O MUNDO NUMA JANELA ABERTA

Maria Antonieta Matos
Maria Antonieta Matos
1 min min de leitura

Na moldura discreta do meu olhar,
cabe o vasto oceano e a planície,
um céu que se inclina sobre o mar
e a brisa que à distância me acaricie.

O vidro é fronteira sem se fechar,
onde o longe se torna o que me viste;
nas ondas do vento posso viajar
e ser quem sonha e nunca desiste.

Cada raio de sol é um novo cais,
cada sombra um segredo que desperta;
no instante, cabem mundos e seus sinais,

pois vivo onde a alma se liberta.
Assim, sem sair, por dentro navego,
janela aberta, ao infinito me entrego.

115 Visualizações
Partilhar

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.