Escritas

Lista de Poemas

QUINTA DA LEITURA- BIBLIOTECA DE BAIÃO

Incentivando a cultura

A Biblioteca de Baião

Trouxe à Quinta da Leitura

O “Cágado” em vias de extinção


Sensibilizadas as crianças

Na leitura “O Cágado Gaspar”

Fizeram com muita ternura

Os "cágados" multiplicar!

Maria Antonieta Matos 06.09-2012

👁️ 516

QUANTAS VEZES ME TIRAM O SONHO E O SONO?

Quantas vezes me tiram o sonho?

A liberdade de viver,

Ver o mundo mais risonho,

No mais belo florescer.


Quantas vezes me tiram o sono?

A vida sem dignidade,

O dinheiro cheio de vaidade,

O mais ignorante império,

Camuflados cheios de mistério,

A injustiça que soa,

Neste mundo numa boa!


Quantas vezes me tiram o sonho?

Os dissabores do destino,

Tanta gente sem um ninho ,

Que abarca as dores sozinhas,

O frio no corpo entranhado,

O calor que os faz mirrados,

A fome que os mingua,

O seu ar estonteado,

A submissão de meninos,

Torturados, manipulados,

Quem lhes cria este destino?


Quantas vezes me tiram o sono?

Ao ver gente escarnecida,

Que dorme na rua ferida,

Sem um mísero tostão,

Vivendo do beija mão,

Esperando a dura partida!


Quantas vezes me tiram o sono?

Ver multidões desesperadas,

Caminhando sem um teto,

Num profundo campo aberto,

Prostradas em lugar incerto,

Estoiradas por fria terra,

Em valas a descoberto,

Deixam amargo, indigesto,

Túmulos da injusta guerra!


Maria Antonieta Matos 11-07-2014


Pintura do meu amigo Costa Araújo.

Gosto "}" data-reactid=".t.1" style="color: rgb(109, 132, 180); cursor: pointer; text-decoration: none;">Gosto  ·  · 
👁️ 760

CANTA O GALO LÁ NO POLEIRO

Canta o galo lá no poleiro

Com grande satisfação

Dando ordens no galinheiro!

Disse: vou cortar-lhe já a ração!

A galinha se irritou

Fez um Plenário urgente

E o galináceo não sossegou

Manifestando-se de repente

Com cartazes bem visíveis

Sempre na linha da frente

Deram saltos imprevisíveis

Derrubando o galo indecente

Aqui e ali se levantava

Mas saiu uma brigada

Vinda doutros galinheiros

Para ajudar a bicharada

Foi uma grande embrulhada

A tirar galos dos poleiros

A união desta espécie

Co corando no megafone

Não parem que arrefece!

Ponham o bico no trombone

Virem todos à patada

Não queiram morrer à fome


Maria Antonieta Matos 13-09-2012


👁️ 833

ONDE VAI ESTE PAÍS

Ai o estado lastimoso

Em que está este país

Anda alguém muito guloso

Que pensa ser poderoso

A crescer-lhe o nariz

Já não existe classe média

Professores para ensinar

Está a torna-se em tragédia

Aprender e estudar

A saúde está a acabar

O povo já está sem cheta

Como se aguenta a depressão

Se este estado não se endireita

Paga mal a quem dá lucro

E muito bem ao astuto

Que faz o povo cair

Para o andar a servir

Sem o mínimo de dignidade

Mas onde está a humanidade?

Só existe falsidade…

Ai liberdade, liberdade

Acabaram com os direitos

Consignados na constituição

Os direitos são defeitos

Valorizam o ladrão

Não o que rouba para comer

Mas o que se quer encher

Que tremenda confusão

Casais desempregados

Com as contas para pagar

Vêm-se sem ordenados

E com os filhos a chorar

 

