Lista de Poemas
POEMA DE NATAL
O Natal está a chegar
Vem cheio de amor e carinho
Mas não contemplas os sozinhos
Cheios de frio, e sem nada
Já nem lhe cai uma lágrima
O pouco que têm, os consola
Um sorriso lhe faz bem!
Mas há muitos que tudo têm
E resmungam, quero mais
Não sabem o que fazer
Porque são coisas demais!
Que o espírito do Ano inteiro
Seja de distribuição
Que haja muita satisfação
Ninguém pense no supérfluo
Estejam todos em união!
Maria Antonieta Matos
POETIZAR MONSARAZ
Um horizonte sem igual
O Alqueva que abraça e entranha
Belas vilas de Portugal
Maria Antonieta Matos
In "Poetizar Monsaraz"
O SEGREDO
Soprei-te ao ouvido um segredo
Sem quereres deixaste-o escapar
Arranjaste-me tremendo enredo
Que para sempre vou relembrar
Correu o mundo num ai
Fiquei, ah! de boca aberta
Segredo que da boca sai
Sai coscuvilhice pela certa
Sem contarem o que ouviram
Alterou o seu conteúdo
As pessoas confundiram
Ando nas bocas do mundo
Mesmo não querendo ligar
Sinto um tormento no fundo
Tenho o coração a saltar
De andar nas bocas do mundo
Nunca mais conto em segredo
Vou contar sem segredar
Porque o gosto dum segredo
É ser o primeiro a contar
O segredo alimenta curiosidade
Sente-se ansiedade para espalhar
Quer exaltar inverdade
Com intuito de se mostrar
O segredo tarde ou cedo
Acaba por se revelar
A não ser alguém por medo
Que leve para o túmulo guardar
Há segredos quando revelados
Prejudicam os negócios
São a sete chaves guardados
Longe de parceiros ou sócios
Fórmulas e grandes descobertas
Muito cobiçadas pelas nações
Guardadas por portas secretas
Segredos que valem milhões
Maria Antonieta Matos 22-03-2013
ONDE VAI ESTE PAÍS
Ai o estado lastimoso
Em que está este país
Anda alguém muito guloso
Que pensa ser poderoso
A crescer-lhe o nariz
Já não existe classe média
Professores para ensinar
Está a torna-se em tragédia
Aprender e estudar
A saúde está a acabar
O povo já está sem cheta
Como se aguenta a depressão
Se este estado não se endireita
Paga mal a quem dá lucro
E muito bem ao astuto
Que faz o povo cair
Para o andar a servir
Sem o mínimo de dignidade
Mas onde está a humanidade?
Só existe falsidade…
Ai liberdade, liberdade
Acabaram com os direitos
Consignados na constituição
Os direitos são defeitos
Valorizam o ladrão
Não o que rouba para comer
Mas o que se quer encher
Que tremenda confusão
Casais desempregados
Com as contas para pagar
Vêm-se sem ordenados
E com os filhos a chorar
O governo bem sustentado
Acrescenta austeridade
Não corta o seu ordenado
Fomenta a desigualdade
Deixa fechar as empresas
Não lhes dá estabilidade
Desespero e incertezas
É um poço de dificuldades
Jovens sem segurança
Apoiam-se nos velhos pais
Que esticam sem a esperança
Que os filhos não precisem mais
Maria Antonieta Matos 24-04-2012
PRESENTES DE NATAL
Eles que decidem por nós
Controlam nossos destinos
Cortam voos a meninos
Sonhos de amor desvanecem
Dia a dia, o medo tecem
Em segredo, planeiam tudo
Fazem o povo, confuso
Eles que tiram e fingem dar
Que desumanizam e dizem amar
Eles que sem dó deitam na lama
Gente ingénua imaginando a fama
Eles que roubam a alegria
Ao elo familiar
Chutando em cada dia
Filhos e pais para emigrar
Sem tostão e sem trabalho
Escravos sem agasalho
Lutam despidos de amor
Sem teto embrulhados em cartão
Deitados gelados no chão
Com a trouxa sempre às costas
Caiem em vícios andam as voltas
Chantageados, drogados
Por aquelas ruas tortas
Correm à sopa dos pobres
Mendigando alguns cobres
Muitos estão aprisionados
Por malvados são maltratados,
Humilhados,
Não há paz, não há futuro
Gente triste, em apuros
Gente idosa
Mão carinhosa
Que divide o pouco que têm
Para nada faltar aos filhos
E aos seus netos também
Quando chegam dias festivos
Ah! Correm todos p’ra se mostrar
Aos beijinhos e aos sorrisos
Para a data assinalar
São os presentes de Natal
Num só dia, desigual
Maria Antonieta Matos 03-12-2013
CONTO DE FADAS
Tenho dias que sou criança!
Tenho dias que sou velhinha!
Tenho dias que apetece ouvir, os contos
De quando era pequenina.
