Escritas

Biografia

Ícaro Ítalo Gomes dos Santos,pseudônimo;Italo_poetrix. Descobriu sua paixão por livros ao ler"A Árvore Generosa" (The Giving Tree) e desde então tornou-se súdito da palavra poética e busca entender seus conhecimentos através dos caminhos líricos .Nascido em Aquidabã,do agreste Nordestino ,vêm se destacando com seus poemas com temas múltiplos . Atualmente reside em Luz,uma pequena cidade de Minas Gerais . Suas escritas são fisioterapias para a alma .

Lista de Poemas

Total de poemas: 42 Página 3 de 5

Essa daqui eu fiz quando a solidão me fez (part.1)

Como me apego ao desagradável desapego?
Como me apago ao destrutível desespero?
Procuro uma nova forma que me conforme 
Procuro uma nova fórmula que confirme,
À obstrução do que me deixa inseguro 
À observação do que me deixa inóspito de vida , imagem destruída 
Se entro na minha mente ,viro um intruso 
Minha alma   me disse que já não pertence ao corpo que uso
O vazio é um vaso que acolhe a planta da ansiedade 
Ânsia de flores mortas ,servindo de adubo para florescer raízes tortas na sociedade 
Regada por migalhas de  falhas no próprio oxigênio ácido em solidão ,
Indisposição de acreditar em mim mesmo e nas pessoas desse mundo 
Não sei ao certo se me acuso 
Independentemente não sou totalmente inocente nem independente
Tenho assustado assuntos pendentes 
Recordações recorrentes 
Sonhos que são apenas sonhos 
Sonhos que vão após sonos 
Sonhos que me fazem dormir por sonhar demais 
Sonhos que me fazem acordar sem querer dormir nunca mais 
Quantos pesadelos serão realizados?
Quantos pesadelos ainda tendem à serem inclusos?
O que tanto recuso ,requer atenção 
O que tanto requer atenção eu reflito se é necessário atenção 
E essa tenção é a  maldita benção dos que são confrontados como loucos nos olhos dos  são 
Decepção, desculpa por te decepcionar 
Sei que você esperava mais de mim 
Recepção de culpa que ocupa toda vírgula antes de raciocinar 
Ei, ué! Vê? Errava o início e até depois do fim...
...

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Códices cósmicos de jazz

Num ritmo clássico jazz 
Somos , um livro de romance perdido nos arquivos de Graciliano Ramos 
Seu corpo são formatos de versos 
Tão simples,mas tão elegante dos fios de cabelos aos  pés
Tu és,
Uma canção do Dicky Farney em meio ao deserto  do amanhã 
Uma mordida na maçã que gera o nosso pecado
De corpo colado no quarto trancado 
A autêntica fórmula do  amar  em enigmas criando paradigmas a serem decifrados são relatórios retratados de suor ao corpo  no fôlego trocado 
E ainda que de coração trincado ,

Acreditar no amar 
Vislumbrar o futuro 
A queda do muro de Berlim 
Ou melhor,
A quebra dessas paredes 
Você me faz enxergar o que ainda há de bom em mim
Você me faz enxergar o que ainda há de bom em mim


Num ritmo clássico jazz 
Nosso amor nasce através de um simples olhar e atravessa a sinapse perfeita do amar 
Nessa sinopse do Luar você é minha conexão cósmica
Nem o Sol consegue comparar essa nossa órbita química

E olha só 
Estamos juntos a pouco tempo mas me parece que são séculos 
Da nossa amizade se faz um receituário médico 
Contando com doses de verdades 
União recíproca,não importa as dificuldades 
Nossas vivências, são muito mais que métodos

Nem os Quasares 
Suportarão nossas temperaturas quando nossos átomos casares 
Com  você eu tiro férias até no sofá da sala 
Desconheço o tédio 
É algo inédito 
Capítulo 18
Versículo 22
Provérbios 
Nosso afeto destrava o arquétipo 
Não sou um Príncipe Pérsico 
E mesmo se tivesse as areias a temporal 
Saiba que valorizo cada milésimo ao seu lado
Pois sei que mesmo se eu voltasse ao tempo
Nada nunca seria igual

Você é a mudança que eu preciso

 

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Âncora aromatizante

Pois é ,
  {Se tiver fé 
  {Não há quem nos derrube 
  {Axé 
  {Que a dúvida se faça a      dádiva que meu Ser deslumbre{2×}