O governo bem sustentado

Acrescenta austeridade

Não corta o seu ordenado

Fomenta a desigualdade

Deixa fechar as empresas

Não lhes dá estabilidade

Desespero e incertezas

É um poço de dificuldades

Jovens sem segurança

Apoiam-se nos velhos pais

Que esticam sem a esperança

Que os filhos não precisem mais


Maria Antonieta Matos 24-04-2012

👁️ 598

MÃOS

Tu que afagas o meu rosto

Que me apertas com carinho

Desenhas e pintas com gosto

Levas à boca o pão e o vinho


Tu que nos dedos trazes o anel

Simbolismo do amor

Responsabilidade fiel

Na obra de um escritor


Tu que ofereces, mão caridosa

Que te estendes para aceitar

Que és a arte primorosa

Que te entregas para amar


Tu que falas pelo gesto

Pões o surdo-mudo a falar  

Que amparas o velhinho

Que fazes som para musicar  


Tu que prendes

E magoas

Tu que bates e não perdoas


Tu que lês e ensinas

Pessoas invisuais

Que apontas e determinas

Que escreves e tanto mais…


Tu que cavas e cultivas

Que colhes todos os frutos

Que com afetos cativas

Que te defendes de brutos


Tu que castigas

Que pegas em arma e atiras

Que inocentes, fustigas


És força ou muita doçura

Tens rugas pelo tempo passado

Tens beleza formosura

Tens calos de teres labutado


16-01-2013 Maria Antonieta Matos

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MAR NAS ONDAS A BATERl

Olho-te ó mar frenético nas rochas a bater
Vejo crescer tuas águas de espuma e salpicos
Vejo-te entranhar nas fissuras, vejo cores nascer
Emudeço-me e pasmo no mais belo acontecer!

Maria Antonieta Matos, 23-01-2014
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PRESENTES DE NATAL

Eles que decidem por nós

Controlam nossos destinos

Cortam voos a meninos

Sonhos de amor desvanecem

Dia a dia, o medo tecem

Em segredo, planeiam tudo

Fazem o povo, confuso

Eles que tiram e fingem dar

Que desumanizam e dizem amar

Eles que sem dó deitam na lama

Gente ingénua imaginando a fama

Eles que roubam a alegria

Ao elo familiar

Chutando em cada dia

Filhos e pais para emigrar

Sem tostão e sem trabalho

Escravos sem agasalho

Lutam despidos de amor

Sem teto embrulhados em cartão

Deitados gelados no chão

Com a trouxa sempre às costas

Caiem em vícios andam as voltas

Chantageados, drogados

Por aquelas ruas tortas

Correm à sopa dos pobres

Mendigando alguns cobres

Muitos estão aprisionados

Por malvados são maltratados,

Humilhados,

Não há paz, não há futuro

Gente triste, em apuros

Gente idosa

Mão carinhosa

Que divide o pouco que têm

Para nada faltar aos filhos

E aos seus netos também

 

Quando chegam dias festivos

Ah! Correm todos p’ra se mostrar

Aos beijinhos e aos sorrisos

Para a data assinalar

São os presentes de Natal

Num só dia, desigual

 

Maria Antonieta Matos  03-12-2013

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O JOÃO

O João meio sonolento

Sai da cama a cambalear

Dormitando o pensamento

Leva o tempo a resmungar

Pensa que o dia é noite

E a noite que é dia

Anda com os sonos trocados

Sem tempo numa euforia

Pensa que o dia é noite

E a noite que é dia


Se lhe falo criticando

Num tom mais afunilado

Rabuja ainda sonhando

E temos o caldo entornado


Cai o Céu e a trindade

Ai jesus que digo eu

Mas acorda para realidade

Finalmente amoleceu


Maria Antonieta Matos 28-08-2013

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A ABELHA E A FLOR

Ah! que bonita é flor

Ao seu perfume não resisto

Dou-lhe um beijo com amor        

Aprecio o seu sabor

E no gostinho eu insisto

Levo daqui o seu néctar              

Para o favo ir fazer 

E deliciar o mundo, com o mel 

A comer com prazer.


Maria Antonieta Matos 02-09-2010


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RECOLHI-ME PARA PENSAR

Recolhi-me para pensar,
Já correu um certo tempo,
Não me voltas pensamento!

Sinto inquietude em meu estar,

Já lá vão dias que tento!

 

Maria Antonieta Matos 02-06-2014

Pintura de meu amigo Costa Araújo

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Comentários (2)

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namastibet
namastibet
2017-10-23

obrigado por me ler

Val
Val
2014-09-22

Gostei , escreves bem :)