Lista de Poemas

Alivio

Na suavidade das caricias do deus da eternidade;

Encontra-se a paz, que arranca de inocentes...

Sincera lagrima de fel, sentimento ilusório;

Mas ainda escuto nas folhas do bosque;

A doce voz de Hades, chamando-me continuamente.

 

Eu bebo, fumo, vivo e moro a cada instante;

Um cadáver rastejando pelas ruas da cidade;

A floresta de concreto, um labirinto onde apenas a vida...

Incalculado estado inanimado se perde durante o dia;

Passos rápidos que não acabam nos Km dentro de cm.

 

No dedilhado do violão se passa minha vida...

Viajando pela imensidão do subconsciente;

Escassas notas do pianista escoam garganta abaixo;

Rumo a liberdade, o esquecimento do dia-a-dia;

No caminho de gelo a escravidão, no cair do Sol da meia noite.

 

Os anjos que me guardam se posicionam ao meu redor;

Cada qual dirá a tua palavra, e no final da frase...

Será concluída a despedida da vida, agradável sonho;

Que se sucumbe na inocência da maldade;

E o corpo vazio do poeta, jaz, no chão.

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Declinio

Viver na iniqüidade do desejo e chorar o fracasso do almejo;

Que seja conquistadas a luz e a treva, enquanto na fraqueza...

De mãos dadas passeiam pelos ramos das almas dos homens;

Há momentos de veracidade na hipocrisia;

Há momentos de realidade nos sonhos;

 

Toquei com os lábios o chão, quando buscava a liberdade;

Agora fujo da tempestade que se forma com seus temores;

Vejo o tempo em câmera lenta caindo nas rochas;

Quando enfrentarei meus temores?

Quando olharei o reflexo de meu semblante?

 

Renego inconstantes vezes a solidão que eu procuro encontrar;

Muito tempo será necessário para secar estas lagrimas;

E as ferrugens dos meus ossos o que farei?

Há momento da liberdade nas carceragens;

Há momento de igualdade nas diferenças;

 

Busquei o toque da vida na abiose;

Encontrei ossos e outras decomposições;

No jazigo da minha família encontrei meu cadáver;

Quando viverei e deixarei a morte de lado?

Quando realizarei o sonho que não tenho?

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Paixões insanas

A fumaça do cigarro esquenta meu peito;

Brinco de buscar figuras com a nuvem peçonhenta;

O prazer corroem a vida deste monte de barro;

Mas continuo deixando em cada tragada uma lembrança;

Meu corpo perdeu a vida e aprodesse com a luxuria.

 

Deixo o tempo fazer seu trabalho...

Envelhecer devagar, guardando dores passadas;

Tristezas, arrependimento e desilusões;

Uma caixa de surpresas para ferir a alma;

Meu corpo já foi o que resta agora?

 

Levanto de madrugada com os olhos inchados;

Não me dou o luxo do sono;

Sou suicida, aceite isto e deixe-me em paz;

Venha me visitar em uma semana e não esquece...

Da Terra fui retirado e a ela feliz voltei.

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Depressão

Quando o rei sede o trono a rainha do céu;

A inocência aprisionada almeja liberdade;

Gota a gota dos olhos vai saindo;

De mãos dadas à tristeza descem pelo rosto;

Os olhos se fecham a verdade dolorosa;

E se abrem as mentiras confortantes;

Já passou, mas não foi embora, auto flagelo;

Na diversão, o destino fala que há cura pro mal;

E a loucura finge que tudo é normal;

Mas um dia você vai descansar;

E como ontem alguém diante do tumulo vai parar;

Estender-lhe a mão, cumprimentar e seguir;

De noite na cama deitado;

Chore a madrugada sozinho, esperando carinho;

Dos ossos frios da mão da morte.

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Continuemos

O meu peito dói e os olhos pobres coitados;

Se afogam dentro da própria tristeza;

Mas os pássaros continuam voando pelo céu...

Fazendo o que nasceram para fazer.

 

O meu olhar é triste pois eu sou taciturno;

Ando devagar, não tenho força à prosseguir;

Mas o Sol continua a brilhar, mais e mais;

Pinta o céu com as cores de seu explendor.

 

Finjo de morto para ser enterrado vivo;

A essência dest’alma já desistiu;

Ela volta ao Criador, deixa na terra o pó.

 

Sonho e ilusão de uma mente louca;

Que ofende a Deus e aqueles que amam;

E em meio a tristeza, não se curva à vontade.

