Escritas

Essa daqui eu fiz quando a solidão me fez (part.1)

Ícaro Italo Gomes dos Santos

Como me apego ao desagradável desapego?
Como me apago ao destrutível desespero?
Procuro uma nova forma que me conforme 
Procuro uma nova fórmula que confirme,
À obstrução do que me deixa inseguro 
À observação do que me deixa inóspito de vida , imagem destruída 
Se entro na minha mente ,viro um intruso 
Minha alma   me disse que já não pertence ao corpo que uso
O vazio é um vaso que acolhe a planta da ansiedade 
Ânsia de flores mortas ,servindo de adubo para florescer raízes tortas na sociedade 
Regada por migalhas de  falhas no próprio oxigênio ácido em solidão ,
Indisposição de acreditar em mim mesmo e nas pessoas desse mundo 
Não sei ao certo se me acuso 
Independentemente não sou totalmente inocente nem independente
Tenho assustado assuntos pendentes 
Recordações recorrentes 
Sonhos que são apenas sonhos 
Sonhos que vão após sonos 
Sonhos que me fazem dormir por sonhar demais 
Sonhos que me fazem acordar sem querer dormir nunca mais 
Quantos pesadelos serão realizados?
Quantos pesadelos ainda tendem à serem inclusos?
O que tanto recuso ,requer atenção 
O que tanto requer atenção eu reflito se é necessário atenção 
E essa tenção é a  maldita benção dos que são confrontados como loucos nos olhos dos  são 
Decepção, desculpa por te decepcionar 
Sei que você esperava mais de mim 
Recepção de culpa que ocupa toda vírgula antes de raciocinar 
Ei, ué! Vê? Errava o início e até depois do fim...
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