Lista de Poemas
SOMOS ESTRANHOS
Somos estranhos na casa tão cheia,
Cada qual guarda o silêncio em capela,
E da janela, o vento nos incendeia,
Levando beijos à noite mais bela.
O riso ecoa, mas logo se rareia,
Sombra discreta em cortina singela,
E a saudade que o peito semeia
Cresce e se perde na lua amarela.
Mas, se distantes, os corpos se calam,
Nos corações ainda há centelha,
Chamas ocultas que nunca se apagam.
E nesta casa, que o tempo aconselha,
Mesmo estranhos, os sonhos se embalam:
Beijos voando de cada janela.
Maria Antonita Matos
INTIMIDAÇÃO
Um olhar que pesa sem tocar,
um silêncio que corta como lâmina.
A palavra não dita,
mas já gravada no corpo,
um aviso disfarçado em sombra.
A presença invade o espaço,
sem mover paredes,
sem erguer muros
mas constrói um cárcere invisível
onde o ar se torna espesso.
A intimidação não grita,
ela sussurra em nós:
“Não ultrapasses, não resistas, não te ergas.”
É o peso do medo mascarado,
um gesto pequeno que ecoa enorme.
Mas também é frágil,
porque basta um passo firme,
um olhar que não baixa,
uma voz que se ergue
e a muralha desmorona.
Maria Antonieta Matos
SE A DOR SE MOSTRA EM NÉVOAS
Se a dor se mostra em névoas tão pesadas,
Também desponta o lume da esperança;
As sombras passam, breves, mal lembradas,
E o coração na luz de novo avança.
Nas lágrimas florescem madrugadas,
E o pranto rega o sonho que se lança;
Do chão ferido nascem alvoradas,
E a vida insiste, eterna, na sua dança.
Assim, da dor se ergue a claridade,
Um canto brando rompe a escuridão,
Chamando à vida a força da verdade.
Pois quem resiste, e guarda a compaixão,
Descobre em si o brilho da bondade:
Um sol que mora oculto no coração.
Maria Antonieta Matos
SE A DOR SE MOSTRA EM NÉVOAS
Se a dor se mostra em névoas tão pesadas,
Também desponta o lume da esperança;
As sombras passam, breves, mal lembradas,
E o coração na luz de novo avança.
Nas lágrimas florescem madrugadas,
E o pranto rega o sonho que se lança;
Do chão ferido nascem alvoradas,
E a vida insiste, eterna, na sua dança.
Assim, da dor se ergue a claridade,
Um canto brando rompe a escuridão,
Chamando à vida a força da verdade.
Pois quem resiste, e guarda a compaixão,
Descobre em si o brilho da bondade:
Um sol que mora oculto no coração.
Maria Antonieta Matos
A TRISTEZA ME INVADE
A tristeza me invade, e em ondas frias,
Espraia-se em meu peito, em noite escura;
São tantas dores, tantas nostalgias,
Que o mundo inteiro em pranto se figura.
Vejo os destinos presos às agonias,
E a luz do sol se esconde, pouco dura;
O tempo escoa em lôbregas porfias,
Sem dar alívio à dor que se segura.
Mas dentro da penumbra há resistência,
Um sopro brando insiste em me elevar,
E rompe o véu cruel da decadência.
Pois mesmo no luto se a alma ousar
É prova de esperança e de presença:
Quem sente a dor, ainda pode amar.
Maria Antonieta Matos
SOMOS ESTRANHOS
Somos estranhos na casa tão cheia,
Cada qual guarda o silêncio em capela,
E da janela, o vento nos incendeia,
Levando beijos à noite mais bela.
O riso ecoa, mas logo se rareia,
Sombra discreta em cortina singela,
E a saudade que o peito semeia
Cresce e se perde na lua amarela.
Mas, se distantes, os corpos se calam,
Nos corações ainda há centelha,
Chamas ocultas que nunca se apagam.
E nesta casa, que o tempo aconselha,
Mesmo estranhos, os sonhos se embalam:
Beijos voando de cada janela.
Maria Antonieta Matos
SOMOS ESTRANHOS
Somos estranhos na casa tão cheia,
Cada qual guarda o silêncio em capela,
E da janela, o vento nos incendeia,
Levando beijos à noite mais bela.
