Esboroar da alma


Indomáveis brisas planam na epiderme dos silêncios
Corteses, serenos, afáveis e absurdamente formidáveis
Assim se esboroa a alma sincronizada aos desejos inenarráveis

Além uma gigantesca gargalhada flui solitária e inimputável
Vagarosamente traveste a vida num par de segundos inexoráveis
Na penumbra dos dias resplandecem palavras famintas e insaciáveis


Frederico de Castro
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