Escritas

Lista de Poemas

O Teu Brilho

Além de todas as sombras que teimam
E como teimam, em apagar os teus olhos
O sol sempre volta, todos os dias
Sempre com um bom dia de nova promessa

Além da escuridão desse caminho fechado
Há o desejo de brilhar além de tudo isso
O valor da luta só sabe quem passa
Nem quem observa pode saber de tudo

O sol quente desse dia de verão
Não ofusca os teus brilhos
Mas cala-te e se proteja

Como as flores, se proteja
No frio do dia-a-dia indesejado
Se feche e guarde a sua beleza
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Brilhar II

Em cada manhã que passa por nós
Roubamos o que há de melhor nos outros
O Brilho de sua vida
Sem notar

Em cada discussão, em cada não
Rebelde desconfiança de tudo
Outrora o que foi o bem mais valioso
Sugamos o "core" até secá-lo

Seu ledo engano, põe tudo a perder
Em sua pressa de voltar, não esqueça
Uma vez mais o sol vai brilhar amanhã

Seu ledo erro, escreve de modo torto
Em sua história, esse capítulo já acabou
Uma vez mais o sol vai brilhar amanhã
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Descanso

Deixe-me só, esqueça o meu nome
Feche seus olhos, e mi esqueça
Não diga nada, muito menos o que sou
Sussurre baixinho aos pássaros

Hoje não é dia de lamentos
Tão pouco de más lembranças
Hoje é dia de café com pão caseiro
Dia de aguar as flores

Dia dos amigos de inconfidências
Horas lentas de Bolero, Pour Elise
De almoço tardio, e tarde indolente

O Santo ofício pode me chamar;
mas ainda assim...
Descanso
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Procure-me e mi acharás em sua mente

O teu pedido amiga de ontem
É frio como a trágica mentira
Trairás a confianças de quem?
Nesse falsa fachada de moça

Os divinos dias teus se prestarem para isso
Pedido de ajuda de loucos escutaste
Na mocidade de teus olhos perdidos
Viste o quê? Sou mais velho que o mundo

Caído dos céus e augusto escolhido
Nos teus olhos só há culpa pela falsidade
Confesso só a Deus, e ele em nada mi culpa

Vil rosa ariana que em silêncio ocultas
Veio, viu e não soube nada, nada
Cala-te, quando eu sair deixarei o pó de minhas sandálias
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27 de janeiro no ano da Graça de Nosso Senhor de 2013

Santa Maria rogai por nós
Por entre as chamas deste beijo maldito
Agora na hora da nossa morte
Ilumine-nos e tire-nos dessa escuridão

Mãe de Deus, pecadores?
Lembre-se do pranto dos próximos dias
Devolva a Graça as nossas mães
O sangue derramado nunca seca

Lembre-se de cada rosto no choro
Que já foi o seu choro a teu Filho
Lembre-se de cada um como o seu

O pesar de todos passa, e passa rápido
Mas as mães não esquecem
Mesmo que todos as suas lágrimas seque
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Sem título

"Todo mestre usa parábolas,
todo gênio usa enigmas,
mas o escritos às vezes usa de mentiras para dizer a verdade."
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ViVer II

Dizes-me se a redoma de cristal ti bastou?
Deixa passar essa tempestade
Enquanto sentir que tudo se quebrou
E fores apenas a sombra do que desejas

Por enquanto os sonhos, são isso
Apenas ilusões ditas com gosto de saudade
Que este medo que tu sentes
E nesse vazio não há lugar para mim

Eu ainda estou aqui
Como no dia do meu nascimento
Tão só como o meu ultimo dia

Agora só vou mi sentar nesse café
E observar...
O quê posso dizer mais...
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Saudade

Ti peço uma palavra e mi dás saudade...
Mas logo essa cara amiga, por quê?
Entre tantas, a mais complicada escolheste
Nem sei mais o que posso dizer

Como vou definir tudo isso que mi aflige?
É tudo que eu sinto e tudo que eu tenho
Esse vazio que ficou
Com a partida de quem não...

Ti peço uma palavra e mi dás saudade...
Ainda quero o sonho impossível
Mas, quanto tempo vou mi iludir

Ti peço uma palavra e mi dás saudade...
Saudade de tudo eu sinto
Um dia tudo vai mudar
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O Festival da Carne Brazileira

O Festival da Carne "Brazileira"

Vestidos que despidos são os vazios
Encanto decantado deste "brasios"
Ave-do-paraíso desplumada
Perdes os doces ares de "amada"

Seios seus fartos da amostra
Se o seu preço banal é o olhar...
Cobiça, inveja do vazio gozar
De todos, o meu apreço se prostra

É só meu na hora sagrada morta
Entendera só a de nossa Horta
Meu pecado velado às escuras

Que conheces a rosa a honrar
Em segredo gemido de bradar
De joelhos sente tremer as coxas suas
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Ao teu lado

Hoje teus olhos veem o que o teu coração sente
O mesmo aconchego do primeiro dia ti ofereço
Deixa a tua boca senti o gosto que tu temes
Quero todo carinho roubado do teu corpo

Senta-te no meu colo que és o teu abrigo
Não há tempo para cerimônias, ou jogos de cena
Dispa-se de tudo, não só da tua roupa
Sabes que não precisa dizer nada

Acalma-te, esqueça o mundo lá fora
Só preciso saber da verdade que vi
Teu próprio sangue me disse

Bem ao lado de onde brotaram as flores
E de onde roubaste o melhor de mim
Senta-te no meu colo que és o teu abrigo
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