Escritas

Lista de Poemas

Prisioneira

Já foi dito... A pior prisão não tem muros
As escolhas, os caminhos, as perdas
São difíceis, tem um preço em tudo
Ou isto ou aquilo, não podes levares tudo

Nos sonhos sim, podes teres tudo
Lá és livres como desejares
Pode pegar o que quiseres
Mas, sempre tem o porém

Por mais belo e delicado que sejas
Por mais prazeroso e acalentador
O abraçado querido ou o beijo velado

Podem ser o teu bem mais precioso
Que tu tens... E sabe que tens!
Mas o despertador acaba com tudo...
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Solitude

Na solidão da alma si renova
No amanhecer nosso de todo dia
Essa escolha minha que chora
Pelo doce olhar que pedia

E ainda mi pede pela paz
Mas mi mostra as mãos vazias
E na sombra da ida jazias
O meu coração aos cães faz

Abrace essa sua vil solidão
Como quem abraça o próprio tempo
E nas horas vazias que são

Guarde nessa hora o que mi resta
Nessa dedicatória de lamento
Quando a um cigarro eu mi rimo
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Lágrimas escondidas

Cada dia é mais penoso tecer
Os nós que se amarram estão fortes
Cada dia o novelo de lã a ti prender
Começou como gata a pura sorte

Agora, o que tens? Ou não falta ter?
Nesse desenlace louco teu de morte
O desespero cálido da noite norte
Guia os meus passos para ti perder

Caia no mar e volte a si ter
O destino escrito nesse trote
Vai apenas ti magoar e mi arder

E quando tudo for mais fundo
Grite ao mundo mudo e imundo
Que o teu coração vagabundo e de outro fecundo
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Angústia

00h01min
O desejo de sábado já passou
Só o que me resta
É aquela preocupação que mi consome

Não sei o porquê disso tudo
Não sei onde e quando vai acabar
Sem ou com o desejo realizado
Não sei como

Vou acordar agora e tudo vai melhorar?
Quem mi dera ser tão simples
Como o desejo de Alice...

É apenas um sonho não vai mi machucar...
Há vai "sin",
E como... Essa angústia que não some
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Sempre há uma manhã especial para todos

Sempre há uma manhã especial para todos, que independente de
qualquer problema que estivermos passando vai ser uma bela manhã, aquele
sentimento de paz e tranquilidade que pode parecer impossível resgatar em
alguns momentos da nossa rotina, mas ela volta, tranquiliza os nossos monstros
interiores, que independente de qualquer coisa vai colocar tudo no devido
lugar, o abrir dos olhos é confortante e o levantar da cama se transforma em um
leve ato de renascer, as obrigações comuns a todos de higiene pessoal vira uma
celebração de cuidado com o corpo e a alma, nem mesmo o mesmo café da manhã de
todos os dias não tem o mesmo sabor, é mais saboroso lembrando às vezes o gosto
do cuidado da casa materna, o brilho dos primeiros raios de sol são mais
brilhantes como brilhos dourados de nossos sonhos, até os mesmos rostos de
todos os dias são diferentes, os mais queridos como das minhas irmãs e irmão
ganharam um ar de inocência que a muito não via, e os que nos perturbam se
transformam em algo sem importância como uma sombra num dia nublado.
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Desejo ( Repetido )

Como seu desejo é uma ordem...
E queres a mesma descrição
E eu não mi furto em atendê-lo
Dos atos que falaste...então

Com o mesmo desejo quero teu beijo
Molhado e apertado, quente e ardente
Com o mesmo desejo quero o teu abraço
Refugio e aconchego, e por que não...o calor dos teus seios

Das belas curvas de seu corpo
Sobre o meu...desejo teu
Fazendo o coração pulsar...

Mas o entrelace e desenlace de idas e vindas
Fica só entre nós
No final só caia mais uma vez no meu peito
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Felicidade

Acordar à tarde com o pensamento leve
Traçar os passos pelo final do dia
Rever os bons amigos queridos de anos
Sentimento bom de reencontro

Papo fiado atravessado na cama
E como é bom isso em família
A brisa leve do vento pela janela
Gestos de carinho e de afeto

Mesa servida em forma de afeto
Sorver o gosto dos alimentos
A calma da refeição caseira

Vão se as dores
Vão às mágoas
Não preciso de muito... Só do que não tenho
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Despedida

Nessa tarde de sábado
Nas areias da Paragem das Conchas
Faça desse rio sinuoso que morre ao mar
Um minuto de silêncio...
Em honra aos sinos que dobram
De tudo que já foi
De tudo que há de oculto
De tudo que findará
Conte os grãos das areis que pisas
E não chegará
Aos versos de despedida que já fiz...
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Domingo em Santos

Dize-me se nesses longos domingos
Malditos dias que não acabam há meses
Se tudo que si pede não são gritos
Senta-te no meu colo e premasses

Calada como gata a espiar por horas
A presa idiota que se curva em silêncio
E si entrega na rosa de teu suar
De teu corpo faminto de gozar a noite

Erva daninha vil que devoras
Demônio de meus desejos brados
Agora te vejo em sombras de nada, tudo é frágil

Já gritei, já ti possui por noites
Mas os caminhos de outrora não são os mesmos
Só mi resta às curvas de Santos e não as suas...
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A moda antiga de decantar

Trago-ti o odor dos doces cravos
Que nessa vagarosa caminhada
Colhi pelo meu trajeto tão caro
Entrego-mi aos pés seus amada

Quando meus olhos repousam
Só vejo a nossa solidão nua
Exposta aos outros que nos magoam
Nos gestos tão amargos na voz sua

Trago-ti o odor dos doces cravos
Que prendeu os sentidos seus aos meus
Nessa manhã de sol e nuvens em breus

Trago-ti o odor dos doces cravos
Que ao envenenar a minha alma
Deram-mi o teu amor em vã brasa
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