O riso ecoa, mas logo se rareia,
Sombra discreta em cortina singela,
E a saudade que o peito semeia
Cresce e se perde na lua amarela.
Mas, se distantes, os corpos se calam,
Nos corações ainda há centelha,
Chamas ocultas que nunca se apagam.
E nesta casa, que o tempo aconselha,
Mesmo estranhos, os sonhos se embalam:
Beijos voando de cada janela.
Maria Antonita Matos
SOMOS ESTRANHOS
Somos estranhos na casa tão cheia,
Cada qual guarda o silêncio em capela,
E da janela, o vento nos incendeia,
Levando beijos à noite mais bela.
O riso ecoa, mas logo se rareia,
Sombra discreta em cortina singela,
E a saudade que o peito semeia
Cresce e se perde na lua amarela.
Mas, se distantes, os corpos se calam,
Nos corações ainda há centelha,
Chamas ocultas que nunca se apagam.
E nesta casa, que o tempo aconselha,
Mesmo estranhos, os sonhos se embalam:
Beijos voando de cada janela.
Maria Antonita Matos
OS MEUS OLHOS FALAM DE AMOR
Os meus olhos, de amor mensageiros,
De vossa luz se nutrem docemente;
E em raios puros, claros e certeiros,
Mostram no peito o fogo que se sente.
Se a voz se cala em silêncios primeiros,
A vista fala, ardendo tão presente,
Que mais revelam olhos verdadeiros
Do que palavras vãs de frágil mente.
Ó doce causa de minha ventura,
Se em vós repousa a glória do viver,
Deixai que o olhar declare a formosura.
Pois quem deseja em versos vos dizer,
Apenas logra imitar tal candura,
E nos olhos acha o modo de querer.
Maria Antonieta Matos
Meus olhos falam
Os meus olhos, de amor calado,
No brilho suave a chama se revela,
É lume terno, doce e delicado,
Que em cada olhar mais fundo se modela.
Na sombra oculta um gesto apaixonado,
Que o coração em segredo atrela,
E quando em ti repousa enamorado,
A alma inteira em silêncio se desvela.
Se a voz me falta, o olhar me denuncia,
Pois nele mora a essência do sentir,
A chama pura, a luz que não se esfria.
E mesmo quando o tempo me fugir,
No espelho eterno dessa melodia,
Verás meus olhos sempre a te seguir.
Maria Antonieta Matos
Comentários (2)
obrigado por me ler
Gostei , escreves bem :)
Editou o livro “ Visita à Aldeia da Terra” através de Edições Poejo, baseado e inspirado na Aldeia de esculturas em barro e cimento, sita em Arraiolos, livro de quadras e fotografias personalizadas na atividade e profissões da aldeia, apoiada pela junta de freguesia de Arraiolos. Fez apresentação do livro em escolas e Bibliotecas Municipais para crianças do jardim-de-infância, escola básica e séniores. Colabora em vários grupos de poesia e blogs.
Editou o livro "OLHARES RITMADOS - Nada Sou... Mais Do Que Eu", em 2022
Participação em Coletâneas: “Poetizar Monsaraz - Vol I” “Poetizar Monsaraz Vol II” “Nós Poetas Editamos V” “Nós Poetas Editamos VI” “Sentir D’um Poeta” “Eternamente Poeta” “Poesia sem Gavetas Parte III” “Poemário 2015” “Conto de Poetas Parte III” “Amor Eterno” \"Poemário 2016\" \"Apenas Saudade\" \" Fusão de Sentires\" \"Poemário 2017\" \"Mais Mulher\" \"Perdidamente II\" - Autores Edição - Pastelaria Studios Editora Grupo Múltiplas Histórias \"Sopro de Poesia\" - Autores Edição Orquídea Edições - Grupo Múltiplas Histórias \"Poesia a Cores\" - Pastelaria Studios Editora Grupo Múltiplas Histórias \"Dança das Palavras\" - Pastelaria Studios Editora \"Poesia com Reticências (...) - Pastelaria Studios Editora \"Poemário 2018\" - Pastelaria Studios \"Cascata de Palavras\" - Pastelaria Studios Editora \"Perdidamente Vol. III\" - Poem' Art - Grupo Literário Amigos - " Delírios de Verão" - Delírios de Outono" "Poesia na Escola" Verso & Prosa
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