Lista de Poemas
Na minha partitura

Na minha partitura escreve-se um cântico de esperança
Com habilidade a luz ilumina a clave de palavras enamoradas
Cifra cada silêncio e cada dígito de emoções fluindo agradadas
Num breve e subtil acorde a manhã decifra uma ilusão acossada
Ousada e charmosa alimenta esta estrofe viril e fascinada
Arrogante amplia a solidão tendenciosa…quase solicitante
Em pauta orquestra-se a alegria com preces exultantes
A vida infectada e implorada baila ante uma semibreve elegante
Lambuza-se neste semifusa, ou semínima tão desconcertante
Frederico de Castro
👁️ 150
Restos de solidão

Brisas esporádicas aleatórias e vibrantes
Sufocam o imenso horizonte de palavras arfantes
São a réplica de muitas preces emocionadas e possantes
Gemendo silenciosamente a manhã espreguiça-se galante
Da noite ainda restam restos de uma escuridão conflitante
Da luz transbordará a esperança qual bálsamo hidratante
Nas sobras de uma hora além regurgitada e sibilante
Faz-se a assépsia a uma carícia infecciosa e oxidante
Mesclam-se afectos tão diluvianos…quase arrepiantes
Frederico de Castro
👁️ 111
Luz anestesiante

Aromatizantes ilusões esfregam-se ao redor desta
Escuridão absurdamente fiel e anestesiante
Crocante e tão gritante esfarela-se quase laxante
Entre silêncios floresce a luz plissada e colorida
De provocantes emoções tão relampejantes
Toca a rebate a noite polvilhada de ecos tonificantes
O tempo exorcizado esmaga cada hora asfixiante
Ronda cada sonho badalando num segundo inoperante
É um pequeno detalhe pairando neste devorador prazer atordoante
Frederico de Castro
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A tarde é minha

A minha tarde é sempre tão bonita
Cada onda, ávida sussurra e a fé reabilita
Seu bailado minhas preces assim felicita
A minha tarde faz-se ao mar e perde-se
Além no poente bramando feliz e expedito
Cada eco fervilha breve, sorrateiro e solícito
A minha tarde repousa na longarina do
Silêncio e das palavras mais benditas
Ali exposta até minh’alma em frenesim levita
Frederico de Castro
👁️ 139
Entre cascatas

Entre cascatas pasta a vida acalentada por
Uma magistral orquestra de ilusões apaixonadas
Desagua destilada por emoções cordialmente desvairadas
Esquecido nas margens do tempo carente e acanhado
Flui o silêncio absurdo e impreterivelmente asfixiado
Profana cada eco mórbido, flácido e tão rechaçado
Quais artérias deambulando nesta aquífera solidão
A vida recauchutada transfunde no tempo a réplica ímpar
De uma luminescência abençoada, etérea…tão afortunada
Frederico de Castro
👁️ 108
O astronauta

A bordo de uma fluorescência espacial
Navega a noite quase hipnótica e confidencial
Ao longo da escuridão gravita o tempo feliz e cordial
Atraído pela órbita deste imenso silêncio surreal
Viajo além de todas as ilusões crepitantes e tangenciais
Adormeço na microgravidade das solidões tão sensoriais
No horizonte, fragrâncias recém chegadas esvoaçam
Pelos intensos céus poçantes, ditatorias…quase imperiais
Ali se sustém a imponderabilidade de todos os ecos celestiais
Frederico de Castro
👁️ 101
Silhuetas

O poente ígneo, transparente e incrivelmente flamejante
Espreguiça-se ao longo do horizonte desfrutável e inebriante
Ateia na noite um facho de luminescências joviais e aconchegantes
No espaço reproduz-se a silhueta da escuridão terna e petulante
Sem bússola a solidão torna-se absurdamente eficaz e litigante
Fecunda a esperança inquietante insubmissa…quase sobrepujante
Frederico de Castro
👁️ 120
Pelo leito do luar

Pelo leito da noite escorre este luar personalizado
À mercê da solidão fecunda cada lamento inflacionado
Deixa em cacos o tempo soçobrando quase espezinhado
Pelo leito do luar ruborizado vadia embebedado um
Breu substancial e provocantemente transfigurado
Além até a melancolia se esconde num prazer teleguiado
Pelo leito do luar fluidificante desabrocha a madrugada
Toda ela mesclada de fluorescências tão extravagantes
Como me inspiram confiança estas preces mais contagiantes
Pelo leito do luar o silêncio verseja ao sabor da maré purgante
Semeia e encastra nos céus tantos versos líricos e inebriantes
Viçam lentamente ao sabor de mil carícias subtis e desconcertantes
Frederico de Castro
👁️ 172
Outra meninice

A cada instante a jusante, assim de rompante
Espreguiça-se o tempo numa brisa dançante
Ali se pedincha uma gargalhada feliz e sonante
Cada palavra é sempre mais desconcertante
Ilumina todo este verso que flameja abrasante
Flutua no estuário das emoções tão vivificantes
Frederico de Castro
👁️ 119
À beira do cais

À beira do cais sussurra a maresia soberba e furtiva
Ondas ternas e apaixonadas esboroam-se ali tão passivas
Algures no horizonte dormitam solidões cálidas e purgativas
Precisa e atormentada cada hora fenece numa sinfonia
De atrativos silêncios dementes ferozes e muito possessivos
Aglutinaria a noite todos estes ecos latentes e expressivos?
Pela escuridão tranquilizante flui o poente quase inquisitivo
À margem da solidão fertiliza-se esta luz imensa e intuitiva
Cada palavra supera e implora pela fé navegando mais efusiva
Frederico de Castro
👁️ 147
Comentários (3)
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asdfgh
2018-05-07
BOA TARDE...lindo e sublime.parbns.att.
asdfgh
2018-05-07
BOA TARDE...lindo e sublime.parbns.att.
ania_lepp
2017-11-04
Poeta...li e reli vários de teus poemas e só tenho que te agradecer por compartilhar teu talento...muito obrigada!
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