Lista de Poemas
O sorriso que me dás

O sorriso que me dás escapa à socapa
É detentor dessa audaz e eloquente
Gargalhada em êxtase, tão arguta
Com aquela candura própria de
Uma meninice sempre astuta
A manhã tatuada de fluorescências
Magnificas deixa em clausura, todo este
Silêncio imerso em pequeninos gomos de
Doçura bailando numa rima cheia de mesura
Frederico de Castro
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Porque Deus fez isto...

Para arregalarmos os olhos
Deixar o coração aos pulos
A alma feliz por este crepúsculo
Deus fez isto bordando no seu
Regaço um poente inspirado, pano
De fundo para um sorriso coroado
Deus fez isto para que a fé e a esperança
Se incendiassem e palpitassem ante Sua
Criação de harmonias e cores abençoadas
Dando-nos esta paz como uma caricia almejada
Deus fez isto, porque em breve, na alvorada
Da vida no palco da eternidade, o amor pra
Sempre vindique cada oração sentida e
Alimentada com muita, muita longanimidade
Frederico de Castro
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No leito da noite

No altar do tempo reúnem-se orações arbitrárias
Esquadrinham a fé que confiante e profética
Instila na alma toda a esperança ainda mais poética
No leito da noite dormitam luminescências tão estéticas,
Embebedam-se de horas vagabundas e exasperadas
Encarcerando tantas palavras astuciosas e enamoradas
Entre os escombros da solidão o dia reabre as pestanas
Ao silêncio que dormita num mísero gomo de luz dilacerado
Até se asfixiar num lamento, tão intimo, tão etéreo, quase adulterado
A cada pranto a saudade desengaveta uma lembrança emperrada
A cada emoção retrato uma caricia absurdamente desvairada
A cada dois drinks embriago-me numa brisa tão…tão apaixonada
Frederico de Castro
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Entre paredes...solidão

A noite possuída por um breu obscuro
Ladeia a solidão embasbacada que reza
A despeito de uma esperança fiel e aplacada
Rabuja além o silêncio divagante e aguerrido
Estremece e tropeça apavorado onde sete mares
Navegando estrondosamente desaguam tão possantes
Entre as paredes da solidão pernoita uma deslumbrante
Luminescência quase eclipsante, morrendo depois sem
Alarde a jusante desse furtivo grito sempre meliante
Entre as paredes da solidão caiadas de tanta emoção
Consumo cada drink de ilusão mais exorbitante, até que
Intimada a alma se entrelace a um sonho quase contagiante
Frederico de Castro
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Silêncios inquantificáveis

Entra pela noite dentro uma lufada de silêncios
Tão indeléveis…quase inquantificáveis
Cartografam a alma que lentamente se aconchega
A tantas, muitas, ardilosas emoções irrefutáveis
Calafetadas ficam as memórias espontâneas
Deixam em sintonia aquele lamento que parasita pelo
Imponente silêncio encarcerado, visivelmente exagerado
Confinado ao poente que além reverbera tão apaixonado
Deixam em sintonia aquele lamento que parasita pelo
Imponente silêncio encarcerado, visivelmente exagerado
Confinado ao poente que além reverbera tão apaixonado
Frederico de Castro
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Aqui jaz...
Aqui jaz
este silêncio moribundo
ecoa abatido junto àquele cais
onde de imediato mergulho
minh’alma transbordando ondas
lúcidas de mim
convertidas em marés, vagas
e sois diurnos, apaixonados por ti
Aqui jaz
um imenso oceano de solidão perversa
todo este mar ovacionando ondas que beijam
o estuário dos meus lamentos e pieguices
desaguando quais oferendas afagos ou meiguices
Aqui jaz
a noite rasgando a órbita avassaladora
de uma noite impregnada de cumplicidades
de mim…de nós
mais resignada por uma caricia inflamada
feita promessa tão conciliadora e alucinada
Frederico de Castro
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Onde o tempo desaparede

Sob escolta o poente beberica um drink
De solidão até desaguar num blasfemo
Silêncio algemado a este lamento supremo
Guardei na algibeira da solidão tantas memórias
Inimagináveis, sinónimo que as lembranças, essas
Nunca, mas nunca se tornam inimputáveis
Onde o tempo desaparece iludem-se horas inexistentes
Enfeitam-se emoções por vezes inescrutáveis, qual
Açoite calcorreando o itinerário de uma caricia memorável
De mãos vazias o silêncio ainda faminto amacia uma
Oração inspiradora e imutável deixando um côvado
De esperança encher o bornal da fé ainda mais irrevogável
Frederico de Castro
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Silêncio...tamanho XXL

Como medir um eco desmesurado
Como esvaziar o vazio ultrajado
Como calar o silêncio segredado
Como escrever um poema ansiado
Prenhe de inspirações animadas,quando
No intimo toda a alma se prosta inanimada
Na grandeza do silêncio tão tamanho
Rompem-se os tendões da solidão clamada
Adormecendo qualquer rima feliz e enfunada
Deixemos que os primeiros raios de sol se
Espreguicem e convertam a manhã sublimada
Em mil luminescências despertando tão inconformadas
Frederico de Castro
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As portadas da minha janela

Num silêncio atravancado range a
Couceira solitária, transformando cada
Gomo de luz numa emoção autoritária
Entre as portadas do tempo escondem-se
Emoções quase hereditárias, deixando uma
Carcomida ilusão a crepitar tão sedentária
O dia veste sua indumentária sublime e lustrosa
Escancara-se gentil e totalitário, até pousar quase
Embriagado num eco que além dormita tão prioritário
Escorregando pelo corrimão da saudade suicidam-se
Tantos lamentos arbitrários, deixando a memória algemada
Às aldrabas de um franzino silêncio tão excedentário
Frederico de Castro
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Dá que pensar...a solidão
No meu dicionário nem encontro palavras
Que preencham o vácuo de todos os vazios
Contidos num lamento massivo…tão esquivo
Pois a noite esconde-se num breu mais persuasivo
Na várzea das solidões habita um eco intempestivo
Deserta pelo horizonte da memória mais cativa, até
Que o silêncio coe cada lágrima sempre depurativa
Dá que pensar…a solidão tatuada numa ilusão inactiva
Pintalgada de emoções que na expectativa, se convertem
Numa fé, penetrante, incisiva…mais vindicativa
Frederico de Castro
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Comentários (3)
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asdfgh
2018-05-07
BOA TARDE...lindo e sublime.parbns.att.
asdfgh
2018-05-07
BOA TARDE...lindo e sublime.parbns.att.
ania_lepp
2017-11-04
Poeta...li e reli vários de teus poemas e só tenho que te agradecer por compartilhar teu talento...muito obrigada!
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