Escritas

O astronauta

Frederico de Castro



A bordo de uma fluorescência espacial
Navega a noite quase hipnótica e confidencial
Ao longo da escuridão gravita o tempo feliz e cordial

Atraído pela órbita deste imenso silêncio surreal
Viajo além de todas as ilusões crepitantes e tangenciais
Adormeço na microgravidade das solidões tão sensoriais

No horizonte, fragrâncias recém chegadas esvoaçam
Pelos intensos céus poçantes, ditatorias…quase imperiais
Ali se sustém a imponderabilidade de todos os ecos celestiais

Frederico de Castro
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