Escritas

I-LXXX Jaezes de vida e morte

Murilo Porfírio
Como o fim de Lasses Birgitta, há o que me alerte nesta brisa.

Lido com isso impacientemente, gastando o que tenho de pedras e correntes.

A ambição que por pouco sempre me nota, faz-me temer as palavras tortas;

Tenha preparado o que já tenho orado,

mas os trechos que têm me ensinado, foram arrancados.

É irônico e fatídico, é, para mim, incompreensivo.

Se ao mundo dou as armas, sempre há quem as resgate,

como o destino que insiste ter-me como impasse.

 

Não há conformismo que me liberte de punição,

não há o que eu faça que te livra da condenação.

No fim sou eu quem não está são,

quem tem fortuna e apela para escravidão.

Maldita paixão, que te deu tamanho privilégio,

para que não note, e termine como incrédulo.