Biografia
Lista de Poemas
Calçados descalços
Bendita a escrita
Versos que veste -me em mantra
Tinta da escrita Santa
Resplandeça meus olhares por onde eu caminhar e que eu jamais seja controlado pelas irmãs do Destino
Com o tempo eu entendi que não basta apenas ser genuíno
Um Lao Tsé que busca iluminação
Sabe muito bem que as trevas também pertencem ao Divino
Carreguei o mundo de erros dos meus pais nas minhas costas quando menino
Desde muito tempo atrás
Atos atroz em templos Atlas
O barulho dessas correntes que me prendem são a ruína desse hino
A arte da petrificação do medo no olhar eu domino
Tão transparente e cristalino
Um Pegasus de fogo
A Lilith no logo
E é assim que eu me defino
Metade de mim é uma metáfora que se houver um amanhã eu designo
Não é tão simples ser tão simples nesse mundo onde moro aonde o ORO é um Deus que eu oro para obter oportunidade de acesso até na água que bebo
Não sou tão bêbado de levar tudo ao sóbrio tão sério
Nas sombras de luzes desse cemitério desce um abismo tão febril que o remédio para não morrer de tédio é a exploração de cérebros
Depois de um caça as bruxas vieram os caças bombardeando ideias de caça aos lobos
E com todos eles presos no bolso
O caçador passa a viver dentro do seu próprio cativeiro
São,
1 por amor,2 por dinheiro
Linhas Racionais o evangelho que se espalhou por esse Mundo inteiro
Me pergunto o que o emblema faria se surgissem novos Antônios Conselheiros
Abre o sacorgafo e liberta a mente agora Pandora
Cleópatra da sua própria liberdade de expressão,faz da sua lágrima a vida criando Oásis
Ísis não duvida que cê é capaz de vencer
Que surjam ,
Matérias sobre tantas Marias Quitérias
Sábio o homem louco que jantou no mesmo prato da miséria e conformou-se dormir com o cobertor da fome
Andando descalço por ai eu percebi que a saciedade é os calçados da vaidade
Andando descalço por ai eu percebi
que a sociedade é espelho dessa insalubridade
Andando descalço por ai eu percebi que o caminho que me leva até mim
É aquele que eu não trilhei ainda e por ele não existe não fim
Andando descalço por aí eu percebi que o julgamento desgasta meus pés mais do que o asfalto
Andando descalço por ai eu percebi que nem todo olhar Salvador vem do alto
Andando descalço por ai eu percebi que muitos passam despercebidos
Andando descalço por ai .....
Andando descalço por ai ....
Andando descalço por ai....
Reescrevo ,relato ,rebato,resisto
Como me apego ao desagradável desapego?
Como me apago ao destrutível desespero?
Procuro uma nova forma que me conforme
Procuro uma nova fórmula que confirme,
À obstrução do que me deixa inseguro
À observação do que me deixa inóspito de vida , imagem destruída
Se entro na minha mente ,viro um intruso
Minha alma me disse que já não pertence ao corpo que uso
O vazio é um vaso que acolhe a planta da ansiedade
Ânsia de flores mortas ,servindo de adubo para florescer raízes tortas na sociedade
Regada por migalhas de falhas no próprio oxigênio ácido em solidão ,
Indisposição de acreditar em mim mesmo e nas pessoas desse mundo
Não sei ao certo se me acuso
Independentemente não sou totalmente inocente nem independente
Tenho assustado assuntos pendentes
Recordações recorrentes
Sonhos que são apenas sonhos
Sonhos que vão após sonos
Sonhos que me fazem dormir por sonhar demais
Sonhos que me fazem acordar sem querer dormir nunca mais
Quantos pesadelos serão realizados?
Quantos pesadelos ainda tendem à serem inclusos?
O que tanto recuso ,requer atenção
O que tanto requer atenção eu reflito se é necessário atenção
E essa tenção é a maldita benção dos que são confrontados como loucos nos olhos dos são
Decepção desculpa por te decepcionar
Sei que você esperava mais de mim
Recepção de culpa que ocupa toda vírgula antes de raciocinar
Ei, ué! Vê? Errava o início e até depois do fim
Eu sou assim,
Hóspede da carência no quarto da crucial coerência, enrolado no lençol da concupiscência
Ar condicionado ligado ao ar concorrência
Travesseiro da renúncia que apesar de pesar ,
liberta a consciência
Meu café da manhã é sofisticado
A crença de vencer dentro de uma frágil xícara ao sabor de um solstício fraccionado
Meu almoço é um prato de vaidades
Nutrientes não muito importantes
Mas que são vislumbre de poucas verdades
Meu lanche da tarde é um mar de objetivos conectivos que me dão coragem
Carrego no coração os batimentos que não cabem na bagagem
Minha janta é um prato envenenado
A sopa do pecado
Assopra meu passado
Assombra_me até onde tenho chegado
Incapacitado de emprestar todo o meu diálogo falado para o tempo que não quer me dar ouvidos e nem ser ouvido durante o tempo
Eu já falei para você que isso não dá lucro...
