conformismo que me liberte de punição,
não há o que eu faça que te livra da condenação.
No fim sou eu quem não está são,
quem tem fortuna e apela para escravidão.
Maldita paixão, que te deu tamanho privilégio,
para que não note, e termine como incrédulo.
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I-LXX Jaezes de vida e morte
Privilegiado por um amor genuíno,
me entoleço para perder-me na noite seguinte.
A insegurança é o amante que leva meu tempo,
é o que faz de mim um infiel ingênuo.
Como é bom estar sentido no meio desta noite vazia,
onde a hora aponta as mentiras que virão com o próximo dia.
Se o destino permitir-me ir, eu me prenderia aqui.
Sofro por angustia por mais de uma vida,
já mal sinto-me com qualquer energia.
Lembro-me de meu primeiro dia no porão de Fritz,
estava reluzente de perseverança, tendo fé com besteiras mundanas.
Ansioso para o dia seguinte, mantive as paixões presas ao senso,
recordando ter menos que seis dias, pois perdi-me na luz do primeiro momento.
me entoleço para perder-me na noite seguinte.
A insegurança é o amante que leva meu tempo,
é o que faz de mim um infiel ingênuo.
Como é bom estar sentido no meio desta noite vazia,
onde a hora aponta as mentiras que virão com o próximo dia.
Se o destino permitir-me ir, eu me prenderia aqui.
Sofro por angustia por mais de uma vida,
já mal sinto-me com qualquer energia.
Lembro-me de meu primeiro dia no porão de Fritz,
estava reluzente de perseverança, tendo fé com besteiras mundanas.
Ansioso para o dia seguinte, mantive as paixões presas ao senso,
recordando ter menos que seis dias, pois perdi-me na luz do primeiro momento.
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I-LXXVI Jaezes de vida e morte
Me nervo sempre que me dou um sonho.
Perdi minha última vida por uma espada presa à rocha,
e hoje queimo no verão de Mali, sob armas em minhas costas.
Nunca fui pai, jamais fui filho, mal tenho sido alguém que me identifico.
Um dia minha alma não dependerá deste coração.
Ofenderei a vida sem consequências,
e irei rir do que mais fez-me sucumbir nas urgências.
Serei, eu, o monstro das próximas mitologias,
inspiração dos aventurosos egoístas.
Se serve de consolo aos irmãos separados pelas artimanhas da sorte,
a arte jamais deixou-me viver, fez-me roubado por tantas mortes.
E aos discípulos sem casta, oriundos de vidas desvairadas,
que se veem sob minha raça, que o destino lhes refaçam.
Pois há muito no consumo e pouco no consolo,
e que tenham fé em meus pobres rumores,
para que, do mundo, eu leve menos rancores.
Perdi minha última vida por uma espada presa à rocha,
e hoje queimo no verão de Mali, sob armas em minhas costas.
Nunca fui pai, jamais fui filho, mal tenho sido alguém que me identifico.
Um dia minha alma não dependerá deste coração.
Ofenderei a vida sem consequências,
e irei rir do que mais fez-me sucumbir nas urgências.
Serei, eu, o monstro das próximas mitologias,
inspiração dos aventurosos egoístas.
Se serve de consolo aos irmãos separados pelas artimanhas da sorte,
a arte jamais deixou-me viver, fez-me roubado por tantas mortes.
E aos discípulos sem casta, oriundos de vidas desvairadas,
que se veem sob minha raça, que o destino lhes refaçam.
Pois há muito no consumo e pouco no consolo,
e que tenham fé em meus pobres rumores,
para que, do mundo, eu leve menos rancores.
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I-LXVI Jaezes de vida e morte
Nesta noite, ao ganhar o sono,
vi-me em sonhos que se guardam em cômodos.
Doo-me ao paraíso inabitado pelo prazer de nunca o alcançar
e me gabo ao falar: O prazer está no que encontro ao procurar.
Quebrar-me-ia em bilhões,
para ensinar a mim o prazer de sentir,
como vós sois do início ao fim.
Faria do mundo evidente e nunca compreendido,
dando ao povo do leste a chance do nada,
e ao norte, constantes dádivas.
Calaria quem fala, por ser eu quem explana mágicas,
por ser eu quem oriunda do nada e por alados se espalha,
afundando a alma de quem a evolução retarda.
Faria do meu gosto o bom gosto e do instinto um constante suplício,
tornando o fim, o único caminho a mim.
vi-me em sonhos que se guardam em cômodos.
Doo-me ao paraíso inabitado pelo prazer de nunca o alcançar
e me gabo ao falar: O prazer está no que encontro ao procurar.
Quebrar-me-ia em bilhões,
para ensinar a mim o prazer de sentir,
como vós sois do início ao fim.
Faria do mundo evidente e nunca compreendido,
dando ao povo do leste a chance do nada,
e ao norte, constantes dádivas.
Calaria quem fala, por ser eu quem explana mágicas,
por ser eu quem oriunda do nada e por alados se espalha,
afundando a alma de quem a evolução retarda.
Faria do meu gosto o bom gosto e do instinto um constante suplício,
tornando o fim, o único caminho a mim.
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I-LXXV Jaezes de vida e morte
O abuso emocional de se expandir
frisam-me em teus olhos para o que quero sentir;
Leve-me aos lugares que abrigam minha alma amada,
à décima nona ilha onde minha mente é retalhada.
Privilegiado por ter o que perder,
anseio a vingança que trará o prazer de viver.
Que nosso Pai traga amizades fundamentadas,
para que não haja desprezo nem Mondego que me desfaça.
E à fortuna conquistada, peço que, de mim, gênio faça,
para que resgate as paixões dos pressurosos aristocratas,
e que faleçam por sua benevolência amarga.
