Lista de Poemas

Chorar...nunca mais



Expirou o silêncio que sentia no embalo

destes versos vagos

arrumados no compartimento do tempo

onde abreviamos as saudades

engradadas na madrugada alucinante

que chega

fechando o postigo das lágrimas

caindo na paisagem cinzelada da vida

repercutindo cada desejo espalmado

no teu ser desenhado num detalhe

sempre mais empolgante

Chorar...nunca mais

Deixo-te somente aquele

abraço que te é essencial

desfraldando versos de amor

tão aglutinantes

virtuosos

apregoados uma vida inteira

para que o sabor dos beijos

sejam em doses totais

e eu sempre em ti resida

embriagado de versos tão capitais

Frederico de Castro

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Outro por do sol



ao Ricardo meu irmão...

A cumplicidade apaziguou-nos a solidão

enquanto nossas almas permutam

o perfume que brota dos nossos poros

sequiosos pelos beijos deixados

na imensidão de saudades bordadas

na túnica dos tempos onde me escreveste

um verso vagueante e deslumbrado

Deixa que a noite perscrute todos os

nossos pensamentos mais voláteis

Deixa que ela espreite a fuga das nossas

solidões

saltitando em todas as tuas sinfonias

alegóricas

cavalgando em mil tantas oitavas

onde compunhas os silêncios relegados

numa vida tão eufórica

Resta-nos sentir o eternizar dos

nossos versos

deliciosamente ousados

desesperadamente apaixonados

viajando na mestria dos teus

apelos

rompendo todas as cíclicas

tempestades onde pernoitamos

no léxico das palavras

que não te direi

...apenas consumindo-te

no lindo arco-íris, acontecendo

na brandura crónica dos teus versos

pra sempre reflectindo-te

Outro por do sol....

inteiro, confidencial

Desejos caminhando atarefados

sublimando actos de amor rugindo

num verbo autografado

serão decerto a luz que nos acalenta

quando plantarmos o dia que se esconde

suavemente na fresta da vida

relegada no tempo que jamais

teu sorriso afugenta

...pois espreito-te encostado às

margens desse teu mar

absorvendo as maresias e os beijos

afogando-nos nesta sintaxe de amor

onde ancoramos nosssos silêncios

plenos de festejos

Frederico de Castro

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Prelúdio de Verão



Teus olhos são o prelúdio do meu Verão

alegria distinta

prematura...em colisão

Silêncios que tanto almejo

desabrochando na velatura do tempo

colorindo os tons da vida despertando

em prefusão



Calei-me só pra escutar as entoações

vindas no bate-bate coração

Degustei sabores e lamentações

embebidas na vulgaridade da vida

Proliferei pele manhã ardilosa

ostentando o perfume que roubas

à minha nebulosa fugindo na

fresta do tempo

sem meios vocabulários

apenas e só

assim tão minuciosa

emboscada num único murmúrio

tremendamente graciosa



Foi o prelúdio do amor

a resposta a todas as ânsias

que me inflingiste

A insanidade que emerge

a nós tão conivente

sinuosa

airosa e de tantos, tantos

desejos aqui e acolá

sem excepção um dia me cingiste



Deixo na hereditariedade dos pensamentos

apenas este poema bailando no teu semblante

sem discrepâncias ou interpretações dormitando

numa gargalhada assim tão petulante

porque a vida essa

frenéticos de alegria comemoramos

no prelúdio do tempo onde sem mais táticas

eternamente nos aventuramos



Frederico de Castro
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Desembrulhando o tempo



