Escritas

Âncora aromatizante

Ícaro Italo Gomes dos Santos

Pois é ,
  {Se tiver fé 
  {Não há quem nos derrube 
  {Axé 
  {Que a dúvida se faça a      dádiva que meu Ser deslumbre{2×}

E nessas águas do mar
Minhas células se encontram nas partículas das  areias lá 

Vejo a queda  do raio solar 
Sobre o oceano 
Eu sou lá,
Um simples humano a sonhar 
Um simples humano a mergulhar 
{Um simples humano a mergulhar}


Mesmo com os braços  e pés cansados 
Resiliente, um tanto quanto resistente 
Mergulhando profundamente 
O Oceano é gelado mas o batimento cardíaco frequentemente é sempre quente 
O olhar Fragmentado é referente 
A múltiplos desafios que só quem vive disposto a morrer pelo o que acredita é quem sente 
Na queda da  lágrima ocorre  a quebra do dogma em transição para se revigorar 
Reivindicar,
Talvez a inocência roubada 
O tempo da alma que foi perdido ao longo da jornada e consequentemente 
Esse mal nos leva lá 
A cortar as asas de Malévola 
Por isso é necessário se renovar 
Diariamente 
Parado lá na parábola 
Vemos que o roteiro do destino não é perfeccionista e o protagonista da cena mesmo sem medir  esforços na trena e  com convicção no treino ,mesmo dominando o reino 
Nunca será apenas sobre você 
Sobreviver 
É obrigatório um obrigado 
Ter direção do que se fala  
O que se pensa é um confessionário 
E se não pode agir para confeccionar o ato 
De imediato jogamos segredos ocultos no porta mala 
Damos partida na nossa vida sem chave 
Porque desde pequenos fomos forçados no tranco 
O combustível ao trampo é uma melhoria na moradia , não é preciso considerar carteira assinada desde que a geladeira não se demonstre vazia 
Não teme a luta fria quem vem descalço ao sucesso sem saber onde os próprios punhos  batiam 
Revidando com a  silhueta  da sombra 
Na caverna da introdução à introspecção a iluminação se faz ao assovio que assombra 
Dispensar o conhecimento de um novo elemento 
É um corte no próprio pulso 
Às vezes vale a pena morrer para não ter que ver nascer um promíscuo inescrúpulo impulso 
Mesmo sendo expulso da plateia 
Temos que fazer nossa ausência valer permanentemente 
Aproveitar o tempo presente 
O passado é precioso  ainda que doloroso 
Mas o barco rema rumo em frente ao fronte do Horizonte 
Bebemos da fonte do erro de ontem 
Do ciclo de outrem 
Saudades do saudável tempo nosso 
Já passou da hora de criar o poço 
Pra matar a sede 
Não vivo de rede 
Fazer o que ?
O tempo não rende !
A vida me assalta e a morte nos prende 
Ou
Talvez ela nos liberta 
Na força de Odin eu posso 
Encontrar-me a fraqueza certa 
Estado de alerta 
Vive o enigma da arte 
Meu hipocampo celeste 
O Cinturão de Órion e as Irmãs de Tamaran 
Pintura rupestre 
Um verso de Adoniran 
Rupert com vida própria 
Family Guy na queima da inquisição
O drama de quem vive sem drama 
A lenda dos que não são vistos como lendas 
Acredita que é capaz ?
ou vai se prender a sua própria crença limitante que não passa de uma superstição que você já não consegue mais ?