I-LXXXIII Jaezes de vida e morte

Amanhã nos tomará tudo, já sabemos disto.

É como meus presságios que tomam meus sentidos:

Não sairemos do inverno,

o verão se foi com os que se cumpriram.

 

Não é intrigante como tudo

que será dito finalizará o que foi vivido?

Lembro desta angústia desde sempre,

me convencia de esquecer você,

de tentar por mim, mas fiz-me inconsequente.

 

Não tem sido a justiça que me condena,

não como afunda minha alma em incertezas,

com orações atando ambas as nossas crenças.

Não foi por respeito, não foi por admiração

foi por liberdade, talvez por diversão.

Não por você, também não por mim,

mas por todas as razões erradas que,

fatidicamente, levam ao fim.
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