Lista de Poemas
Lembra de mim...

ao Emílio...a voz
Entre os autênticos momentos
estão em ti o canto...a voz
sucessivamente guardados
onde te imagino pautando
cuidadosamente enamorado
no cancioneiro do amor
num verso feliz exarado
Assim teu canto espreito
num paladar mais belo
de cortar até a respiração
ficando o timbre da nossa
existência na órbita
da tua excelsa morada
No badalar das horas
doamos aos silêncios toda
a eufonia esvoaçando nos ventos
rumando os teus cânticos
além do além
algemados em brados cúmplices
de amor e bela sonoridade
Deixaste-nos no tempo
tua doce voz
num bruá de espanto
pousando preguiçosamente
num pedaço de memórias
perscrutando ansiosas vocalidades
transeuntes batucadas vagando na
solitária ronda da noite
de todas as cumplicidades
Surpreendeste nossas vidas
num grau majestoso
simplesmente azulando os céus
intemporais
regente da orquestra celestial
onde a voz desponta pra sempre
tão quântica e torrencial
Frederico de Castro
Estatuto do silêncio

Franzido se despia o dia
exactamente igual a tantas outros
recostados ali na sarjeta do tempo
configurando o estatuto do silêncio
onde dispo meus sonhos mais tímidos
colhidos no pote da eternidade quatidiana
deambulando na sonoridade das palavras
ditas...quase profanas
E depois dos silêncios bordei teus
sonhos à luz das estrelas correndo
no paralelismo dos nossos beijos
Hospedei o sol no poente recostado
na poltrona dos dias factuais
e gentis
prostrados na ladeira da vida
caminhando sonâmbola ao redor
daqueles abraços infestados de amor
do qual sou teu fiel provedor
Existe hoje no pomar dos desejos
um naipe de sabores incrustados
à manhã que desperta debruçada
à janela do tempo festivo e recatado
Um frémito e obediente sonho cavalgando
no tafetá dos teus olhos bordando o tear
de tantas gargalhadas vagarosamente
dispersas entre as plumas do silêncio
feito estatuto na elasticidade da vida
correndo assim excitada, serena
confidente...indubitavelmente
enamorada
Frederico e Castro
Cochicho do tempo

No silêncio pairando entre duas
folhas secas que se desprendem no tempo
ficou a Primavera mais só junto às cantarias
dos dias intemporais que só um inspirado
poema meu com arte e engenho decerto
eu satisfaria
o tempo empoleirado num cochicho
adormecido entre as pétalas e as preces
ágeis desta fé atapetando o caminho
e os aromas vindouros que perfumam sem alarde
todos os cânticos e calmarias embalando o
o Outono que chega de mansinho
Hobby do silêncio

- à Noemi, filha primeira
Mesmo que neste caminho
os destinos pareçam
becos sem saída
ainda assim transformaremos
todos os arco-íris
em artísticas e inspiradas
latitudes prostradas em cada
quadrante de amor
estendendo nossas civilizações
de alegria
até romper a grandeza do silêncio
onde pernoitamos na jurisdição de
cada oceano afagando-nos
eternamente à boleia das
nossas cúmplices parecerias
Frederico de Castro
Outro por do sol

ao Ricardo meu irmão...
A cumplicidade apaziguou-nos a solidão
enquanto nossas almas permutam
o perfume que brota dos nossos poros
sequiosos pelos beijos deixados
na imensidão de saudades bordadas
na túnica dos tempos onde me escreveste
um verso vagueante e deslumbrado
Deixa que a noite perscrute todos os
nossos pensamentos mais voláteis
Deixa que ela espreite a fuga das nossas
solidões
saltitando em todas as tuas sinfonias
alegóricas
cavalgando em mil tantas oitavas
onde compunhas os silêncios relegados
numa vida tão eufórica
Resta-nos sentir o eternizar dos
nossos versos
deliciosamente ousados
desesperadamente apaixonados
viajando na mestria dos teus
apelos
rompendo todas as cíclicas
tempestades onde pernoitamos
no léxico das palavras
que não te direi
...apenas consumindo-te
no lindo arco-íris, acontecendo
na brandura crónica dos teus versos
pra sempre reflectindo-te
Outro por do sol....
inteiro, confidencial
Desejos caminhando atarefados
sublimando actos de amor rugindo
num verbo autografado
serão decerto a luz que nos acalenta
quando plantarmos o dia que se esconde
suavemente na fresta da vida
relegada no tempo que jamais
teu sorriso afugenta
...pois espreito-te encostado às
margens desse teu mar
absorvendo as maresias e os beijos
afogando-nos nesta sintaxe de amor
onde ancoramos nosssos silêncios
plenos de festejos
Frederico de Castro
Prelúdio de Verão