Quem não se sente criança
Algumas vezes, na vida?
Só aqueles que nunca provaram
A doçura que se tem
Quando ela foi bem vivida!
Maria Antonieta Matos 22-11- 2010
ONDE ESTÁS TU CONSCIÊNCIA?
Onde estás tu consciência,
Que só vez o teu caminho?
Nem sempre dás importância,
Para quem caminha sozinho!
Tens um íntimo de vaidade,
Falas pr’a dentro baixinho,
Mas vejo toda a maldade,
Transparecer no teu jeitinho!
Tu que tudo Compreendes,
Reflectes com Intuição,
Porque não atribuis a eles,
Uma maior precisão?
Ciente do teu desígnio,
Desenvolves a tua mente,
Segues muitos raciocínios,
Do passado ou do presente!
Existes,és pensamento,
Tens toda a sabedoria,
A honestidade te assiste,
Não a uses na rebeldia!
MariaAntonieta Matos - 15-09-2012
DESENHO DO MEU AMIGO COSTA ARAÚJO 09-07-2014
O MEU NETO DUARTE
Tens uns olhos muito expressivos
Fazes humor a gargalhar
Ficas sério, crítico e apreensivo
Quando de injustiças ouves falar
Tens sentido da responsabilidade
Embora muito pequeno
Falas com muita habilidade
Com teu ar muito sereno
Raciocínio inteligente
Estás em constante desafio
Pões à prova a tua mente
Projectas casas, carros, navios
Tens ideias que surpreendes
Conversas muito requintadas
Fazes lembrar pessoa grande
E me deixas atrapalhada
Metes conversa com as pessoas
Sejam elas de que país for
Cativas e te prontificas na boa
Com soluções e amor
Sempre pronto para aprender
Saber da palavra o significado
Na matemática não quer perder
Na dificuldade está interessado
Quer ser Guarda-florestal
Para defender a floresta
Não quer ninguém a fazer mal
Por ser o bem que nos resta
Criança muito extrovertida
Gosta de brincar em conjunto
Apresenta os pontos de vista
Discute qualquer assunto
18-08-2013 Maria Antonieta Matos
MONSARAZ
Monsaraz vila lindíssima
Tudo se vê ao redor,
É arte para o artista
Deslumbramento maior.
Ao olhar aqueles campos
Lá do alto surpreende,
E, faz bater o coração,
O Alqueva dali distante.
Parece estar ali à mão
Vê-se todo o horizonte,
Como se estivesse no céu.
O olhar descobre as pontes
E admira os lindos montes,
É uma dádiva de Deus.
Maria Antonieta Matos 12-09-2012
In livro "Poetizar Monsaraz"
SAUDADE
A saudade que se sente
É desejo desesperado!
Por alguém que está ausente
Do querer ver, ali ao lado
E dizer o que não se disse
Mas quando volta, depois
para quê palavras...tristes
Amam-se muito os dois
E a saudade não persiste!
Maria Antonieta Matos 22-11-2010
Comentários (2)
obrigado por me ler
Gostei , escreves bem :)
Editou o livro “ Visita à Aldeia da Terra” através de Edições Poejo, baseado e inspirado na Aldeia de esculturas em barro e cimento, sita em Arraiolos, livro de quadras e fotografias personalizadas na atividade e profissões da aldeia, apoiada pela junta de freguesia de Arraiolos. Fez apresentação do livro em escolas e Bibliotecas Municipais para crianças do jardim-de-infância, escola básica e séniores. Colabora em vários grupos de poesia e blogs.
Editou o livro "OLHARES RITMADOS - Nada Sou... Mais Do Que Eu", em 2022
Participação em Coletâneas: “Poetizar Monsaraz - Vol I” “Poetizar Monsaraz Vol II” “Nós Poetas Editamos V” “Nós Poetas Editamos VI” “Sentir D’um Poeta” “Eternamente Poeta” “Poesia sem Gavetas Parte III” “Poemário 2015” “Conto de Poetas Parte III” “Amor Eterno” \"Poemário 2016\" \"Apenas Saudade\" \" Fusão de Sentires\" \"Poemário 2017\" \"Mais Mulher\" \"Perdidamente II\" - Autores Edição - Pastelaria Studios Editora Grupo Múltiplas Histórias \"Sopro de Poesia\" - Autores Edição Orquídea Edições - Grupo Múltiplas Histórias \"Poesia a Cores\" - Pastelaria Studios Editora Grupo Múltiplas Histórias \"Dança das Palavras\" - Pastelaria Studios Editora \"Poesia com Reticências (...) - Pastelaria Studios Editora \"Poemário 2018\" - Pastelaria Studios \"Cascata de Palavras\" - Pastelaria Studios Editora \"Perdidamente Vol. III\" - Poem' Art - Grupo Literário Amigos - " Delírios de Verão" - Delírios de Outono" "Poesia na Escola" Verso & Prosa
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