Lista de Poemas

Leves brisas...lava-as o vento



Tecida numa manhã arrebatadora
Fluem labirínticas brisas entre um
Passivo silêncio absolutamente devastador

Obsessiva a luz pranteia deixando cair
Duas lágrimas num ébrio eco confortador
Último acto para um lamento tão sustentador

Além sibila uma brisa sempre inspiradora
Perfuma cada verso com uma caricia mitigadora
Escraviza uma rima refrescante e purificadora

Brota da solidão um peregrino silêncio tão
Místico, que a alma ainda que acabrunhada
Encandeia uma hora que breve se inflama assanhada

Frederico de Castro
👁️ 221

Fui ver o pôr do sol...



Desmascarado, o dia regurgita seus
Últimos e derradeiros gomos de luz
Deixa na corda bamba um silêncio
Enaltecido, engolido por cada penumbra
Seduzida pelo vulto deste poente
Ah…absurdamente enaltecido

Frederico de Castro
👁️ 153

Pensando...em silêncio

Hoje a manhã solidificou a solidão que deixa
Impunemente prescrever esta hora vadia, qual
Efémera palavra que pulsa reverente e fugidia

Depois de um aguaceiro incontido abrigam-se entre
As pálpebras de tantas emoções incontroláveis
Mil e tantas reflexões quase inimagináveis

Pensando…em silêncio o dia enamora-se
De um afago tão elegante e airoso, inspirando
Cada verso que perdura num eco tão carinhoso

Frederico de Castro
👁️ 186

Embebedei-me ao pôr do sol



Sem vírgulas e sem subterfúgios a manhã
Calafeta este silêncio que deixei em epígrafe
Qual anágrafe para uma palavra convalescendo
Entre o leito desta emoção sempre encabulada

O dia descaradamente embebeda-se da luz que
Chega ferina e despótica, enjaulando aquele breu
Gesticulando num milimétrico segundo que fenece
Atribulado, delirando sobre um lamento coagulado

Frederico de Castro
👁️ 151

Que pena...os teus olhos choram!



Que pena…os teus olhos choram?
Que solidão ou pranto corroboram
Que silêncio e lamentos revigoram

Que pena…os teus olhos choram?
Que sedenta tantos breus exploram
Cada emoção de mim lograram

Que pena…os teus olhos choram?
Além tantas lágrimas escoram e de muitas
Ilusões e esperanças se enamoram

Que pena…os teus olhos choram?
Se duas gotas de solidão se evaporam
E tantas caricias ávidas imploram

Que pena…os teus olhos choram?
Quando muitos gritos na noite ignoram
E num ápice a maresia teus beijos ancoram

Frederico de Castro
👁️ 181

Brisa forasteira



O sabor das manhãs vadias encarceram
Uma brisa luzidia, descobrindo em cada
Olhar um sorriso, uma caricia cheia de ousadia

Assim fugidio o dia, empoleira-se num gomo
De luz altivo, pleno de luminescências que
Renascem mágicas... cheias de melodias

Deixemos as memórias resguardadas
Numa saudade quiçá escorregadia, mas
Renovada a cada esperança mais sadia

Fechadas no invólucro dos mais nobres
Sentimentos é hora de libertar as inocentes
Palavras, sentidas, absolvidas…enaltecidas

É tempo de esterilizar a solidão, solidificar cada
Interminável emoção, deixando na retina do silêncio
Ardentemente inusitado, um beijo deveras tão cogitado

Frederico de Castro
👁️ 230

Leves brisas, leva-as o vento...



Tecida numa manhã arrebatadora
Fluem labirínticas brisas entre um
Passivo silêncio absolutamente devastador

Obsessiva a luz pranteia deixando cair
Duas lágrimas num ébrio eco confortador
Último acto para um lamento tão sustentador

Além sibila uma brisa sempre inspiradora
Perfuma cada verso com uma caricia mitigadora
Escraviza uma rima refrescante e purificadora

Brota da solidão um peregrino silêncio tão
Místico, que a alma ainda que acabrunhada
Encandeia uma hora que breve se inflama assanhada

Frederico de Castro
👁️ 253

À beira do mar...



Encontro a maresia estendida sobre um areal
De silêncios majestosos desenhando em cada onda
Um alucinado eco que naufraga além tão fascinado

À beira do mar estende-se um oceano farto
Lânguido, tão sedento quanto quântico
Afogando cada verso que se esvai tão semântico

À beira do mar esconde-se agora um poente opulento
Adorna cada gomo de sol que espreita solitário
Até que o dia se esconda de vez entre um breu autoritário

À beira do mar, à penúltima hora da solidão encontro
Todas as memórias pernoitando uma maresia sedentária
Para que a alma nos abasteça com uma prece sempre solidária

Frederico de Castro
👁️ 112

O olhar do silêncio



Range uma hora faminta entre as
Dobradiças deste silêncio tão abismal
Oh solene suplica quase criminal

A manhã desponta a olhar para todo
Aquele silêncio demasiadamente penal
Deixando este verso condenado à pena capital

Em bicos de pés a solidão empoleira-se
Em muitas, tantas, emoções passionais
Qual réquiem para mil desejos sensacionais

Atulhada em escuridões que quase putrefazem
Um breu felino e marginal, delira além esta
Avassaladora fé, que é me assustadoramente essencial

Frederico de Castro
👁️ 148

Bebericando a luz



Inatingível, a luz cambaleia além rodeando
O dorso do silêncio quase extra-sensorial
Apaziguando a noite que fenece tão ditatorial

Sem timoneiro cada maresia desagua entre
As margens de um oceano quase imperial para
Júbilo de muitos beijos a prorrogar tão cordiais

Nos imensos céus virtuais fluem flóculos de
Plúmeas nuvens, que rechaçadas eclodem numa
Brisa tão crente, paulatinamente amordaçada

Coibido o silêncio comunga cada emoção estilhaçada
Resplandece na noite vestida de linhos e cambraias bem
Ornadas, qual comenda para uma caricia tão enfeitiçada

Frederico de Castro
👁️ 198

Comentários (3)

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asdfgh
2018-05-07

BOA TARDE...lindo e sublime.parbns.att.

asdfgh
2018-05-07

BOA TARDE...lindo e sublime.parbns.att.

ania_lepp
2017-11-04

Poeta...li e reli vários de teus poemas e só tenho que te agradecer por compartilhar teu talento...muito obrigada!