Escritas

Restos de solidão

Frederico de Castro


Brisas esporádicas aleatórias e vibrantes
Sufocam o imenso horizonte de palavras arfantes
São a réplica de muitas preces emocionadas e possantes

Gemendo silenciosamente a manhã espreguiça-se galante
Da noite ainda restam restos de uma escuridão conflitante
Da luz transbordará a esperança qual bálsamo hidratante

Nas sobras de uma hora além regurgitada e sibilante
Faz-se a assépsia a uma carícia infecciosa e oxidante
Mesclam-se afectos tão diluvianos…quase arrepiantes

Frederico de Castro
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