Domingo em Santos
Luiz Fábio da Cruz
Dize-me se nesses longos domingos
Malditos dias que não acabam há meses
Se tudo que si pede não são gritos
Senta-te no meu colo e premasses
Calada como gata a espiar por horas
A presa idiota que se curva em silêncio
E si entrega na rosa de teu suar
De teu corpo faminto de gozar a noite
Erva daninha vil que devoras
Demônio de meus desejos brados
Agora te vejo em sombras de nada, tudo é frágil
Já gritei, já ti possui por noites
Mas os caminhos de outrora não são os mesmos
Só mi resta às curvas de Santos e não as suas...
Malditos dias que não acabam há meses
Se tudo que si pede não são gritos
Senta-te no meu colo e premasses
Calada como gata a espiar por horas
A presa idiota que se curva em silêncio
E si entrega na rosa de teu suar
De teu corpo faminto de gozar a noite
Erva daninha vil que devoras
Demônio de meus desejos brados
Agora te vejo em sombras de nada, tudo é frágil
Já gritei, já ti possui por noites
Mas os caminhos de outrora não são os mesmos
Só mi resta às curvas de Santos e não as suas...
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