Ao corte da adaga (part.2)
Olhos de águia
Ferida aberta ao corte da adaga
Molho os olhos de lágrimas
Me cego desses pensamentos curvos
Julgamentos cujo são dádivas
Me permitem sofrer e ver quem são os verdadeiros humanos
No mundo do medo
O amor se transformou em um holograma de danos
Projéteis de mágoas
Retorno retórico da inquisição ao fogo da falácia mais sábia
Veneno nos lábios
Na pele do lobo ,somos a lua escura na selva do sono
Quem clareia nossa alma é o nosso reflexo no olhar do tempo retratado por um quadro no templo pinturas Caravaggio
A sensação do poder eu quero perder
Mas como podar algo que não posso prender ?
Ansiedade
Rubrica que rouba toda assinatura da essência do meu ser e consequentemente mata a minha idade
Quero verdades que não sejam totalmente reais
Fábrica de vontades que não sejam totalmente imaginárias
Linhas que mesclam os desejos concretizados
Não muito longe dos dias atuais
Obter paz na guerra da dualidade é algo improvável e provavelmente não serei capaz de entender essa força motriz
A todo momento sou sempre o errado
Faço aquilo que acredito ser certo
Independente do resultado
O resumo é o meu eu sendo cerrado
Já não sei em quantas partes fui dividido
Existem vários modelos de mim por aí
Senta-se na mesa e descobrirá qual do meu eu falará contigo
Quero abrigo dentro de um abraço sincero
Uma conversa que me diga o quanto sou ciclo desse círculo do choro seco e o quanto sou valioso mesmo sendo um mero desprezível
Queima do fusível
Tô precisando queimar a função acessível do meu cérebro frutífero
Essa colheita de memórias aflita é a Colheita Maldita
Sempre em expansão
Hectares de expressão
Terra ao adubo da opressão
Horas vagas se transformam em horas pragas
E eu me pergunto,
O quanto vale tudo isso ?
Quem é que me paga ?
Será que me cobro demais por algo de menos ?
E se tudo isso se apaga?
Se eu começasse tudo do nada
Ainda assim iria me afogar nessa incitação à ilusão altamente intoxicada?
Português
English
Español