Você nunca será suficiente...
Ninguém quer você por perto...
Eu tenho nojo de você...
Piores frases eu tenho escutado
Nas piores fases ,eu tenho me escoltado de silêncio e esse silêncio acumulado
Se tornou o ódio em mim guardado
Nas melhores fases , percebi que o ódio é a transferência da ira na cura
Turbulência na mira loucura o gatilho que atira também é o dedo que atura e responde a altura
Eu tenho fé na humanidade ?
Cultura....
Janela de vozes
O peso da ausência soa sussurrando em mim
O piso da consciência sujo ,muros murmurando em incitações à decepções
Abre a janela da alma, julgamentos sem fim
dizem que são processos ,
Eu não quero promessas à acessos restritos da penumbra sombra da imagem da vida
Fora da margem de erros de lembranças doloridas
Autópsia da vida vira vozes vindas de um jardim onde a folha em branco tem tantas flores a serem coloridas
Porém o incolor tornou-se tão lindo de ser ver ,
Que até o tormento achou mais formidável continuar assim
Já não tenho certeza se quero essa sonhada liberdade
Quero realizar minhas vontades indo contra as vontades da verdade
Forjando pactos com a mentira , toda minha criação me faz ser súdito da enganação
Não quero ser livre do esquecimento
E sim saber o porquê somos tão evoluído ao ponto de nunca evoluirmos o esclarecimento
Porque toda matéria,ainda que estudada, transcende o nosso conhecimento?
Eu me pergunto,
Quando eu vou vencer na vida ?
Acho que esse tema é uma imagem distorcida
Ninguém nunca vence
O sistema quer que você pense
Ou melhor , não pense
Viva com esse suspense
Acredito que no próximo ano seja tudo melhor
Esse romance ilusório faz poli dance
A gente cresce em meio a sonhos e preciso estudar para obter um bom emprego
Meu terreno,meu sossego
Um pedaço de terra que será meu enquanto eu estiver vivo
O problema é que eu já nem me sinto tão vivo
Sei que o sucesso é relativo
Huns na beira da morte do hospital
Eu na beira da morte do estado mental
O porquê viver ?
Alguém explica para um mero mortal que querer entender sobre viver é sobreviver em um singelo espiral de dúvidas e emoções fora do porcentual do raciocínio cerebral
Chega de buscar entender
É melhor atender o que se vê no agora
Se o passado nos condena e futuro não existe
Apenas cada segundo presente nos revigora
Chora ,em cada lágrima mora o sorriso da alegria
Agradeço aos tesouros da memória
As lágrimas de tristeza que me trouxeram redenção e a recordação dos bons momentos que eu não sabia o quanto valiam
É nas lágrimas que vemos o quanto tudo era valioso e nem pareciam
As mesmas lágrimas também apreciam o luto
Afinal , existem melancolias que merecem um fim absoluto
Vórtices viram versos (part.1)
Nesse céu da dúvida
Nesse véu da vida
Vejo que velejo no vórtice de versos que veste -me
Nesse abismo literal
Nesse mesmo ritual onde a escrita é meu refúgio dessa sombra que assopra o existencial
Dizeres que tudo isso é um teste
Fujo ,da minha mente
Cujo,com minha morte
Ao lado lido na aula do colírio lírico
Aprendo com a disciplina da superstição
Formigas na parede e os pés formigando no chão
O inusitado é inusitante
Se comentando ,o comentário parece ser algo entediante feito por um principiante comediante
Quer ganhar risada da plateia
Sem nunca ter parado para escutar seu próprio choro antes
Cuidado com pensamentos farsantes
Faço_me antes um principiante
Acredito que a vida é uma oscilação constante
Quero manter minha alma em conserva longe desses derivantes
Nessa Queima de arquivos
Entendi quem são os fornecedores intoxicantes
Criadores de fontes sem fontes
Por essas vielas tem de monte
A paisagem é bela quando não mostrada abaixo da ponte
Nesse céu da dúvida
Nesse véu da vida
Neblina ,curva fechada,alta madrugada
Plena segunda feira com a quarta marcha
Retrovisores embaçado e um Vôo Rasante
Os Fora do Eixo ,tudo fora da faixa
Tropa da "Vents" , blitz de neurônios subconsciente
Simbologias metalúrgicas de cirurgias master Gold canetadas por mãos poéticas
Sistema operacional de Panchs
Surgimento de novos Heráclitos
Selvagens devoradores de livros ,talvez triceratops
Entendendo que nem todo conhecimento é válido
Não há porquê eu querer desenvolver tão rápido
Mas fui obrigado a entender que o ponteiro do relógio não me espera
Clara correnteza com certeza é a natureza simples e com samples na junção de Aristóteles e Cora Coralina
Hoje "carburando" escritas
Eu me desligo mais um pouco dessa intensa rotina ..
