A última chamada
Ultimamente eu tenho pensado em cortar o fio desse telefone
Apagar meu nome e sumir do nada
No meio do mundo
Rumo a estrada infinita
Olhando as estrelas , percorrendo ao meu lado a alma aflita
A sensação que fica é que eu estou fraco de mim mesmo ,
A angústia mórbida com doses de amargor do amor mortífero
Antes era o meu sonífero
Hoje é o remédio que engulo seco, que causa o tédio
O entediante do eco que na mente vagarosamente se propaga
A memória vaga ,
Mesmo assim é linda
Quantas memórias poderiam ser construídas ainda ?
Mas resolvemos deixar esse livro com páginas em branco
Sendo franco,
Eu também por diversas vezes me recusei a escrever
Mas o que já foi escrito não se pode apagar
Não é apenas sobre viver
Também é sobre sonhar
Não é apenas por quantos eu te amo
Também é pelo simples ato de não amar
Porém jamais perder a essência de acreditar
Acreditar em quem?
Acreditar em quê?
(Um último suspiro...)
Deixo programado que quando procurado
Nesse banco de dados o meu arquivo de existência jamais poderá ser encontrado
Acho que já vivi o suficiente
Aquelas memórias me fazem voltar ao passado do qual eu passava todo momento planejando o futuro
Murmuro que desejo morrer no presente
Não sou inexistente
Sou apenas uma chamada discada
Tente novamente ...
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