E nessas águas do mar
Minhas células se encontram nas partículas das  areias lá 

Vejo a queda  do raio solar 
Sobre o oceano 
Eu sou lá,
Um simples humano a sonhar 
Um simples humano a mergulhar 
{Um simples humano a mergulhar}


Mesmo com os braços  e pés cansados 
Resiliente, um tanto quanto resistente 
Mergulhando profundamente 
O Oceano é gelado mas o batimento cardíaco frequentemente é sempre quente 
O olhar Fragmentado é referente 
A múltiplos desafios que só quem vive disposto a morrer pelo o que acredita é quem sente 
Na queda da  lágrima ocorre  a quebra do dogma em transição para se revigorar 
Reivindicar,
Talvez a inocência roubada 
O tempo da alma que foi perdido ao longo da jornada e consequentemente 
Esse mal nos leva lá 
A cortar as asas de Malévola 
Por isso é necessário se renovar 
Diariamente 
Parado lá na parábola 
Vemos que o roteiro do destino não é perfeccionista e o protagonista da cena mesmo sem medir  esforços na trena e  com convicção no treino ,mesmo dominando o reino 
Nunca será apenas sobre você 
Sobreviver 
É obrigatório um obrigado 
Ter direção do que se fala  
O que se pensa é um confessionário 
E se não pode agir para confeccionar o ato 
De imediato jogamos segredos ocultos no porta mala 
Damos partida na nossa vida sem chave 
Porque desde pequenos fomos forçados no tranco 
O combustível ao trampo é uma melhoria na moradia , não é preciso considerar carteira assinada desde que a geladeira não se demonstre vazia 
Não teme a luta fria quem vem descalço ao sucesso sem saber onde os próprios punhos  batiam 
Revidando com a  silhueta  da sombra 
Na caverna da introdução à introspecção a iluminação se faz ao assovio que assombra 
Dispensar o conhecimento de um novo elemento 
É um corte no próprio pulso 
Às vezes vale a pena morrer para não ter que ver nascer um promíscuo inescrúpulo impulso 
Mesmo sendo expulso da plateia 
Temos que fazer nossa ausência valer permanentemente 
Aproveitar o tempo presente 
O passado é precioso  ainda que doloroso 
Mas o barco rema rumo em frente ao fronte do Horizonte 
Bebemos da fonte do erro de ontem 
Do ciclo de outrem 
Saudades do saudável tempo nosso 
Já passou da hora de criar o poço 
Pra matar a sede 
Não vivo de rede 
Fazer o que ?
O tempo não rende !
A vida me assalta e a morte nos prende 
Ou
Talvez ela nos liberta 
Na força de Odin eu posso 
Encontrar-me a fraqueza certa 
Estado de alerta 
Vive o enigma da arte 
Meu hipocampo celeste 
O Cinturão de Órion e as Irmãs de Tamaran 
Pintura rupestre 
Um verso de Adoniran 
Rupert com vida própria 
Family Guy na queima da inquisição
O drama de quem vive sem drama 
A lenda dos que não são vistos como lendas 
Acredita que é capaz ?
ou vai se prender a sua própria crença limitante que não passa de uma superstição que você já não consegue mais ?

 

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Borracha da alma

Vejo a minha imagem 
Vida Obstruída 
Fora da margem 
Me pergunto até quando a alma pode 
sofrer pelo elo frenético de designar num designer tão podre

Ouvi isso uma vez e até hoje eu ouço
Sei que não é verídico mas implico na ferida aberta da ilusão criada que adormece e congela meus ossos

Destroços , situações do passado que se regeneram
Erros nossos,o tempo não nos espera 

O ponteiro aponta 
Felicidade e tristeza não tem hora pronta 
O porteiro trava a catraca 
Se "ocê" atrasou-se,só marca ,
o tempo quem ficará devendo para você se nisso você crer 

