Escritas

Borracha da alma

Ícaro Italo Gomes dos Santos

Vejo a minha imagem 
Vida Obstruída 
Fora da margem 
Me pergunto até quando a alma pode 
sofrer pelo elo frenético de designar num designer tão podre

Ouvi isso uma vez e até hoje eu ouço
Sei que não é verídico mas implico na ferida aberta da ilusão criada que adormece e congela meus ossos

Destroços , situações do passado que se regeneram
Erros nossos,o tempo não nos espera 

O ponteiro aponta 
Felicidade e tristeza não tem hora pronta 
O porteiro trava a catraca 
Se "ocê" atrasou-se,só marca ,
o tempo quem ficará devendo para você se nisso você crer 

Faz a sua "cota"
Veremos na hora do reencontro 
O quanto esse conto nos conta  é fora da ponta .
Do lápis ,só resta a borracha que não apaga porque a folha rasga e o pedaço que já foi destruído, já não mais se monta 
Diz que a folha do papel foi parar dentro de uma lixeira 
Disque poética para salvar cada árvore morta 
Época do avião de papel 
Fazer fila em frente a porta 
Imaginação de bombardeio 
Hoje eu creio,
A maior guerra acontece na mente de quem cresce ou de quem cresceu em meio ao caos psicológico que nos adoece 
Amizade é um blefe 
Ultimamente cê já tem se perguntado quem vai estar do seu lado quando não tiver bem?
Quem vai estar disposto quando cê tiver no posto de saúde 
Me diz quem?
Não se ilude 
Sozinhos temos a capacidade de sermos tudo e todos 
Mas também podemos escolher sermos Ninguém 
E eu acho melhor assim
Não que eu queira saber o fim 
Mas que eu possa entender o processo integrado a mim 
Se  estiver comigo,tudo bem
Se eu não te ver aqui 
Eu tô bem também 
Se eu não for capaz de me ver 
Que mal tem ?
Eu escolhi ser Eu 
E nem sempre Eu será Eu todo o sempre 
Carrego a poesia num sample 
Logo mais eu retorno....