Escritas

Lista de Poemas

DIFERENTES IGUAIS [Manoel Serrão]





Igualmente desiguais,  uns pelos outros somos diferentes iguais.

Só não somos igualmente diferentes nem diferentemente desiguais, quando iguais somos Amor e Paz.

















Comentário em 29/01/2009 23:48minutos - RECANTO DAS LETRAS -  Vinicius Azzolin Lena: "Olá grande vate das terras maranhenses. Saúdo efusivamente sua passagem, sempre cortês, em meu empíreo tugúrio. O que muito me desvanece. Pois você além de poeta emérito é o Rei das Metáforas. Metáforas lindas e instigantes, como o mérito de serem de tua própria lavra. Isto faz a diferença. É bem como diz o dito popular: "Quem está vivo sempre aparece". Se bem que para quem crê na outra dimensão, não é precioso estar vivo para aparecer. ÙÙÙÙHH! (Rsss) Grato pela visita e comentários e creia-me seu amigo psico e somático. Um abraço de gaúcho". Para o texto: DIFERENTES IGUAIS (T1406691)

Vinicius Azzolin Lena - falecido em 03/07/2016 - fora um grande Jornalista gaúcho de Jaguari - RS – fora Editor do jornal Nova Fronteira de Barreiras [BA] e Presidente da Academia Barreirense de Letras. Livros publicados: "Traçando Barreiras" (histórico. No prelo: "Pequenas estórias" - Contos, e "Pensamentos & Reflexos" - Poesias (a sair) -  Publicações e trabalhos na Web em www.recantodasletras.com.br e em meu site pessoal www.viniciuslena.prosaeverso.net]
 

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ERRATA PARA RIMBAUD [Manoel Serrão]








A mão que escreve corre sempre o destino do poema.
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FORMIGA [Manoel Serrão]




Quando havia briga no teu armário:

Fui (a) formiga na tua vida.
Quando não havia saída no teu abrigo:
Fui (a) porta do teu armário.
Agora, que não sou formiga na tua vida;
Nem a porta do teu armário?
Vou ser poesia avoante na vida!

 
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PRIAPISMO [Manoel Serrão]


Ora rijo por horas.
Ora teso por extras.
Ora roxo por demoras.

Ó erecção dolorosa?

Como dói ser rocha cavernosa!



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O PODER DAS PALAVRAS [Manoel Serrão]



As palavras pedras atiradas, vestem
o   
  p

    e

      s

        o da língua, e não voltam vazias: então, boas palavras!

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APOSTASIA [Manoel Serrão]


Ó irde-vós! Vês, quando por amor de ti e da vida vós fareis Ser o que deveis?
Quando vós ides por-se em marcha e quão dia um passo adiante, se não vós poreis?

Ó vês! Vês q'inda vós podeis triunfar na evolutiva humana, ó como se não vos ireis?

Ó vês, deixais vossas credos, olha que os credos causam guerras e demonizam o homem; deixais os vossos passos derrotados; partidos "enganados"; e bandeiras desbotadas.
Deixais vossos dogmas que limitam vossas retinas ao ódio e a ira cega. Desfaze-te dos tristes dissabores que vos imprecam. Desassentas do peitilho as dores do mundo, da carne o sangue ofidico na terra e do vosso berço a enferma dor.


Vês! Cospe-os quão pedras lodosas em ondas crespas de água e sal. Cospe toda a lenha vil embraseada que habita em vós.
Cospe-os! Ó cospe-os! Cospe todo amaro d’alma,

Mas deixais o riso qu’nda atesta e divina o Carma.

Ó cospe-o quão todo à Calabar o fora infiel aos seus leais,

E os descarnas dos ossos o corpo e da carne os dês-algas do mau! 
Mas quando fordes essente o Darma -, o livre arbítrio - Homem-Mundo - com florais na janela e buquês de amores no coração? Consagrar-te-eis o Sol mais belo para o Novo Homem. E a Aurora e o Bem entrarão juntos sorrindo em vossa Casa.

 

 
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QUIROMANCIA [Manoel Serrão]


 





O tempo da vida na palma das mãos...  
Ó predizente destino! 
Em segundos? A leitura acabou!.. 
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[IN]DEPENDÊNCIA OU MORTE [Manoel Serrão]




A poesia é a vida em flor ofertada a todo o ser vivente.
Mas a inacção do verbo ser, mata muita (a) gente!

 

 

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MAR & CHÃO [Manoel Serrão]


Mar d’dentro...
Chão d’fora...
O elo apego os anéis.
Os conviveres apostos em comunhão:
Um lambendo,
O outro rabiscando.
Um apagando,
O outro lembrando o que fora esquecido sem demora.
Mar d’dentro...
Chão d’fora...
E eis que a cada nova marola que adentra e oscula o chão de fora?
O mar da vida se renova.
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HUMANA PODRIDÃO (Manoel Serrão)

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Ó ide tê-lo (in) mundo desumano?
Os humanos estão apodrecidos...

Aqui morre-se traído pela ingratidão;
Aqui morre-se de inanição pela segregação;
Aqui morre-se de injustiça pela servidão.

Ó ide tê-lo (in) mundo desumano?
Os humanos estão apodrecidos...
Aqui morre-se de ignorância ideológica pela veneração;

Aqui morre-se esquecido na contra mão da corrupção; 
Aqui morre-se por acção, insônia, de omissão e aflição;
Aqui morre-se de agonia, infecção, de alcatrão e solidão. 

Nunca... Jamais de Amor e alegria pela gratidão!

Ó vês, há anos somos "humanos" quão desumanos suicidas na podridão!

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Comentários (1)

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321alnd
321alnd
2019-03-06

Parabéns por seus textos e seus poemas, meu caro Manoel Serrão. Poesia é, como disse o grande poeta Octávio Paz, salvação e nós dois seremos salvos por ela, assim como todo aquele que faça da beleza o único pão para sua alma. Tenho igual honra em te-lo como leitor. Um forte e cordial abraço.