Faz a sua "cota"
Veremos na hora do reencontro 
O quanto esse conto nos conta  é fora da ponta .
Do lápis ,só resta a borracha que não apaga porque a folha rasga e o pedaço que já foi destruído, já não mais se monta 
Diz que a folha do papel foi parar dentro de uma lixeira 
Disque poética para salvar cada árvore morta 
Época do avião de papel 
Fazer fila em frente a porta 
Imaginação de bombardeio 
Hoje eu creio,
A maior guerra acontece na mente de quem cresce ou de quem cresceu em meio ao caos psicológico que nos adoece 
Amizade é um blefe 
Ultimamente cê já tem se perguntado quem vai estar do seu lado quando não tiver bem?
Quem vai estar disposto quando cê tiver no posto de saúde 
Me diz quem?
Não se ilude 
Sozinhos temos a capacidade de sermos tudo e todos 
Mas também podemos escolher sermos Ninguém 
E eu acho melhor assim
Não que eu queira saber o fim 
Mas que eu possa entender o processo integrado a mim 
Se  estiver comigo,tudo bem
Se eu não te ver aqui 
Eu tô bem também 
Se eu não for capaz de me ver 
Que mal tem ?
Eu escolhi ser Eu 
E nem sempre Eu será Eu todo o sempre 
Carrego a poesia num sample 
Logo mais eu retorno....
 

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Despido da originalidade

Através do batuque no pandeiro 
Criou-se a arritmia do coração da nação 
O povo brasileiro antes nas redes dos mares estrangeiros 
Hoje nas redes sociais do mundo inteiro 
Nas rodas  culturais somos os pais hospitaleiros
Possuímos longas filas  de espera nos hospitais 
Porém a esperança canta alta na quebra desse roteiro 
Antes de Dom Pedro II 
A ênfase exata se faz em crianças inspiradas 
em Antônio Conselheiros 
Desse solo, rachaduras nos calcanhares 
Tereza de Bendela, Tereza de Calcutá 
Tais mulheres que merecem muito mais que um Nobel 
Tantas histórias a serem lidas 
Porém as páginas continuam nos anônimos da vida 
Na mesa ,nem sempre os mesmos talheres 
Mas a mesma mesa de  reunião para comunhão ainda que de  pratos vazios ,o amor em sustentabilidade de lares 
As linhas de Nascza são enigmas 
As nossas belas paisagens são símbolos que devemos preservar para que  a próxima geração possa apreciar e lembrar das nossas imagens ainda que se passem milhares de séculos 
De Itaquera a Palmeiras, de Goiânia até o Sul do Acre 
Acredita ,não são apenas pessoas em diversos lugares
Cada um carrega o fardo árduo da bravura de zumbi dos Palmares
A todo instante meu instinto da alma pensa na crença 
que  ver a presença da vitória na história do outro  , será o vislumbre do meu acesso ao paraíso 
Sei que para isso é necessário valorizar cada lágrima em reconstrução da dádiva de cada sorriso 
Essa é a chave de acesso ao sucesso imenso 
Disciplina na matéria como Maria Quitéria 
Anna Nery ,essa é a guerra da reconstrução do meu Ser que eu não dispenso 
Luto pela minha Pátria como uma canção de Park Ji Hye
Luto pela minha Pátria,Permanentemente Rosa Parks 
Paraquedista lírico no salto da fé 
Penso,logo posso 
Renê Descartes

Deveríamos agir a todo momento como se fosse uma copa do mundo 
A nostalgia de tirar o fôlego,
o orgulho de vestir o uniforme 
Vibrar junto a cada segundo

Eu nunca "Vittal Brasil" unido 
Em um habitat natural cultural de mão dadas a cada segundo corrido 
Se eu tiver errado, aceito ser corrigido 
Mas nunca  coagido 
Não quero ser despido da originalidade da brasileiragem e ver meu sonho ser interrompido  rumo a despedida da minha vida

De Malala a Mandela uma mandala tão bela 
A liberdade retratada dentro da cela 
A dona da felicidade 
Uma dona Lindalva salva 
A dona de casa 
A dona de Si 
Conceição Evaristo num feat com Mary Jones jamais visto 
 

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Purpúrio

Nesse ar puro o purpúrio sem folga do fogo que afoga e nos afaga 
E nos afasta 
Seu beijo ,
Seria fastígio ou castigo ?
Viver contigo é viver contido 
O abranger do abrigo em abraços 
O presente escondido numa manhã tão linda 
Entregue ao passado de uma noite tão longa 
A linha do Horizonte brinda a vinda das linhas da vida 
O que te torna mais linda ainda 
Não é maquiagem que usa 
É como ousa 
De short curto com mini blusa 
Ou estilo social 
Ela sempre usa 
A maneira mais romântica e confusa 
Petrifica me ao olhar Medusa ....