Pastor de ovelhas e um patrício, um velho na puberdade,
e tão alto quanto as damas da cidade, sobre del Popolo
sucederá o decesso de vossas crueldades.
frisam-me em teus olhos para o que quero sentir;
Leve-me aos lugares que abrigam minha alma amada,
à décima nona ilha onde minha mente é retalhada.
Privilegiado por ter o que perder,
anseio a vingança que trará o prazer de viver.
Que nosso Pai traga amizades fundamentadas,
para que não haja desprezo nem Mondego que me desfaça.
E à fortuna conquistada, peço que, de mim, gênio faça,
para que resgate as paixões dos pressurosos aristocratas,
e que faleçam por sua benevolência amarga.
Pastor de ovelhas e um patrício, um velho na puberdade,
e tão alto quanto as damas da cidade, sobre del Popolo
sucederá o decesso de vossas crueldades.
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I-LXIX Jaezes de vida e morte
Tal azar que se apega aos homens que fazem de tudo ruim, sempre deu sorte a mim.
Temo ter que dizer o pouco que guardei, temo fracassar ao inventar o que não presenciei.
Cultuaria ter prazer no meu hábito de perder tantos negócios sujos que não sei manter.
Far-me-ia menos tolo, mais crente em gestos de outros.
Estive por baixo preparando algo profano,
devolvendo ao mundo o que me restou como humano.
Assim a realidade se esforça em levar-me embora,
tornando-me inabitável por tão quente estar lá fora.
Às besteiras que me fazem canalha,
pesando hoje sobre homens com esperanças frágeis como a alma,
dou-me sempre sem quaisquer lágrimas.
Sei que não sei, e jamais permitir-me-ei saber se nos tornamos algo além,
é esta a ideia que me faz temer o futuro com quem me tem.
Temo ter que dizer o pouco que guardei, temo fracassar ao inventar o que não presenciei.
Cultuaria ter prazer no meu hábito de perder tantos negócios sujos que não sei manter.
Far-me-ia menos tolo, mais crente em gestos de outros.
Estive por baixo preparando algo profano,
devolvendo ao mundo o que me restou como humano.
Assim a realidade se esforça em levar-me embora,
tornando-me inabitável por tão quente estar lá fora.
Às besteiras que me fazem canalha,
pesando hoje sobre homens com esperanças frágeis como a alma,
dou-me sempre sem quaisquer lágrimas.
Sei que não sei, e jamais permitir-me-ei saber se nos tornamos algo além,
é esta a ideia que me faz temer o futuro com quem me tem.
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I-LXVII Jaezes de vida e morte
Outra vez chamado à vida,
diante de amigos que se tornam relíquias,
ajo feliz escrevendo aqui: Voltei para casa menos carente,
sorridente sobre caminhos que já me fizeram descontente.
Que a vida me dê mais dois ou três dias para ser esperto,
para que a noite explique melhor as verdades e o que é certo.
Não acreditaria se pudesse ver, não confiaria no que prometer,
pois já estou aqui a confessar receios inventados,
tenho o vício de fazer-me miserável.
Assim não menciono o que devia, não sinto o que vivia,
espero de coração que sejas minha última euforia.
E está tudo bem se o mundo está aquém,
pois é instintivo estar embaraçado, tudo está sempre ao acaso.
diante de amigos que se tornam relíquias,
ajo feliz escrevendo aqui: Voltei para casa menos carente,
sorridente sobre caminhos que já me fizeram descontente.
Que a vida me dê mais dois ou três dias para ser esperto,
para que a noite explique melhor as verdades e o que é certo.
Não acreditaria se pudesse ver, não confiaria no que prometer,
pois já estou aqui a confessar receios inventados,
tenho o vício de fazer-me miserável.
Assim não menciono o que devia, não sinto o que vivia,
espero de coração que sejas minha última euforia.
E está tudo bem se o mundo está aquém,
pois é instintivo estar embaraçado, tudo está sempre ao acaso.
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I-LXXVIII Jaezes de vida e morte
Ao mundo calado por ameaça, fiz-me revoltante e trouxe a graça:
É incerto o que perdi em meio ao caos, estou em débito com quem mantém o mal.
Lembro-me quando criança da falta de esperança de quem me erguia,
vivia por euforias e sorria diante da morte que viria.
Tamanha maturidade ou falta de senso,
a incoerência do adultério com a fé do que é certo.
Por isso e mais fiz-me inclinado ao declínio,
sucumbido à vontade de ser menos vívido,
realizando as poucas vontades que permitem o destino.
E como as marés que refazem o mar,
seria fatídico minha vontade de alguém encontrar,
apenas para ver-me sem revolta, sentir-me um homem
como outros de outrora.
Assim preso ao fado de amar, o livre arbítrio soa
como conto pueril; cheio da intriga de quem fez-me aqui,
herdado da bondade pelo simples fato de existir.
É incerto o que perdi em meio ao caos, estou em débito com quem mantém o mal.
Lembro-me quando criança da falta de esperança de quem me erguia,
vivia por euforias e sorria diante da morte que viria.
Tamanha maturidade ou falta de senso,
a incoerência do adultério com a fé do que é certo.
Por isso e mais fiz-me inclinado ao declínio,
sucumbido à vontade de ser menos vívido,
realizando as poucas vontades que permitem o destino.
E como as marés que refazem o mar,
seria fatídico minha vontade de alguém encontrar,
apenas para ver-me sem revolta, sentir-me um homem
como outros de outrora.
Assim preso ao fado de amar, o livre arbítrio soa
como conto pueril; cheio da intriga de quem fez-me aqui,
herdado da bondade pelo simples fato de existir.
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