Inquieto ficou meu destino
Quando desembrulhei o tempo
Recolhido no profundo silêncio de mim
Algemado a este poema quase clandestino
Inquieta deixei a solidão quando
Vagámos nos céus infinitos
Percorrendo os píncaros do
Tempo escorrendo na vulgaridade
Inefável dos teus desejos
Numa tremenda cumplicidade
De abraços e sorrisos a preceito
Desembrulhei-te a fragrante esperança
Assim
Reconquistando cada artéria de vida
Onde acariciámos o tempo
Há tanto tempo rogado num
Açoite quase perverso
Fugindo ágil nas asas deste
Precioso e mimado verso
É tempo de desengaiolar esta
Longínqua saudade
Colorindo todo o folclore imerso
No silêncio onde se calam todas
As histórias da nossa apoteótica
Liberdade
Surfando nas ondas vorazes da vida
Abraçando-nos gemendo quase
Delinquentes
...Num tempo bramindo lisonjeado
Soberano
Repentino e tão concludente
Desembrulhei coisas
Que pastavam nos meus
Mais selectos sonhos
Percorrendo o bordão dessa luz
Onde por fim se eclipsou
Meu encadernado poema
Que o tempo por ali passarinhando
Em epígrafe estes versos meus
Pra sempre em ti desembocou
Deitado no travesseiro da vida
exalando todo o perfume que este
silêncio por fim vivificou

Frederico de Castro
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Clandestino


Ensaiei tua existência num
Inexplicável verso
Reflectido em cada cor do silêncio
Aconchegado
Suspirando pelos beijos
Que antevejo a todo o momento
Empolgado

E em cada momento
Fito todo o tempo
Onde te celebro inteira
Festiva e gentil
Cintilando pródiga
Na escorreita madrugada
Tropeçando em cada gomo de luz
Que um desejo enorme assim instiga
Na solene manhã apaziguadora
Onde por fim minh'alma se abriga

Foram momentos
E poemas construídos
Em cascatas de palavras
Fluorescendo no roda viva
Do tempo onde estendi o avental
Dos teus braços
Asfaltando nosso destino
Calcorreando as vielas do tempo
Que se espraia clandestino em
Todos os silêncios que deixámos
Numa imensidão de estilhaços e beijos
Onde reivindico o plangido
Olhar dos teus gracejos famintos

