Escritas

Lista de Poemas

EU GOSTO...!

Quando os teus olhos tocam os meus

Soltam-se os rios no meu corpo

Correndo frenéticos rumo aos teus

Desencadeando fantasias, jubilosos piropos


Ah! Como dançam nossos corpos cálidos

Cegos de paixão, sequiosos de desejo

De nuvens cobertos, em concha aninhados

No brilho das estrelas, no céu em festejo


Eu gosto de te sentir tão meigo

quando nós dois caminhamos como um todo

Que tudo à volta é magia e os teus beijos

São perfumes que inalo e sabores que almejo


Eu gosto de ouvir tua voz

de sentir o som dos teus passos

Dos momentos enamorados a sós

Da ternura dos abraços


Eu gosto da tua ousadia ... de expressão

Dos trocadilhos que lhe fazes

Da sensibilidade da emoção

De amares ... e não esqueceres as amizades


04-12-2014 Maria Antonieta Matos

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SOLIDARIEDADE

O mundo em constante viragem, exige do ser humano uma permanente adaptação, de tal forma que, muitos não conseguem ultrapassar as dificuldades, pelos variados fatores e diferenças!

Muitas famílias vivem sem o mínimo de conforto e subsistência, isoladas da sociedade!
Pela sua insegurança, sem forças para lutar, perante a enorme carga, assiste-se a uma degradação e desinteresse pela vida, que choca e revolta os mais sensíveis!
Atentos a tudo quando nos rodeia, de alma e coração, nas mãos, muitas pessoas partilham com sabedoria, os meios que têm ao seu alcance, para fazer os outros felizes!
A solidariedade surge como uma nova luz de esperança, de confiança e de oportunidade para um novo começo... mais digno!
Solidariedade sente-se como o acordar mágico “Ao encontro de um abraço”.
Bem hajam, os abraços solidários!!!

Maria Antonieta Matos
06-01-2015

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MÁSCARAS

Diz mal do trato que te faço,

Da sombra, sente ciúme,

Prende-me com um curto laço,

Trata-me com azedume!


Diz que me amas, nessa cegueira,

Alimenta o teu estigma doentio,

Faz-me acreditar que é passageira,

E não mudes esse teu mau feitio!


Zomba de mim, que me aquieto,

Repete!.... - O que faço, nada é prolífico,

Que já nasci sem horizontes e, por aqui fico,

E estagnarei na água podre, como um dejeto!


Muda de face, conforme o plano que te dá jeito,

Que eu moribunda e serena tudo aceito,

Como uma tola, que eternamente deve respeito!


Mede a distância que de mim tem, o teu olhar,

Esfria o afeto que ainda tenho, para te dar,

Que tarde ou nunca,

quando me quiseres,

me vás achar!

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DESOLADA

Desolada, faltam-me argumentos!

Inquietam-se os nervos, sinto ansiedade,
A memória não chega ao pensamento,
E eis um vazio... um querer sem vontade!


No escuro procuro ... agito os sentidos,
Interiorizo a biblioteca, desorganizada
E acendem-se as luzes, soltam-se fluidos,
Rasgando as fronteiras do nada.


Emerge a escrita nesta invenção,

Sentimentos de alma e coração,

Eternizando o cântico, em tudo ou nada.


Os palcos dão a expressão e entusiasmo,

Com lucidez, humor ou sarcasmo,

Provocadores de tristeza ou risada.


Maria Antonieta Matos 11-10-2014

Pintura do meu amigo Costa Araújo


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AMANHÃ O DIA ...

Amanhã o dia, já não será igual,

Como tantos outros, por muitos anos já passados,

Muda o pensar, mudo eu e, mudas tu o visual,

Perpetuará a história das cidades e dos estados!

Amanhã o dia, será cheio de emoções,

O tempo muda, nasce uma flor, surge um amor,

Sucumbe e nasce cada ser vivo e as estações,

Sempre na esperança que amanhã seja melhor.

Amanhã o dia, nascerá livre e cantando,

Sem amarras, como um passarinho alegre, voando,

Na estreita paz, os amantes feiticeiros de fulgor.

