Escritas

Lista de Poemas

TOMA-ME EM ABRAÇOS

Toma-me em abraços ternos

Junta aos meus, teus pensamentos

Sente o amor pleno mais sincero

Não te emudeças entre fragmentos

 

Bebe-me como vinho maduro

Saboreia nos sentidos a essência

Sente a bebedeira de amor puro

Grita de felicidade pela existência

 

Sente-me como um desejo

Tal qual a ânsia do dia primeiro

Que me exaltavas de gracejo

 

Prende-me aos teus momentos

Em pujante amor verdadeiro

Não deixes passar os tempos

 

Maria Antonieta Matos 15-09-2013

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VAMOS BRINCAR COM AS LETRAS

Vamos brincar com as letras

As letras do alfabeto

Sem as letras não aprendes

A ler e a escrever correcto

 

Com o A dizes Amigo

Com o B que ele é Bonito

Com o C está de Castigo

Com o D que Deprimido!

Com o E Elogiado

Com o F Festejado

Com o G foi Gabado

Com o H está Hipnotizado

Com o I Incontrolado

Com o J o José                                  

Leva o K para o Karaté

Disse ao L és leviano

Vamos aprender outras letras

Pois quero passar de ano

 

O M então Mergulhou

Com o N Namorou

Com o O se Ofendeu

Com o P se Perdeu

Com o Q Queria

Que o R à Revelia

Trouxesse o S, Sabedor

Para o T que é Traidor

Ter o U e Usufruir

Do V Verdadeiro

Para apagar o W, de Washington

Que é letra do estrangeiro

 

Toca com o X o Xilofone

Acompanha a letra Y ípsilon 

E para escrita fazer sentido

Ouve bem o que te digo

Procura ligar pelo som

As vogais e consoantes

Forma palavras a silabar

Escreve coisas importantes

 

E o alfabeto chegou ao fim

Com o Z a reZingar  

Porque queria uma palavra

Com o Z a começar

 

Aqui podes descobrir

Os verbos e substantivos

A pensar vás conseguir

Ver artigos e adjectivos

 

Cada dia a aprender

E o cérebro a trabalhar

Nunca te vás aborrecer

Diverte-te muito a estudar

 

Maria Antonieta Matos 10-09-2012

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FALSO ARGUMENTO

Seja qual for a tua dor

Não desprezes a tua vida

Vai à procura de amor

Não te metas na bebida! 

 

Neste mundo há muita gente

Que desencaminha o destino

Quando na pior se sente

Refugia-se no vinho

 

Não perturbes o teu cérebro

Com irreal lucidez

Que o estado de se estar ébrio

È um estado de nudez

 

È falsa essa alegria

E a raiva transmitida

Nada disto alivia

A resolução da tua ferida

 

29/01/2012

Maria Antonieta Matos


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VAMOS AFINCAR O DENTE

Vamos afincar o dente 

A quem parece demente

E não se importa com a gente

E só se mostra indiferente


Levam o tempo com desculpa

Uma desculpa esfarrapada

Mas o povo vai à luta

Que está a ficar sem nada


Vamos afincar o dente

Até que muito lhe doa 

Verem o que a gente sente

Para não fingirem na boa


Seu interesse salvaguardo

Docemente há argumentos

Pensam que o povo é tapado

E esticam-se em inventos


Vamos afincar o dente

Sem ter dó nem piedade

O mesmo fazem com a gente

Ao tirarem a liberdade

Maria Antonieta Matos 19-10-2011

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CANTA O GALO LÁ NO POLEIRO

Canta o galo lá no poleiro

Com grande satisfação

Dando ordens no galinheiro!

Disse: vou cortar-lhe já a ração!

A galinha se irritou

Fez um Plenário urgente

E o galináceo não sossegou

Manifestando-se de repente

Com cartazes bem visíveis

Sempre na linha da frente

Deram saltos imprevisíveis

Derrubando o galo indecente

Aqui e ali se levantava

Mas saiu uma brigada

Vinda doutros galinheiros

Para ajudar a bicharada

Foi uma grande embrulhada

A tirar galos dos poleiros

A união desta espécie

Co corando no megafone

Não parem que arrefece!

Ponham o bico no trombone

Virem todos à patada

Não queiram morrer à fome


Maria Antonieta Matos 13-09-2012


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DESCOBRIR FLORBELA

Alma inspiradora, desnuda de preconceitos

Sensível, irrequieta, misteriosa e irreverente

Aos olhos das gentes contam defeitos

Que tarde acordam contrariando a mente

 

Inteligente, incrédula, sôfrega de amor

Ligações fogosas, que cegam e se esvaem 

Desabrochando poemas da alma em flor

Resvalando lágrimas que pela face caem

 

Pensamentos sonhadores, se perdem

Ao acordar não têm mais cor

Ilusões e desilusões que sempre sucedem

 

Como nascer livre, mas não lhe dar sabor

Que loucas são as gentes, que não se divertem

Que morrem contentes, sem que para viver despertem

 

21-03-2013 Maria Antonieta Matos
In "Poesia Sem Gavetas"

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BRINCAR COM AS FORMAS GEOMETRICAS

