A VIRTÚ DO ANTICRISTO ALEIJÃO [Manoel Serrão]
És tu! És tu pois, ó leio-te bem infausto tirânico! Leio-te d’alli o sentimento mais vil d'uma virtú, quão a ínsita nefanda peçonha n'alma do homem. Leio-te qu’ sem dizeres uma só verdade que a resulte em danos? Vociferas o “todo falso”, cascateias aos "súditos" o visgo como “todo verdadeiro” o engano.Leio-te bem qu’ d'alli, ó efabulo Pinóquio, pregador resenhista da mentira; persona diversa do apólogo que se encerra desprovido de princípios “éticos e morais”, qu’ d'alli, ó débil Sicrano, hábil impostor, refolho ao vento arrastado, que a remota do vosso desejo espasmódico do Quase Verdadeiro, é medra da vossa neurótica, onde o Falso Absoluto é cria da vossa “cônscia” infeliz do presente sem consciência do passado, finda-se no vazio das vossas lembranças.
És tu! És tu pois, leio-te bem, ó perfalso inda sem o nó deveste da liberdade no cadafalso! Leio-te bem a falácia, um fracasso muito aquém de um falso brilhante. A tormenta em mar de lama, que ardil tramas entre conjuras, o Estado refém pela doma da comuna. Qu’ d'alli, ave de rapina, roubaras o ar que suspiras, e quão Lúcifer – o Anticristo Aleijão -, erva daninha que emana das sombras e evola da purga de Hades, que afeito à todo o Mau, o Bem não fez; Bem não faz, e, Bem não farás, se espraia, tomaste de assalto o Brasil.
Leio-te bem qu’ d'alli, ó “profeta” do impropério, que desumana a esperança dos homens incautos e honestos que vagam pelas pedras do destino, e quão vós um tirano feristes, e hoje, ranço, apenado ao cárcere da pátria saqueada, contais tuas platas e os teus haveres no cofre do inferno. Leio-te bem! Leio-te a soberba, a arrogância que d'um altivo trono se despenha – patético - janota clamando provas – quão perdulário increpado, à Themis negais o evidente rol dos teus crimes?
Leio-te bem qu’ d'alli ó “mártir” herói sem martírio; ó “cordeiro” perverso da seca nordestina; ó que enganais os mais fracos e devotados; e, quão um fiasco “imponderado” arrebatais num séquito, um punhado de néscios, desgraçados, "cegos" e "descerebrados" que beberam do teu veneno e deram aos seus filhos.
Leio-te bem qu’ d'alli à amada traíras, e a fome dos justos e desvalidos os afliges, e que inda ali no berrante alto, retrucas, embocas pela vossa “Fama”, entre zombas e palavras: “Eu sou uma Ideia"!!! Ó vês, inda rogais por provas? Arrotais que é golpe? Ó rogo a Deus... Um breve adeus que sejais vós pelo mais forte dos Lobos devorado.
Doravante, não mais a vossa mentira cortará os céus nem os corações do Brasil!
Doravante, à amada feliz, e os filhos dessa terra mãe gentil abençoarão vossa derrocada.
Doravante, ninguém vos mais o reconhecerá por qualquer pendor para a grandeza alardeada.
Doravante, reação apenas com Ordem e Progresso: sem ódio, com amor, ternura e verdade.
Ó injustiçados sociais? Se "O Reino de Deus É Dentro de Vós" [Tolstói] - “perfeição interior, verdade e amor”.
Ó então, dizei-nos! Dizei-nos quaes livros destes terás escritos aqui ou sonhado terás lido? Ó Diabo, vade retro se não Deus te põe no rabo.