Lista de Poemas

Silêncio...tamanho XXL



Como medir um eco desmesurado
Como esvaziar o vazio ultrajado
Como calar o silêncio segredado

Como escrever um poema ansiado
Prenhe de inspirações animadas,quando
No intimo toda a alma se prosta inanimada

Na grandeza do silêncio tão tamanho
Rompem-se os tendões da solidão clamada
Adormecendo qualquer rima feliz e enfunada

Deixemos que os primeiros raios de sol se
Espreguicem e convertam a manhã sublimada
Em mil luminescências despertando tão inconformadas


Frederico de Castro
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Onde o tempo desaparede



Sob escolta o poente beberica um drink
De solidão até desaguar num blasfemo
Silêncio algemado a este lamento supremo

Guardei na algibeira da solidão tantas memórias
Inimagináveis, sinónimo que as lembranças, essas
Nunca, mas nunca se tornam inimputáveis

Onde o tempo desaparece iludem-se horas inexistentes
Enfeitam-se emoções por vezes inescrutáveis, qual
Açoite calcorreando o itinerário de uma caricia memorável

De mãos vazias o silêncio ainda faminto amacia uma
Oração inspiradora e imutável deixando um côvado
De esperança encher o bornal da fé ainda mais irrevogável

Frederico de Castro
👁️ 159

As portadas da minha janela



Num silêncio atravancado range a
Couceira solitária, transformando cada
Gomo de luz numa emoção autoritária

Entre as portadas do tempo escondem-se
Emoções quase hereditárias, deixando uma
Carcomida ilusão a crepitar tão sedentária

O dia veste sua indumentária sublime e lustrosa
Escancara-se gentil e totalitário, até pousar quase
Embriagado num eco que além dormita tão prioritário

Escorregando pelo corrimão da saudade suicidam-se
Tantos lamentos arbitrários, deixando a memória algemada
Às aldrabas de um franzino silêncio tão excedentário

Frederico de Castro
👁️ 183

Dá que pensar...a solidão



No meu dicionário nem encontro palavras
Que preencham o vácuo de todos os vazios
Contidos num lamento massivo…tão esquivo
Pois a noite esconde-se num breu mais persuasivo

Na várzea das solidões habita um eco intempestivo
Deserta pelo horizonte da memória mais cativa, até
Que o silêncio coe cada lágrima sempre depurativa

Dá que pensar…a solidão tatuada numa ilusão inactiva
Pintalgada de emoções que na expectativa, se convertem
Numa fé, penetrante, incisiva…mais vindicativa

Frederico de Castro
👁️ 173

Além rasteja a noite



Descalçam-se mil memórias expectantes
Ladrilham a solidão que desmaia entre
Dois milésimos de segundo tão litigantes

Descobre-se a noite rastejando pelo areal
Da vida agora mais vasculhada e intrigante
Embebedando doces palavras quase dissonantes

A luz da manhã ainda mortiça e pontiaguda
Socorre a saudade além estagnada numa lembrança
Poética, quiçá aconchegada nesta caricia tão desatinada

A cada nascer do sol exulta a alma quase fascinada
A cada silêncio remasterizam-se ecos tão ovacionados e a
Cada inequívoca emoção explode um sentimento quase danado

Frederico de Castro
👁️ 222

Sacrário dos silêncios



Um grão de luz insuspeito penetra
Nesta escuridão exponencialmente
Indesejada, até se aconchegar depois
Entre os mamilos da noite agora indultada

Envolto num profano silêncio a solidão em
Prantos peneira cada lágrima caindo pelo
Semblante da saudade mais cogitada, até
Deixar na tardinha uma caricia, oh tão ostentada

E assim resvala o tempo sonolento e molestado
Embebedando cada hora esquiva e desapontada
Despenteando esta ilusão extravagante e espevitada

Na clarabóia dos meus silêncios brilha um luar tão grado,
Tão denodado que me atrevo a seduzir-te todo o abecedário
De palavras inspiradas, impregnadas com um sorriso tão sacrário

Frederico de Castro
👁️ 143

Mastro do tempo



A subir pelo mastro do tempo
Embandeira-se uma hora inactiva
Aprisiona um penacho de luz que
Ondula pela maresia tão exsudativa

A solidão mutilada estende-se ao
Longo deste silêncio irreversível
Excomunga da memória qualquer
Lembrança absurdamente imprescindível

Embalo entre minhas mãos a noite esquiva
Enfeitiçada por escuridões quase cativas
Entrelaçando-se entre sombras matreiras e exclusivas

Sem rumo cada breu disforme e instintivo pernoita
Entre uma cachoeira de lágrimas tão supurativas
Quais maciças caricias sedentas e mais coercivas

Frederico de Castro
👁️ 221

Nas margens da solidão



Enquanto amadurece a manhã cada hora
Por mais inútil que seja engrandece esta
Ilusão que peleja feliz e toda a alma elastece

Aprecio o estado de graça deste tempo
Fecundado entre as trompas de um silêncio
Que fenece além tão inanimado

Ilusória e lastimável deixo a memória burlar
Cada lembrança comovida e improvisada
Até algemar uma pusilânime caricia tão ousada

Com acordes vorazes e elegantes o silêncio
Prostra-se junto às margens de um desejo mitigante
Oh, doce ninar daquele sonho avidamente inebriante

Frederico de Castro
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Onde o tempo desaparece


Sob escolta o poente beberica um drink
De solidão até desaguar num blasfemo
Silêncio algemado a este lamento supremo

Guardei na algibeira da solidão tantas memórias
Inimagináveis, sinónimo que as lembranças, essas
Nunca, mas nunca se tornam inimputáveis

Onde o tempo desaparece iludem-se horas inexistentes
Enfeitam-se emoções por vezes inescrutáveis,
Acolhem-se ilusões de tantos sonhos quase inolvidáveis

Frederico de Castro
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Entre as margens deste rio...



Entre as margens deste rio flui um silêncio
Intemporal, que marulha e sussurra qual ode
Frenética, até se perder numa palavra mais estética

Entre as margens deste rio navega o tempo
Assim esterilizado colorindo cada civilizado
Gomo de luz pernoitando ali tão bem matizado

Entre as margens deste rio desaguam a jusante
Tantos afectos claustrofóbicos e humanizados
Pintalgando todos os sonhos idos mas eternizados

Com letras maiúsculas se tatua uma impertinente saudade
Acostando a foz de todos os silêncios sincronizados, até
Se afogarem numa onda de prazeres bem homogeneizados

Frederico de Castro
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Comentários (3)

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asdfgh
2018-05-07

BOA TARDE...lindo e sublime.parbns.att.

asdfgh
2018-05-07

BOA TARDE...lindo e sublime.parbns.att.

ania_lepp
2017-11-04

Poeta...li e reli vários de teus poemas e só tenho que te agradecer por compartilhar teu talento...muito obrigada!