Vamos fazer umas quadras

Puxar pela imaginação

Brincando com as palavras

Numa completa sedução


Numa sequência de palavras

Uma rima procurar

E acabarem as quadras

No espaço que está a faltar


Desenha uma figura

Com quatro lados iguais

E vê a sua estrutura

Ela é bonita ……demais


Os ângulos são todos rectos

E o nome é um quadrado

Noventa graus são certos

Em cada vértice dos …..lados


Se desenhares três linhas

E unires os seus pontos

Puxa por uma pontinha

E observa os seus ……cantos


O triângulo tem três bicos

Uma forma original

Encontras em muitos sítios

E o ângulo pode não ser …..igual


Há a forma circular

Tal qual está cheia a Lua

Também podes desenhar

À noitinha na tua …rua


Se duas linhas de lado

Cresceram mais um bocado

Sai o rectângulo beneficiado

Fazendo inveja ao ……quadrado


Com estas formas tu podes

Fazer uns lindos bonecos

Uns magrinhos outros fortes

Ou então faz uns ……..Tarecos


Com ideias e concentração

Tens muito para explorar

Faz um carrinho ou carrão

Faz o teu cérebro …….trabalhar

funcionar

O paralelepípedo

Que nome tão estranho

Repete comigo

É fácil, não me… engano


Têm volume e forma

Faces, vértices e arestas

Há excepção à norma

São formas geométricas


É sólido geométrico

A base é um círculo

Sobem todos os pontos

Termina num bico


O querer e atenção

Tudo se resolve

Chega à solução

E desenha o Cone


Em baixo e em cima

São círculos iguais

Desenha o cilindro

Com um pouco mais


Se num ponto fixo

À distância ligares

Um conjunto de pontos

O que podes achar?


É linda a esfera

E seus movimentos

Semelhantes à terra

Girando andamentos


É uma unidade de medida

De volume ou capacidade

Enches uma porção líquida

É o litro a quantidade


É uma unidade de medida

E contêm o seu volume

Um metro cúbito é a saída

Da encomenda do costume


Tens o metro para medir

Tudo o que é linear

Estás aqui para decidir

Os metros que queres levar


O quilograma para pesar

É uma medida de massa

Já me estou a inquietar

Que o peso já ultrapassa


Se tiveres uma planície

E queres medires a superfície

Tens as medidas agrárias

Para resolver sem chatice


Se tiveres um terreno

E queres medires a superfície

Tens as medidas agrárias

Para resolver sem chatice


Superfície uma grandeza

E tem duas dimensões

O m2 sem surpresa

Resolve as situações


Enquanto área

É medida de grandeza

Considerada 1 número

Com toda a certeza


O metro quadrado

Unidade fundamental

Para medires ao quadrado

A área que queres achar


É uma unidade de medida

De capacidade ou volume

Se derrubares a bebida

Não tens litro que te ature


Maria Antonieta Matos 08/07/2011

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OLHAR FLORBELA

Florescem versos, estranhos pensamentos

Aquecem as lágrimas beijando o rosto

Batimentos fortes, grandes tormentos

Dançam os sentidos repletos de desgosto


Amor imperfeito e incompreendido

Sequioso amor na mente primorosa

Viver uma vida como se a tivesse vivido

Ideias controversas à época, penosas


Olhos misteriosos perseguindo o destino

Reclamando direitos de forma ousada

Testemunhos escritos em cada caminho

Agitando a razão, sempre determinada


Sensibilidades arrastando enredos

Dando à felicidade outro descaminho

Escondendo em casulos os segredos

Que aos ouvidos lhe sopram baixinho


19-03-2013 Maria Antonieta Matos



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O AMOR

Olhaste-me num dia de festa

No sentido te acompanhei

Seguro, pensaste que era desta

Que encontraste a cara certa

E na tua prosa me enamorei

 

Ausente por outras paragens

Vi a saudade a fulminar

Recebi cartas com mensagens

Senti perto teu respirar

 

Era tanto o nosso amor

Crescia no sentir do sofrer

Sonhava desabrochando em flor

Contava os dias para te ver

 

Tu à saudade não resistias

Embora poucos, aqueles dias

Tu para mim sempre corrias,

E voltavas com mais saudade

 

Começamos a viver

Com tristeza de morrer

Nesse sonho de felicidade

Aguardando o teu regresso

Para vivermos em liberdade

 

Pensamos logo em casar

Não estávamos um, sem o outro

E depois no nosso lar

Os filhos começaram a chegar

Um, dois, três e mais os netos

Derretemo-nos em afetos

Com alegria a transbordar

 

10-11-2013 Maria Antonieta Matos

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MARCAS DO TEMPO

Inalou nos meus sentidos,

O cheiro a terra molhada,

E vi regatos refletidos,

Nas pedrinhas da calçada.


Casas ainda inacabadas,

Com suas vestes despidas,

Casas de branco, caiadas,

Pela chuva escurecidas,


Saudosas da velha gente,

Que os tempos viram passar,

Triste rua tão descontente,


Esperando os filhos para brincar,

Que se ocupam aferrolhados,

Deixando a vida passar.


22-08-2013 Maria Antonieta Matos  “ In Poetizar II”

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Comentários (2)

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namastibet
namastibet
2017-10-23

obrigado por me ler

Val
Val
2014-09-22

Gostei , escreves bem :)