Sacrário dos silêncios



Um grão de luz insuspeito penetra
Nesta escuridão exponencialmente
Indesejada, até se aconchegar depois
Entre os mamilos da noite agora indultada

Envolto num profano silêncio a solidão em
Prantos peneira cada lágrima caindo pelo
Semblante da saudade mais cogitada, até
Deixar na tardinha uma caricia, oh tão ostentada

E assim resvala o tempo sonolento e molestado
Embebedando cada hora esquiva e desapontada
Despenteando esta ilusão extravagante e espevitada

Na clarabóia dos meus silêncios brilha um luar tão grado,
Tão denodado que me atrevo a seduzir-te todo o abecedário
De palavras inspiradas, impregnadas com um sorriso tão sacrário

Frederico de Castro
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