Escritas

Janela de vozes

Ícaro Italo Gomes dos Santos

O peso da ausência soa sussurrando em mim
O piso da consciência sujo ,muros murmurando em incitações  à decepções 
Abre a janela da alma, julgamentos sem fim 
dizem que são processos ,

Eu não quero promessas à acessos restritos da penumbra sombra da imagem da vida
Fora da margem de erros de lembranças doloridas 

Autópsia da vida vira vozes vindas de um jardim onde a folha em branco tem tantas flores a serem coloridas 
Porém o incolor tornou-se tão lindo de ser ver ,
Que até  o tormento achou mais formidável continuar assim 

Já não tenho certeza se quero essa sonhada liberdade 
Quero realizar minhas vontades indo contra as vontades da verdade 
Forjando pactos com a mentira , toda minha criação me faz ser  súdito da enganação 
Não quero ser livre do esquecimento 
E sim saber o porquê somos tão evoluído ao ponto de nunca evoluirmos o esclarecimento 
Porque toda matéria,ainda que estudada, transcende o nosso conhecimento?

Eu me pergunto,
Quando eu vou vencer na vida ?
Acho que esse tema é uma imagem distorcida 
Ninguém nunca vence 
O sistema quer que você pense 
Ou melhor , não pense 
Viva com esse suspense 
Acredito que no próximo ano seja tudo melhor 
Esse romance ilusório faz poli dance 
A gente cresce em meio a sonhos e preciso estudar para obter um bom emprego 
Meu terreno,meu sossego 
Um pedaço de terra que será meu enquanto eu estiver vivo
O problema é que eu já nem me sinto tão vivo 
Sei que o sucesso é relativo 
Huns na beira da morte do hospital 
Eu na beira da morte do estado mental 
O porquê viver ?

Alguém explica para um mero mortal que querer entender sobre viver é sobreviver em um singelo espiral de dúvidas e emoções fora do porcentual do  raciocínio cerebral 
Chega de buscar entender 
É melhor atender o que se vê no agora 
Se o passado nos condena e futuro não existe 
Apenas cada segundo presente nos revigora 
Chora ,em cada lágrima mora o sorriso da alegria 
Agradeço aos tesouros da memória 
As lágrimas de tristeza  que me trouxeram redenção e  a recordação dos  bons momentos que eu não sabia o quanto valiam
É nas lágrimas que vemos o quanto tudo era valioso e nem pareciam
As mesmas lágrimas também apreciam o luto 
Afinal , existem melancolias que merecem um fim absoluto