Vórtices viram versos (part.2)
Nesse céu da dúvida
Nesse véu da vida
Nessa luz da lua que me traz a transparência
Nessa luz do sol que me faz ser essência
Faço _me de freestyle
Valorizando cada momento
Memórias póstumas sobre minhas vivências
E são nos detalhes
Que eu começo a desacelerar o tempo
Vejo que no vértice do retrato auto humanidade
A bondade se fez em maldade
Já que foi desgastante usar o afeto de forma degustante
A saudade se sentiu saudável quando abraçou o seu imaginável
Todo vazio improvável foi provado
Filósofos , nós somos ótimos em sermos péssimos por enxergar o cenário caótico
Filósofos ,nós somos péssimos em sermos ótimos por se cegar ao imaginário melancólico
Sem respirar o hoje ,sufocada na angústia
Solidão paga o preço por muitos sem saber quanto custa a luz que ofusca toda busca da semântica recíproca brusca
Talvez eu seja o fruto da árvore cronológica
E todo meu batimento cardíaco é apenas um relógio que conta os meus minutos finais ou uma reprise de todas as vivências ancestrais
Talvez eu seja o fruto
Dessa árvore genealógica
Onde a lógica foge do comum
E eu fico com um fruto colhido para o amadurecimento bruto
Do solo sem vida
Da nuvem em partida de outro formato
De uma simples gotícula vívida
A lágrima que ao cair molha a poeira e de imediato toma por si a lembrança da inocência que pagamos fiança para libertarmos nosso jeito criança
E quanto mais eu desacelero o tempo mais o tempo avança. ..
Disseram-me quê eu não era o suficiente
Pois é....
Apenas disseram-me....
Por ícaro Italo Gomes dos Santos
Ao corte do caule
A depressão é silenciosa
Em harmonia melancólica como uma gota de orvalho na pétala da rosa
Roubando sua alegria de viver
te faz crer em uma ilusão
que o fim de toda a sua decepção
é a corta do caule
Nessa fotossíntese a foto síntese do retrato que retrata
o desconhecimento do Seu Ser,
No oxigênio do medo, deixando que a angústia o
enjaule
Toxina que se diz ser generosa,
O envenenamento do pensamento que causa o
falecimento dessa rosa,
mas,
Não consegue destruir suas raízes
E ainda que em solo árido é válido lembrar que sempre há,
O ressurgimento de suas origens...
Poema por; Ícaro Italo Gomes dos Santos
Pseudônimo; Italo_Poetrix
Ao corte da adaga (part.2)
Olhos de águia
Ferida aberta ao corte da adaga
Molho os olhos de lágrimas
Me cego desses pensamentos curvos
Julgamentos cujo são dádivas
Me permitem sofrer e ver quem são os verdadeiros humanos
No mundo do medo
O amor se transformou em um holograma de danos
Projéteis de mágoas
Retorno retórico da inquisição ao fogo da falácia mais sábia
Veneno nos lábios
Na pele do lobo ,somos a lua escura na selva do sono
Quem clareia nossa alma é o nosso reflexo no olhar do tempo retratado por um quadro no templo pinturas Caravaggio
A sensação do poder eu quero perder
Mas como podar algo que não posso prender ?
