Lista de Poemas
Aqui jaz...

Aqui jaz
este silêncio moribundo
ecoa abatido junto àquela praia
onde de imediato mergulho
minh’alma transbordando ondas
lúcidas de mim
convertidas em marés, vagas
e sois diurnos, apaixonados por ti
Aqui jaz
um imenso oceano de solidão perversa
todo este mar ovacionando ondas que beijam
o estuário dos meus lamentos e pieguices
desaguando quais oferendas afagos ou meiguices
Aqui jaz
um breu rasgando a órbita avassaladora
de uma noite impregnada de cumplicidades
de mim…de nós
mais resignada por uma caricia inflamada
feita promessa tão conciliadora e alucinada
Frederico de Castro
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Momento de liberdade

Resta em cada luar uma luminescência
Altiva que crepita especulativa…tão primitiva
Alimenta a fonética de tantas palavras à deriva
Abandonadas no parapeito deste silêncio cativo
Num momento de liberdade genial soltam-se
As amarras de mil emoções sempre na expectativa
Abarbatam-se tantas ilusões fluindo num luar
Absorto, que sucumbe nesta memória tão intrusiva
Neste ciclo de esperança renovada, a fé acantona-se
Numa oração generosa, aprovada…objectiva
Até fecundar a alma com uma caricia serena e atractiva
Entre suspiros e lamentos viris a manhã revê cada hora que
Desfila no passadiço do tempo, deixando irrequietas saudades
Alimentar cada estrofe mergulhada numa inspiração predilecta
Frederico de Castro
👁️ 182
Inacabada e imperecível solidão

Dançam ao entardecer mil luminescências
Divagantes, deixando uma inacabada solidão
Vadiar entre tantas expectantes caricias exacerbadas
Indiferente à noite que se acerca de mansinho
A escuridão imerge solitariamente, absurdamente
Alinhavando cada breu que fenece horrivelmente
Num hiato de tempo que fugiu desesperadamente
Pálidos e simétricos silêncios diluem-se até nascer
O dia tão repleto de vida que reverbera vorazmente
Num escasso lamento desliza pela solidão, uma tão
Matemática ilusão que palpita frenética…explicitamente
Até que uma complacente palavra me inspire, assim cordialmente
Frederico de Castro
👁️ 152
Silêncio periclitante

Mora neste espaço a escuridão pavimentada
Num momento de liberdade inquietante até se
Desfragmentar qual silêncio subtil e expectante
Velo a solidão presa num arame farpado onde
Se escondem túrgidos lamentos exultantes
Vestindo este verso com uma rima quase debutante
Anseio pela manhã que sei chegará breve e periclitante
Escondendo cada bruma que vadia neste silêncio resiliente
Até submergir numa maresia absolutamente emoliente
Nas ancas da solidão sossega uma ilusão saliente
Faz até corar toda aquela caricia adolescente que
Desabrocha no leito do prazer qual estupefaciente
Frederico de Castro
👁️ 221
O sorriso que me dás

O sorriso que me dás escapa à socapa
É detentor dessa audaz e eloquente
Gargalhada em êxtase, tão arguta
Com aquela candura própria de
Uma meninice sempre astuta
A manhã tatuada de fluorescências
Magnificas deixa em clausura, todo este
Silêncio imerso em pequeninos gomos de
Doçura bailando numa rima cheia de mesura
Frederico de Castro
👁️ 166
Porque Deus fez isto...

Para arregalarmos os olhos
Deixar o coração aos pulos
A alma feliz por este crepúsculo
Deus fez isto bordando no seu
Regaço um poente inspirado, pano
De fundo para um sorriso coroado
Deus fez isto para que a fé e a esperança
Se incendiassem e palpitassem ante Sua
Criação de harmonias e cores abençoadas
Dando-nos esta paz como uma caricia almejada
Deus fez isto, porque em breve, na alvorada
Da vida no palco da eternidade, o amor pra
Sempre vindique cada oração sentida e
Alimentada com muita, muita longanimidade
Frederico de Castro
👁️ 160
No leito da noite

No altar do tempo reúnem-se orações arbitrárias
Esquadrinham a fé que confiante e profética
Instila na alma toda a esperança ainda mais poética
No leito da noite dormitam luminescências tão estéticas,
Embebedam-se de horas vagabundas e exasperadas
Encarcerando tantas palavras astuciosas e enamoradas
Entre os escombros da solidão o dia reabre as pestanas
Ao silêncio que dormita num mísero gomo de luz dilacerado
Até se asfixiar num lamento, tão intimo, tão etéreo, quase adulterado
A cada pranto a saudade desengaveta uma lembrança emperrada
A cada emoção retrato uma caricia absurdamente desvairada
A cada dois drinks embriago-me numa brisa tão…tão apaixonada
Frederico de Castro
👁️ 160
Entre paredes...solidão

A noite possuída por um breu obscuro
Ladeia a solidão embasbacada que reza
A despeito de uma esperança fiel e aplacada
Rabuja além o silêncio divagante e aguerrido
Estremece e tropeça apavorado onde sete mares
Navegando estrondosamente desaguam tão possantes
Entre as paredes da solidão pernoita uma deslumbrante
Luminescência quase eclipsante, morrendo depois sem
Alarde a jusante desse furtivo grito sempre meliante
Entre as paredes da solidão caiadas de tanta emoção
Consumo cada drink de ilusão mais exorbitante, até que
Intimada a alma se entrelace a um sonho quase contagiante
Frederico de Castro
👁️ 168
Aqui jaz...
Aqui jaz
este silêncio moribundo
ecoa abatido junto àquele cais
onde de imediato mergulho
minh’alma transbordando ondas
lúcidas de mim
convertidas em marés, vagas
e sois diurnos, apaixonados por ti
Aqui jaz
um imenso oceano de solidão perversa
todo este mar ovacionando ondas que beijam
o estuário dos meus lamentos e pieguices
desaguando quais oferendas afagos ou meiguices
Aqui jaz
a noite rasgando a órbita avassaladora
de uma noite impregnada de cumplicidades
de mim…de nós
mais resignada por uma caricia inflamada
feita promessa tão conciliadora e alucinada
Frederico de Castro
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Silêncios inquantificáveis

Entra pela noite dentro uma lufada de silêncios
Tão indeléveis…quase inquantificáveis
Cartografam a alma que lentamente se aconchega
A tantas, muitas, ardilosas emoções irrefutáveis
Calafetadas ficam as memórias espontâneas
Deixam em sintonia aquele lamento que parasita pelo
Imponente silêncio encarcerado, visivelmente exagerado
Confinado ao poente que além reverbera tão apaixonado
Deixam em sintonia aquele lamento que parasita pelo
Imponente silêncio encarcerado, visivelmente exagerado
Confinado ao poente que além reverbera tão apaixonado
Frederico de Castro
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