Escritas

Lista de Poemas

(DE) VORAGEM (Manoel Serrão)

Hoje ao drapejar o olhar?
Vi-me perdido ao luar.
Vi-me o quase nada esquecido a soluçar.
Ó vi-me um ente desaparecido quase invisível na (de)voragem da vida!

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NEO-ALTRUÍSMO [Manoel Serrão]







Ó só quando vós fordes um ser-ai-humano?
Havereis vós de serdes-no-mundo humana.

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ANÁ-FORA NO MAR [Manoel Serrão]Á



Um navio...
         Dois navios...
                     Três navios...
                                 E nenhum mar de afogar Ana...
                                 Fora o osso da perna.

 
 
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ALMA CALMA [Manoel Serrão]


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Acalme-se!
Te dá paz e
Calma Alma...
E uma bela salva de pAlmas!
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APRENDIZ [Manoel Serrão]




Pela pedra,
Topa-se o caminho...

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A VOZ DO POVO É A VOZ DE DEUS? [Manoel Serrão]






Bobagem essa ser a voz do povo a voz de Deus.

Oh! Deus não cometeria tamanha insanidade de outorgar ao povo da Terceira Dimensão poderes para em seu nome falar...
E sê-lo a voz! 
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A VIRTÚ DO ANTICRISTO ALEIJÃO [Manoel Serrão]

És tu! És tu pois, ó leio-te bem infausto tirânico! Leio-te d’alli o sentimento mais vil d'uma virtú, quão a ínsita nefanda peçonha n'alma do homem. Leio-te qu’ sem dizeres uma só verdade que a resulte em danos? Vociferas o “todo falso”, cascateias aos "súditos" o visgo como “todo verdadeiro” o engano.

Leio-te bem qu’ d'alli, ó efabulo Pinóquio, pregador resenhista da mentira; persona diversa do apólogo que se encerra desprovido de princípios “éticos e morais”, qu’ d'alli, ó débil Sicrano, hábil impostor, refolho ao vento arrastado, que a remota do vosso desejo espasmódico do Quase Verdadeiro, é medra da vossa neurótica, onde o Falso Absoluto é cria da vossa “cônscia” infeliz do presente sem consciência do passado, finda-se no vazio das vossas lembranças.

És tu! És tu pois, leio-te bem, ó perfalso inda sem o nó deveste da liberdade no cadafalso! Leio-te bem a falácia, um fracasso muito aquém de um falso brilhante. A tormenta em mar de lama, que ardil tramas entre conjuras, o Estado refém pela doma da comuna. Qu’ d'alli, ave de rapina, roubaras o ar que suspiras, e quão Lúcifer – o Anticristo Aleijão -, erva daninha que emana das sombras e evola da purga de Hades, que afeito à todo o Mau, o Bem não fez; Bem não faz, e, Bem não farás, se espraia, tomaste de assalto o Brasil.

Leio-te bem qu’ d'alli, ó “profeta” do impropério, que desumana a esperança dos homens incautos e honestos que vagam pelas pedras do destino, e quão vós um tirano feristes, e hoje, ranço, apenado ao cárcere da pátria saqueada, contais tuas platas e os teus haveres no cofre do inferno. Leio-te bem! Leio-te a soberba, a arrogância que d'um altivo trono se despenha – patético - janota clamando provas – quão perdulário increpado, à Themis negais o evidente rol dos teus crimes?

Leio-te bem qu’ d'alli ó “mártir” herói sem martírio; ó “cordeiro” perverso da seca nordestina; ó que enganais os mais fracos e devotados; e, quão um fiasco “imponderado” arrebatais num séquito, um punhado de néscios, desgraçados, "cegos" e "descerebrados" que beberam do teu veneno e deram aos seus filhos.

Leio-te bem qu’ d'alli à amada traíras, e a fome dos justos e desvalidos os afliges, e que inda ali no berrante alto, retrucas, embocas pela vossa “Fama”, entre zombas e palavras: “Eu sou uma Ideia"!!! Ó vês, inda rogais por provas? Arrotais que é golpe? Ó rogo a Deus... Um breve adeus que sejais vós pelo mais forte dos Lobos devorado.

Doravante, não mais a vossa mentira cortará os céus nem os corações do Brasil!
Doravante, à amada feliz, e os filhos dessa terra mãe gentil abençoarão vossa derrocada.
Doravante, ninguém vos mais o reconhecerá por qualquer pendor para a grandeza alardeada.
Doravante, reação apenas com Ordem e Progresso: sem ódio, com amor, ternura e verdade.

Ó injustiçados sociais? Se "O Reino de Deus É Dentro de Vós" [Tolstói] - “perfeição interior, verdade e amor”.
Ó então, dizei-nos! Dizei-nos quaes livros destes terás escritos aqui ou sonhado terás lido? Ó Diabo, vade retro se não Deus te põe no rabo. 

 













 

 
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CHOPIN [Manoel Serrão]






Sol em si bemol de Chopin.

A vida há de ser tocada em alegro [&] cantante.
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DUBIATIVO [Manoel Serrão]







Onde anTeVer ou

soletra o ABC?
Só não estuda porque lê!
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DESEJO OCEÂNICO [Manoel Serrão]





Ação incontida pulsão.
Afirmação sem O não pela res furtiva omissão!
Desejo além, desejo aquém.
Sim! Desejo, e por que Não?
Mas Desejo, preferiria, Não! 
Ó saibeis: desejo que Não se cura, tem mais-valia que a Vida no chão!


 
 

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Comentários (1)

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321alnd
321alnd
2019-03-06

Parabéns por seus textos e seus poemas, meu caro Manoel Serrão. Poesia é, como disse o grande poeta Octávio Paz, salvação e nós dois seremos salvos por ela, assim como todo aquele que faça da beleza o único pão para sua alma. Tenho igual honra em te-lo como leitor. Um forte e cordial abraço.