A nudez das brisas
Frederico de Castro

Desperta além uma brisa nua prenhe e fantástica
Acolchoada a manhã perfuma cada pétala de luz bombástica
Uma convulsiva e serena solidão alimenta esta ilusão tão elástica
No horizonte casto e paralelístico o silêncio desemboca num eco exímio
Uma carícia voluptuosa e fluidificante afoga-se neste verso sem itinerário
Translúcidas brisas perscrutam aquele desejo ígneo, flamejante e reacionário
Frederico de Castro
Português
English
Español