Ansiedade
Rubrica que rouba toda assinatura da essência do meu ser e consequentemente mata a minha idade
Quero verdades que não sejam totalmente reais
Fábrica de vontades que não sejam totalmente imaginárias
Linhas que mesclam os desejos concretizados
Não muito longe dos dias atuais
Obter paz na guerra da dualidade é algo improvável e provavelmente não serei capaz de entender essa força motriz
A todo momento sou sempre o errado
Faço aquilo que acredito ser certo
Independente do resultado
O resumo é o meu eu sendo cerrado
Já não sei em quantas partes fui dividido
Existem vários modelos de mim por aí
Senta-se na mesa e descobrirá qual do meu eu falará contigo
Quero abrigo dentro de um abraço sincero
Uma conversa que me diga o quanto sou ciclo desse círculo do choro seco e o quanto sou valioso mesmo sendo um mero desprezível
Queima do fusível
Tô precisando queimar a função acessível do meu cérebro frutífero
Essa colheita de memórias aflita é a Colheita Maldita
Sempre em expansão
Hectares de expressão
Terra ao adubo da opressão
Horas vagas se transformam em horas pragas
E eu me pergunto,
O quanto vale tudo isso ?
Quem é que me paga ?
Será que me cobro demais por algo de menos ?
E se tudo isso se apaga?
Se eu começasse tudo do nada
Ainda assim iria me afogar nessa incitação à ilusão altamente intoxicada?
Essa daqui eu fiz quando a solidão me fez (part.2)
Ei, ué! Vê? Errava o início e até depois do fim
Eu sou assim,
Hóspede da carência no quarto da crucial coerência, enrolado no lençol da concupiscência
Ar condicionado ligado ao ar concorrência
Travesseiro da renúncia que apesar de pesar ,
liberta a consciência
Meu café da manhã é sofisticado
A crença de vencer dentro de uma frágil xícara ao sabor de um solstício fraccionado
Meu almoço é um prato de vaidades
Nutrientes não muito importantes
Mas que são vislumbre de poucas verdades
Meu lanche da tarde é um mar de objetivos conectivos que me dão coragem
Carrego no coração os batimentos que não cabem na bagagem
Minha janta é um prato envenenado
A sopa do pecado
Assopra meu passado
Assombra eu e até onde tenho chegado
Incapacitado de emprestar todo o meu diálogo falado para o tempo que não quer me dar ouvidos e nem ser ouvido durante o tempo
Eu já falei para você que isso não dá lucro...
Você nunca será suficiente...
Ninguém quer você por perto...
Eu tenho nojo de você...
Piores frases eu tenho escutado
Nas piores fases ,eu tenho me escoltado de silêncio e esse silêncio acumulado
Se tornou o ódio em mim guardado
Nas melhores fases , percebi que o ódio é a transferência da ira na cura
Eu tenho fé na humanidade ?
.....
A seda da sede
Sou um aracnídeo lírico
Com o tecido do que foi esquecido
E a cada verso a alma alivia
A alma ali via que o corpo sentia que já não pertencia aquele mundo que habitava
Por isso ,
Naquele momento em que o tecido era destruído
A aranha se moldava
Mas não mudava
Persistência na sua residência não por acaso
Proteção a casa da causa que amava
Ela caiu
E no cair
Pode sorrir
Pois em poucos segundos,
Ela planava ...
Ícaro Italo Gomes dos Santos
Obra de arte perdida ,encontre_me ...
A arte está presente em cada palavra que nesse momento eu escrevo e apago
A arte está presente em todo pensamento vago
Não se define a palavra arte
Pois a mesma se comparte
Parte dos nossos sonhos e ideias que ainda não concretizamos
São obras de artes ocultas
Silenciadas pelo elo do medo da concepção de pessoas ao mundo que nos multa
A arte é um despertar de um relâmpago
Tocá-la,pode nos retirar o fôlego
Não sei se é algo do qual eu creio
Mas nas minhas próprias palavras,
eu leio que antes de tudo ,
O nada nunca foi nada pois sempre foi arte
E na dúvida da vida após a morte
Eu vivo a dívida da dádiva que na arte da morte a vida existe
A arte está presente em todo momento, ainda que o seu olhar não a registre
Antes eu queria aprender a desenhar
Me prender , moldar
E depois de tantas tentativas vazias
Parei para escrever um pouco do que eu sentia
Naquele dia eu percebia que eram nos mínimos detalhes ,
Que a arte surgia .
Hoje eu deixo que a arte me ilustre ...
Por : Ícaro Italo Gomes dos Santos
Pseudônimo: Italo_Poetrix
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