Lista de Poemas
ALMA QUÂNTICA [Manoel Serrão]

Outrora O ser deveste sem o Ser devir.
O pó-a-vir ao pó do corpo sem nunca sê-lo ali.
O imutante, O show finito, O reality eco homoBBB.
O efêmero d’onde Hegel e o invisível esperto no terno jamais imaginou.
Agora, espaço e tempo com
mestria; cinesia; e evolução.
Ó eis a cônscia do homo por d'trás do pensamento.
Sim, agora Holos, sê-lo assim! Alma Quântica!
PHILOS & SOPHIA [Manoel Serrão]
Sábio fora Philos que por amar Sophia,
Des-sacralizou do todo o explicado,
E dos olhos desvelou o véu do olhar.
Sábio fora Sofós que por amar o saber, não sabendo nada,
desejou saber, e do saber sem lugar soubera a Sophia amar.
Sábios foram Philos e Sophia:
Que por amarem os diferentes entre os iguais?
O Amor fraterno ao Homem revelou.
VERBO CONJUGADO [Manoel Serrão]

Dito, mal dito: - “Cal’-te"! Ó verbo ser que descarna.
Soletrais! Soletrais vós os soletrados em nós!
Dito, bem dito: - “Fala-te"! Ó verbo ser que incarna.
Cantais! Cantais vós os embolados em nós!
Dito, mal dito! Ó verbo, dito, bem dito?
Conjugado errado ou perdido.
Flexionado em voz; pessoa;
numero; modo e num tempo qualquer esquesito.
Ó só não lhes evite do Ser o Verbo!
HOLÍSTICA [Manoel Serrão]
E ei-los avessos...
C'os braços entrelaços na mass-media separados, ei-los!
E ei-los ahi frames despedaçados,
Homines do antanho, hospídes do hospício conhecido,
Ranço coberto de sânie, ratos doridos roídos de fome.
Corpus carnale mutilados, rechaços ao cosmos encantado.
E ei-los ahi, removidos: cera a cera para o museu do passado!
E ei-los aceitos...
C'os braços desenlaços nos todos abraçados, ei-los!
E ei-los ahi inteireza, o elo da nova hóstia comungada.
Homines -, Demiurgos -, do porvir desconhecidos, plasmas invisíveis transmutados.
Ostes do holos -, os inteiros - para novos entes iluminados.
E ei-los ahi, manutenidos: almas etéricas e a matéria no tempo de todos os mais preparados.
Ó não éreis vós bichos atávicos qu' nos instintos animaes,
Palmilháreis a modernidade via a transmodernidade inda por chegar?
Ó não éreis vós bichos atávicos qu' nos instintos animaes,
Palmilháreis a era da razão via à cônscia idade que se declara acolá?
Ó preparai-vos! Então, que sejais vós quão todos nós uma só nova linguagem nessa busca pela evolução:
Um novo “código” para o espaço-tempo do EU SOU na maior idade.
CORDA MESTRA [Manoel Serrão]

Cava após cava,
Pé ante pé após perna.
Pedra dura ou pedra lisa: a rocha ensina!
Assim, escalo a vida sem a mestra!
ANDALUZ [Manoel Serrão]

Luz toda nua na poça da chuva,
Caiu do céu a lua no meio da rua!
Ó e deu-se à Luz,
E o desejo do Amor em nós!
E LA NAVE VA [Manoel Serrão]

E - voilá - vou ‘stár por lá, vou!
Vou condigno se outro não haja cordado em vão, ou
por dêsengano as Três Marias por sorte, encantou!
E lá na nave vá, vou pôr um amor imortal consagrado vou!
Vou que ad eterno id o céu a Déia ficou.
Ó - voilá - vou 'stá na Constelação de Órions vou!...
POÉSIS [Manoel Serrão]

Toys
Super toys.
Cyborgs. Robóticos [in] falíveis?
Mas a poesia é QI-id-AI...
Alma sem limite!..
CHICANA [Manoel Serrão]
Ó espiai! Despertai! Despertai! Dá-me vossa mão, apressai-vos! Vem! Sentai-vos em seu lugar? Mas correis à vossa maldita ingratidão,E rogais remissão pela boca morta do cão.
Não tardeis! Não tardeis! Não! Por ser-lhe grata compaixão: a vida A espera para serdes a vox d'alma desperta no coração.
Ó sê bem-vinda, poeta! Sê bem-vinda! Sê bem-vinda até que o pó do chão a torne Universo infinito Humana Vibração!..
PRENDA QUE BATE-BATE [Manoel Serrão]

Poesia que versa o vate.
Poemeto que asa bateu...
Se gostar do verbo Ter?
Paga prenda com o verbo Ser!
Comentários (1)
Parabéns por seus textos e seus poemas, meu caro Manoel Serrão. Poesia é, como disse o grande poeta Octávio Paz, salvação e nós dois seremos salvos por ela, assim como todo aquele que faça da beleza o único pão para sua alma. Tenho igual honra em te-lo como leitor. Um forte e cordial abraço.
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