Entre as margens deste rio...
Frederico de Castro
Entre as margens deste rio flui um silêncio
Intemporal, que marulha e sussurra qual ode
Frenética, até se perder numa palavra mais estética
Entre as margens deste rio navega o tempo
Assim esterilizado colorindo cada civilizado
Gomo de luz pernoitando ali tão bem matizado
Entre as margens deste rio desaguam a jusante
Tantos afectos claustrofóbicos e humanizados
Pintalgando todos os sonhos idos mas eternizados
Com letras maiúsculas se tatua uma impertinente saudade
Acostando a foz de todos os silêncios sincronizados, até
Se afogarem numa onda de prazeres bem homogeneizados
Frederico de Castro
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