Frederico de Castro

👁️ 652

Quando o silêncio bate à porta




Quando o silêncio bate à porta asseguro-me feliz

das leves brisas que teu perfume importa

soprando em convergências

sem demais interferências

do tempo varrido no restolho de uma

fogueira ainda crepitando nos ventos

Enquando o silêncio bate à porta

empunho todas as emoções

enamoradas pela beleza

do silêncio

sangrando em nossos corações

Faço juras de amor em cada momento

fraterno e desejado

Rompo fronteiras só para te ver

nunca padecer de saudades

Faço-me espelho

teu reflexo puro

decifrado na ciência arquivada

na biblioteca repleta de alegria

com histórias de amor e poesia

Quando o silêncio bate à porta

reajo imune a esta lenta

sofreguidão implícita em todos

os tons da cor num eco imortal

fundindo nossas alegrias passageiras

devoradas em tantos famintos

actos encastrados num único adeus

que agora enfim já pressinto

Quando o silêncio bate à porta

sinto só admiração no fulcro

das palavras belas

perdidas no labirinto do tempo

onde antes dividimos

gargalhadas incontáveis

sorrimos graciosos

a cada soluçar por instinto

penetrando de assalto

cada nobre existência que se

extingue

cingida de paz

simplesmente

inteiramente

voraz

Frederico de Castro

👁️ 367

Brisa de Verão



Publiquei na manhã todo o perfumar dos dias

velando teu despertar belo e cheiroso

guardando-te pra mim

viçosa

vestida a rigor no precioso trajar

dos nossos desejos beligerantes

onde te colho qual flor charmosa

e deslumbrante

Estou simplesmente submerso neste

poema onde me disperso todo em ti

sem controvérsias da vida breve

onde tatuo tantas gargalhadas de

euforia me devorando num milésimo

de segundo desabrochando onde louco

eu sei, inspiradíssimo

sem mais opções te flertaria

Povoaste-me o presente com sorrisos

e ovações de saudades

multiplicando toda imaculada serenidade

do tempo que regurgita saciado

por entre aqueles abraços de cumplicidade

e tantos beijos arando os desejos

morrendo numa colheita degustada

com inteira exclusividade

Só eu sei como esta poesia me sacia

infectando cada verso mais volátil

que um súbtil olhar alicia

Só eu sei como inventar-te cada dia

aprendendo as equivalências do amor

expressando cada história contada

auspiciosa e com esplendor

Só eu sei como escoltar-te este silêncio onde

nos desvendamos pra sempre

ancorados ao destino rugindo na frágil

e flébil brisa deste Verão que se escoa

emergindo no púlpito do tempo

pra toda a eternidade

Frederico de Castro

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Pressentimentos



Um som saiu

noite dentro

solitário

intranquilo...sibilando

entre sombras que sustentam

a afunilar de cada sentido

contagiando outros sonhos

se exilando no bailar do tempo

que se extingue sem sentido

Um som agora coloriu

um beijo saciado

tantos desejos saboreados

Um dia sabático virá

e nós então descansaremos

na eternidade saborosa

sitiada no silêncio consentido

ante o sacrifício suspirando

de queixumes extrovertidos

Soem as trombetas

anunciando o fluir da vida

satisfazendo a sofreguidão

sonora com que encarceramos

nossos gestos de felicidade

suturando todas as feridas

sangrando na lástima

de cada ausência pressentida

Até lá ausento-me dos

confortáveis sonhos

imaginando somente

como perfumar-te com

sândalo do dia que renasce

imutável

deixando o translúcido saiote

desta existência cobrir-te

com sortidos de beijos insaciáveis

E se a lua desligar o raiar do seu

majestoso e selvagem luar

aprontarei um naipe de

felizes substantivos iluminados

compilarei cada adjectivo

que sulcará todas as refracções

do teu ser

no modo verbal indicativo

ser, ou estar

agitando o meu coloquial segredo

de amor tão veemente

ter-te pra mim assim

quase que desesperadamente


Frederico de Castro

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Semeando estrelas



Deixei as horas discretas

bater suavemente na noite mensageira

saudando a perfumada luz que

enxuga teus prantos num verso

enfeitando a moldura das saudades

derradeiras onde por fim emerso

Depois do longo amanhecer

deixo cartografado os afagos

que ficaram esbatidos no dorso

dos meus anseios

Deixo a vida acontecer permanentemente

entre olhares empoleirados na infância

esquecida casualmente

É tempo de partilha

de palavras dóceis

temperadas com gratidão

revigorando-nos assiduamente

quase que

compulsivamente

tocando a alma que nos

obedece absolutamente

Aqui te reservo

um verso póstumo

cerrado a sete chaves no silêncio

onde virtualmente

no apego da tua sombra, rastejo

e desesperadamente te consumo

Depois do anoitecer

visto-te de luz

semeando estrelas

alimentando o pulsar

de tantas distâncias

perdidamente mergulhando

famintas pela súplica eleita

no temperado sabor de um

beijo personificando cada

acto de amor em insolvência

Por cada sonho que restar

outro virá mais inspirado

até me apetecer, habitando-te

num abraço por mim assinado

em definitivo numa transfusão

de amor a dois confinado

Frederico de Castro

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Foi Verão



Adormecemos ao luar quase invisível

Da noite

Perpetuamos o verão numa

Paz trajada de monotonia

Ainda mal os primeiros raios

De sol descortinavam o teu belo

Ser aconchegado ao solstício

Onde se despem os dias mais longos

Perfumados com o ócio das nossas

Almas perecendo num abraço

Que o silêncio perpetuou numa tela de Picasso

Foi Verão

E as sombras onde magicámos

Cada beijo fugindo na calada

Da noite

Perdeu-se na eira da vida

Levada no repentino adeus

Onde remanesce tua

Buliçosa existência

...e eu incrédulo fico

Ali encostado à nesga

De alegria que ainda sobressai

Fiel à nossa conivência

Nos sintomas perpetuados

No vazio do tempo

Alimento ainda a chama

De tantos desejos dedilhados

Ao longo deste Verão

Latejando na longa agonia

Embarcando no lúdico momento

Onde te bebo com todas as

Irreverências do teu ser perfilado

Agora...num pacto

Eternamente por nós selado

Frederico de Castro

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Comentários (3)

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asdfgh
2018-05-07

BOA TARDE...lindo e sublime.parbns.att.

asdfgh
2018-05-07

BOA TARDE...lindo e sublime.parbns.att.

ania_lepp
2017-11-04

Poeta...li e reli vários de teus poemas e só tenho que te agradecer por compartilhar teu talento...muito obrigada!