Amanhã o dia, não mais nascerá rude,

Porque hoje já fiz tudo quando pude,

Para que amanhã seja o dia de esplendor.

20-10-2014 Maria Antonieta Matos

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O BRILHO DE UM CLIQUE

Briosas flores luminosas, embalando o sonho pairando no ar,

No aconchego, cânticos resvalam esculpindo a paisagem,

A sonoridade e odores embriagam os sentidos a desvairar,

Na grandeza do céu azul que as nuvens o pincelam, de passagem.

Monsaraz feiticeira, retina contempladora de olhares,

Farol, proliferando os tons, os dons e os sentimentos,

Decifrando mistério do encanto, enamorando os pares,

Ficando a saudade de quem por ti passa, íntimos momentos.


No alto, imponente fortaleza mantendo o vigor através do tempo!

Te rodeiam casas branquinhas agarrando a estrutura e graciosidade!

Desejo da gente hospitaleira, embevecida de agrados e generosidade.


Ladeando os muros, desencadeias sublimes pinturas ao sabor do vento!

Os cliques dos retratos sucedem em cada dia para o mundo conhecer!

Na memória guardas o saber e o anseio de quem contigo quer aprender.


Maria Antonieta Matos
In' Poetizar Monsaraz Vol. II'

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MARCAS DO TEMPO

Inalou nos meus sentidos,

O cheiro de terra molhada,

E vi regatos refletidos,

Nas pedrinhas da calçada.


Casas de pedra marcadas,
Com as cores deprimidas,
Casas de branco, caiadas,
Pela chuva escurecidas.

Saudosas da velha gente,
Que os tempos viram passar,
Triste rua descontente.

Esperando os filhos para brincar,
Que se ocupam aferrolhados,
Deixando a vida passar.

Maria Antonieta Matos
In Poetizar Monsaraz Vol. II

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MONSARAZ

Monsaraz vila lindíssima

Tudo se vê ao redor,

É arte para o artista

Deslumbramento maior.


Ao olhar aqueles campos

Lá do alto surpreende,

E faz bater o coração

O Alqueva dali distante.


Parece estar ali à mão

Vê-se todo o horizonte,

Como se estivesse no céu.


O olhar descobre as pontes

E admira os lindos montes,

É uma dádiva de Deus.

Maria Antonieta Matos
In 'Poetizar Monsaraz Vol. I'

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MONSARAZ TEM A SEUS PÉS

Avisto terras de Espanha

Um horizonte sem igual

O Alqueva que abraça e entranha

Belas vilas de Portugal


Fascínio para os artistas

Pintores,poetas, escritores

Um encanto para os turistas

Um recanto para os amores


Monsaraz tem a seus pés

Natureza inspiradora

As cores, os sons e até

Tranquilidade apaziguadora


Maria Antonieta Matos

In 'Poetizar Monsaraz Vol I'


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SUBI AO ALTO DA MONTANHA

Subi ao alto da montanha

Sucumbindo de tristeza,

Dos meus olhos caíam lágrimas

Falei com a alma mais estranha

E contei-lhe as minhas mágoas


Ignorou o que contei

E eu sentida mais chorava

Tinha o mundo a meus pés

Mas o mundo não enxergava


Cansada da indiferença

Vi um esplendor de beleza

Estava só em mim suspensa

E quis superar toda a tristeza


Mas vi tanto desalento

uma infinita demência

Gente pobre sem sustento

E em delírios a ganância


Atropelos, muita vaidade

Gente que está de partida

desolada desprotegida

Sem nenhuma alternativa

Ouvi que nasçam crianças!

Enquanto açoitam os pais

E vi muitas de mudança

E eram pequenas demais!


Vi quem tinha vida estável

Uma família, um teto

E quem sem dó irreparável

Separa os membros afetos


Subi aoalto da montanha

Sucumbindode tristeza

E vitanta coisa estranha

Só me alegrou a natureza.


Maria Antonieta Matos 05-10-2014

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Comentários (2)

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namastibet
namastibet
2017-10-23

obrigado por me ler

Val
Val
2014-09-22

Gostei , escreves bem :)