Vórtices viram versos (part.2)
Nesse céu da dúvida
Nesse véu da vida
Nessa luz da lua que me traz a transparência
Nessa luz do sol que me faz ser essência
Faço _me de freestyle
Valorizando cada momento
Memórias póstumas sobre minhas vivências
E são nos detalhes
Que eu começo a desacelerar o tempo
Vejo que no vértice do retrato auto humanidade
A bondade se fez em maldade
Já que foi desgastante usar o afeto de forma degustante
A saudade se sentiu saudável quando abraçou o seu imaginável
Todo vazio improvável foi provado
Filósofos , nós somos ótimos em sermos péssimos por enxergar o cenário caótico
Filósofos ,nós somos péssimos em sermos ótimos por se cegar ao imaginário melancólico
Sem respirar o hoje ,sufocada na angústia
Solidão paga o preço por muitos sem saber quanto custa a luz que ofusca toda busca da semântica recíproca brusca
Talvez eu seja o fruto da árvore cronológica
E todo meu batimento cardíaco é apenas um relógio que conta os meus minutos finais ou uma reprise de todas as vivências ancestrais
Talvez eu seja o fruto
Dessa árvore genealógica
Onde a lógica foge do comum
E eu fico com um fruto colhido para o amadurecimento bruto
Do solo sem vida
Da nuvem em partida de outro formato
De uma simples gotícula vívida
A lágrima que ao cair molha a poeira e de imediato toma por si a lembrança da inocência que pagamos fiança para libertarmos nosso jeito criança
E quanto mais eu desacelero o tempo mais o tempo avança. ..
Disseram-me quê eu não era o suficiente
Pois é....
Apenas disseram-me....
Por ícaro Italo Gomes dos Santos
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