Teus olhos são o prelúdio do meu Verão
alegria distinta
prematura...em colisão
Silêncios que tanto almejo
desabrochando na velatura do tempo
colorindo os tons da vida despertando
em prefusão
Calei-me só pra escutar as entoações
vindas no bate-bate coração
Degustei sabores e lamentações
embebidas na vulgaridade da vida
Proliferei pele manhã ardilosa
ostentando o perfume que roubas
à minha nebulosa fugindo na
fresta do tempo
sem meios vocabulários
apenas e só
assim tão minuciosa
emboscada num único murmúrio
tremendamente graciosa
Foi o prelúdio do amor
a resposta a todas as ânsias
que me inflingiste
A insanidade que emerge
a nós tão conivente
sinuosa
airosa e de tantos, tantos
desejos aqui e acolá
sem excepção um dia me cingiste
Deixo na hereditariedade dos pensamentos
apenas este poema bailando no teu semblante
sem discrepâncias ou interpretações dormitando
numa gargalhada assim tão petulante
porque a vida essa
frenéticos de alegria comemoramos
no prelúdio do tempo onde sem mais táticas
eternamente nos aventuramos
Frederico de Castro
Chorar...nunca mais

Expirou o silêncio que sentia no embalo
destes versos vagos
arrumados no compartimento do tempo
onde abreviamos as saudades
engradadas na madrugada alucinante
que chega
fechando o postigo das lágrimas
caindo na paisagem cinzelada da vida
repercutindo cada desejo espalmado
no teu ser desenhado num detalhe
sempre mais empolgante
Chorar...nunca mais
Deixo-te somente aquele
abraço que te é essencial
desfraldando versos de amor
tão aglutinantes
virtuosos
apregoados uma vida inteira
para que o sabor dos beijos
sejam em doses totais
e eu sempre em ti resida
embriagado de versos tão capitais
Frederico de Castro
Estados do silêncio

Foi o mar sonorizar as poucas palavras
Frederico de Castro
Clandestino

Ensaiei tua existência num
Inexplicável verso
Reflectido em cada cor do silêncio
Aconchegado
Suspirando pelos beijos
Que antevejo a todo o momento
Empolgado
E em cada momento
Fito todo o tempo
Onde te celebro inteira
Festiva e gentil
Cintilando pródiga
Na escorreita madrugada
Tropeçando em cada gomo de luz
Que um desejo enorme assim instiga
Na solene manhã apaziguadora
Onde por fim minh'alma se abriga
Foram momentos
E poemas construídos
Em cascatas de palavras
Fluorescendo no roda viva
Do tempo onde estendi o avental
Dos teus braços
Asfaltando nosso destino
Calcorreando as vielas do tempo
Que se espraia clandestino em
Todos os silêncios que deixámos
Numa imensidão de estilhaços e beijos
Onde reivindico o plangido
Olhar dos teus gracejos famintos
Frederico de Castro
Desembrulhando o tempo

Inquieto ficou meu destino
Frederico de Castro
Comentários (3)
BOA TARDE...lindo e sublime.parbns.att.
BOA TARDE...lindo e sublime.parbns.att.
Poeta...li e reli vários de teus poemas e só tenho que te agradecer por compartilhar teu talento...muito obrigada!
Português
English
Español