Escritas

Leves brisas...lava-as o vento

Frederico de Castro


Tecida numa manhã arrebatadora
Fluem labirínticas brisas entre um
Passivo silêncio absolutamente devastador

Obsessiva a luz pranteia deixando cair
Duas lágrimas num ébrio eco confortador
Último acto para um lamento tão sustentador

Além sibila uma brisa sempre inspiradora
Perfuma cada verso com uma caricia mitigadora
Escraviza uma rima refrescante e purificadora

Brota da solidão um peregrino silêncio tão
Místico, que a alma ainda que acabrunhada
Encandeia uma hora que breve se inflama assanhada

Frederico de Castro
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