Nesse rio de purpúrio de flores  em seu corpo quente e abraço frio,me induza 
Ao afogamento do momento sem pausa 

Que no nosso distanciamento sempre exista a lembrança de quando usávamos aliança 

Que nunca cortemos as asas ,
Dos sonhos nossos 
Somos ,
Um paradoxo do próximo 
Se conectados ficamos distantes 
Longe verdadeiramente a gente sente que nos amamos 
E ,
Já parou para refletir o qual evoluímos no hoje 
Por isso nunca podemos esquecer do que veio antes 

Mesmo sabendo que o futuro é "inexistivel"
Planejamos cada fruto de uma árvore que nunca brotou e mesmo sendo imaginável 
Tornou-se impossível não imaginar junto com você 

Espero que nesse momento exato
Você esteja bem 
Nem que seja com outro alguém dividindo o mesmo prato


Sei que nem tudo será felicidade 
Obstáculos são iguais as ondas do mar 
Vem e volta 
Por isso aprenda a ser o próprio Oceano
Acreditar que é capaz
São nos intensos  contramão da vida
Que transcende a nossa paz
É necessário acreditar no Ser Humano 

E eu acredito em você,
Ainda que seu abraço não me dê mais o conforto 
Eu sou apenas um cara que escreve sem vaidade 
E se eu parar de acreditar na humanidade 
Serei apenas um verso qualquer,
Em um livro vívido, porém morto


Nesse ar puro o purpúrio sem folga do fogo que afoga e nos afaga 
E nos afasta....
 





 

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A última chamada

Ultimamente eu tenho pensado em cortar o fio desse telefone 
Apagar meu nome e sumir do nada 
No meio do mundo 
Rumo a estrada infinita 
Olhando as estrelas , percorrendo ao meu lado a alma aflita 
A sensação que fica  é que eu estou fraco de mim mesmo ,
A angústia mórbida com doses de amargor do amor  mortífero 
Antes era o meu sonífero 
Hoje é o remédio que engulo seco, que causa o tédio
O entediante do eco que na mente vagarosamente se propaga 
A memória vaga ,
Mesmo assim é linda 
Quantas memórias poderiam ser construídas ainda ?
Mas resolvemos deixar esse livro com páginas em branco 
Sendo franco,
Eu também por diversas vezes me recusei a escrever 
Mas o que já foi escrito não se pode apagar 
Não é apenas sobre viver 
Também é sobre sonhar 
Não é apenas por quantos eu te amo
Também é pelo simples ato de não amar 
Porém jamais perder a essência de acreditar 
Acreditar em quem?
Acreditar em quê?
(Um último suspiro...)
Deixo programado que quando procurado 
Nesse banco de dados o meu arquivo de existência jamais  poderá ser encontrado 
Acho que já vivi o suficiente 
Aquelas memórias me fazem voltar ao passado do qual eu passava todo momento planejando o futuro 
Murmuro que desejo morrer no presente 
Não sou  inexistente 
Sou apenas uma chamada discada  
Tente novamente ...
 

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Só queria te dizer que...

Hoje eu sonhei com você 

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Ao corte da adaga

Estou sentindo como se alguém tivesse cravado uma adaga no meu peito
Saudades é o que define isso.
E você?

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Sal na Língua

Sol , ilumine quem eu sou 
Aos poucos estou me tornando o que eu não sei 
É bom confiscar essa dúvida 
Ou esquecê-la de vez na ponta da língua toda vez que sua pronúncia se plagiar ao  gosto do sal 
Sol,queime todo o céu 
Traga -me a noite fria assim como por quem minha alma sorria toda vez que via aquela companhia  ,havia uma simplicidade pura que só meu espiritual se acalmava a tal olhar fatal que no fundo era  apenas algo fictício que me afogava no profundo beijo do desprezo 
Fiquei preso a esse preço de querer te ter por perto e o que se sabe  ao certo é que é gratificante amar grátis, porém não mates ao outro com sua desvalorização só porque foi pouco a proporção que lhe foi entregue as suas mãos 
Mas  também não se contente com migalhas 
Reconheça da onde surgiram as falhas 
 Se auto Aprimore 
Ore ...


 

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