APOSTASIA [Manoel Serrão]


Ó irde-vós! Vês, quando por amor de ti e da vida vós fareis Ser o que deveis?
Quando vós ides por-se em marcha e quão dia um passo adiante, se não vós poreis?

Ó vês! Vês q'inda vós podeis triunfar na evolutiva humana, ó como se não vos ireis?

Ó vês, deixais vossas credos, olha que os credos causam guerras e demonizam o homem; deixais os vossos passos derrotados; partidos "enganados"; e bandeiras desbotadas.
Deixais vossos dogmas que limitam vossas retinas ao ódio e a ira cega. Desfaze-te dos tristes dissabores que vos imprecam. Desassentas do peitilho as dores do mundo, da carne o sangue ofidico na terra e do vosso berço a enferma dor.


Vês! Cospe-os quão pedras lodosas em ondas crespas de água e sal. Cospe toda a lenha vil embraseada que habita em vós.
Cospe-os! Ó cospe-os! Cospe todo amaro d’alma,

Mas deixais o riso qu’nda atesta e divina o Carma.

Ó cospe-o quão todo à Calabar o fora infiel aos seus leais,

E os descarnas dos ossos o corpo e da carne os dês-algas do mau! 
Mas quando fordes essente o Darma -, o livre arbítrio - Homem-Mundo - com florais na janela e buquês de amores no coração? Consagrar-te-eis o Sol mais belo para o Novo Homem. E a Aurora e o Bem entrarão juntos sorrindo em vossa Casa.

 

 
388 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.