Lista de Poemas
Depois do poente...

Depois do poente…a noite chegará altiva sonante e versátil
Em cada hora alada a solidão navegará lentamente vulnerável
A maré coberta com seu xaile adormece absurdamente inexorável
Depois do poente…o tempo confinado a um miudinho eco afável
Permutará com a escuridão esta erosiva luminescência indecifrável
Soletrará aos meus ouvidos um naipe de palavras poéticas e impronunciáveis
Depois do poente…a vida clonará todas as paixões flamejando incineráveis
Sensações inescrutáveis darão o mote a tantas gargalhadas tão inimitáveis
Dolorosamente o silêncio acontece ali embebedado de rimas quase incontroláveis
Frederico de Castro
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Dentro da noite

Dentro da noite a escuridão refastela-se de breus
Tão despedaçados, infiéis e brutalmente vergados
Quieto em seu exílio o tempo esboroa-se num milhão
De segundos impreterivelmente feridos e tão embriagados
Dentro na noite a solidão esconde-se no leito de um eco intrigado
Deixa a sangrar aquele intrínseco silêncio mórbido e excomungado
É alvo e chacota de tantas gargalhadas futriqueiras e indisciplinadas
É célere a escutar os cochichos escondidos numa emoção carente e contristada
Frederico de Castro
👁️ 58
Um simples silêncio

Numa hora tão urgente surge este silêncio felino
Em desatino está o tempo repleto de ecos mofinos
Alcalinos são os lamentos suplicantes e malignos
Sinto na adrenalina das palavras um desejo fluir tão traquino
Sinto a manhã embriagar-se de silêncios másculos…quase clandestinos
Quero genuinamente vadiar numa autoestrada de afagos quase intestinos
Frederico de Castro
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A nudez das brisas

Desperta além uma brisa nua prenhe e fantástica
Acolchoada a manhã perfuma cada pétala de luz bombástica
Uma convulsiva e serena solidão alimenta esta ilusão tão elástica
No horizonte casto e paralelístico o silêncio desemboca num eco exímio
Uma carícia voluptuosa e fluidificante afoga-se neste verso sem itinerário
Translúcidas brisas perscrutam aquele desejo ígneo, flamejante e reacionário
Frederico de Castro
👁️ 81
Silêncios indesvendáveis

Desancorada a luz flutua ao longo do horizonte estático
Analógicos são os silêncios fluindo no poente algo enigmático
Só um estóico e obstinado sussurro adormece além subtilmente profilático
Desencaixotado o tempo liberta cada hora resoluta e inabalável
A saudade desempoeira um gomo de solidões genéricas e inevitáveis
Sobre a melancolia de uma prece nostálgica fervilham palavras tão inolvidáveis
Sinto e saboreio a gastronomia das memórias famintas e imperscrutáveis
Farto-me de divagar ao colo das maresias secretas, inconcussas e irrefutáveis
Fecundo toda esta luminescência esculpida numa enxurrada de silêncios indesvendáveis
Frederico de Castro
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Sobre as ondas

Translado todas as ondas à beira do oceano tresmalhado
Dou-me em comunhão com todos os silêncios intensos e enamorados
Devagar, devagarinho trilho a espinha dorsal dos ecos mais logrados
Sobre as ondas emerge a sinfonia de todos os cânticos aclamados
Solfeja-se um lamento grudado em gemidos e sussurros tão almejados
Sufocam-me silêncios escapulindo em mil desejos poéticos e delicados
Frederico de Castro
👁️ 107
Este meu silêncio tão assíduo

Este meu silêncio tão assíduo confina-me as palavras
Alimenta-me a razão prenhe de memórias tão alegóricas
Depura-me os sentidos fluindo em preces voláteis e mais retóricas
Este meu silêncio tão assíduo confunde-se no horizonte estético
Burla até o calendário onde vagueia e vadia um inerte segundo patético
Ausenta-se naquele sussurro inquietante introvertido e quase profético
Frederico de Castro
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Indisfarçavelmente II

Indisfarçavelmente o tempo recua um centésimo de
Segundo ao ruir num excêntrico silêncio descomedido
Canoniza e enaltece aquele eco síncrono e tão ensurdecido
Indisfarçavelmente a noite sucumbe abarrotada de breus fugidios
No cárcere da escuridão dormita um uivo desgrenhado e desnutrido
Crónico será um sussurro pandêmico, quântico e quase, quase dissuadido
Frederico de Castro
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Silêncios do sul

Ouço um silêncio vindo do sul e nele flutua minha
Prece tranquilamente indiscutível, felina e intangível
As Palavras desvairadas adentram este poente quase invencível
Do sul a maresia navega à bolina de um brisa fresca e irresistível
O oceano vestido de ondas pacíficas amara além fiel é percetível
Dos céus cai uma luminescência miudinha, picuinhas e insubstituível
Pigmentos de solidão mergulham na doce melancolia do tempo remível
A eternidade pare milhões e triliões de horas indigentes e imprescindíveis
Egoísta e temível cada eco infiltra-se no anonimato dos silêncios mais irreversíveis
Ffrederico de Castro
👁️ 150
Indisfarçavelmente...

Sibila a solidão indisfarçável meteórica e benevolente
Plena de empatia a manhã amamenta sua luz tão indulgente
Cada hora servil e voraz disseca o meu silêncio quase absorvente
Indisfarçavelmente o tempo cabe todinho numa prece benevolente
Urde seu destino contido em memórias afoitas, prazerosas e efervescentes
Os sentimentos partiram e deixaram na derme da solidão tantos sonhos inconfidentes
Frederico de Castro
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Comentários (3)
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asdfgh
2018-05-07
BOA TARDE...lindo e sublime.parbns.att.
asdfgh
2018-05-07
BOA TARDE...lindo e sublime.parbns.att.
ania_lepp
2017-11-04
Poeta...li e reli vários de teus poemas e só tenho que te agradecer por compartilhar teu talento...muito obrigada!
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