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Almejos

Atira-te dentro desta onda, na frente das dores;

O próprio tempo se encarregara de deixar-te, a carcaça;

Em um abismo com o medo e a solidão;

Que já decompõem a alma ainda viva.

 

O esquecimento, onde caminhas, não dará-te auxilio;

Volta-se a contra ti, com a força da tua ignorância;

Deixando-te a restos ainda dormente da história tua;

Furtando-te o começo e fim, privando a morte tua.

 

Venha, deite ao meu lado, revida os golpes da fúria;

Com os braços doloridos de ataques antecedente;

E permita que a cólera de su’alma se liberte.

 

Caminhe, até que não mais possa caminhar...

Sorri até que não mais possa sorrir...

E morra, quando não mais puder existir.

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Natal

A um deus sanguinário que se alimenta d’almas;

Escravizado homens em sua própria ignorância;

No teu altar sujo de sangue e restos mortais;

Deixo as entranhas de meus inimigos.

 

No doce almejo da minha carne não ser alimento;

Dessa vontade atroz de saciar teus instintos;

Rebaixo-me à imoralidade desta nossa maldade;

Na dor de inocentes, garantir satisfação.

 

Com o passar do tempo, camufla-se a burrice;

Renego a dor, para trazer a felicidade;

Sem minha vontade para agradar a divindade.

 

Mas o tempo passa e camufla-se outra vez;

O egoísmo do medo agora se defez;

Agora é a ambição, diluído no sangue, a alma refez.

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Grito d'alma

Caminho pelas ruas sem ser percebido, sou um imundo descabelado;

Mais um vagabundo perdido, arruinado pelos prazeres da vida que me traiu;

Com os pés ardidos ainda ando por este chão de fogo, onde fui criado;

Agora vago entre os vestígios da comida mal consumida, lata a lata;

Sou apenas os escombros, restos de camundongos inexistentes;

Caído, calado, sou ajudado, mas com palavras açoitado, estrangulado e esmagado;

Peso em meus lamentos, sou escravo de teu tormento, repreendo meus sentimentos;

Liberta-me desta prisão, dê-me comida, água e pão, saborearei os resto de tua mesa;

Não tenho nojo, medo ou vergonha, mais fome de um ensejo de tua bondade;

Não tenha pena de mim, mas não me abandone, não vai embora...

A noite está fria, quero um abraço e uma golada desta garrafa;

A água que joga fora é o whiske de minha boca, agora ferida e ressecada;

Mas não calada, ainda bradarei com minha irá contra esta tirania;

Sempre sou visto revirando o lixo, sou xingado, espancado, assassinado...

Todos se calam diante de meus berros, mas nenhuma voz desafia-me;

Quando a morte vem recolher-me, estou aqui congelado esperando...

E sou esquecido, o mendigo demente, enterrado, apenas mais um indigente.
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Como doi

 

Como dói perde uma parte da vida, perder a mim mesmo;

Uma parte que não veio para cá comigo, e ainda assim é parte  da minha alma como a vida;

Pode-se dizer que é como estrelas na noite, nem sempre estão presentes;

E tem uma enorme importância para os amantes que as admiram;

Na noite em que somente elas almas gêmeas não estão presente como você;

 

Como dói dizer a todos o quanto foi maravilhosa na minha vida;

Todos os que têm curiosidade de saber como é ter o coração arrancado;

E mesmo sem esta órgão sua memória continua fluindo em minhas veias;

A imagem que traz vida  a este corpo e consolo a esta alma desolada;

É de alguém que nasceu em meus sonhos e morreu sem me conhecer.

 

Como dói ano após ano, uma tarde passa no cemitério da saudade;

Ver escrito na lapide do presente uma mensagem do futuro que me lembra o passado;

Uma mensagem escrita por rabiscos que chamam de letras, que me tortura intensamente;

Retira o descanso que este corpo necessita para continuar esta vida de dores;

Traz-me a insanidade do desespero de não lhe ter dito adeus.

 

Como dói dizer que você foi a melhor coisa da minha vida;

Querendo dizer “é” ou então aceitar o fato de que você não esta comigo;

Caminhar na tempestade da ilusão com sua imagem ao meu lado;

Lembrar que um dia esteve feliz e hoje estou aqui sozinho;

Como dói lembrar que você esteve viva e agora não.

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Sonho dificil de acorda

 

Na madrugada fria de Maio, a penumbra serve de coberto;

Desperto em uma cama já conhecida e há muito esquecida;

O mal não corrompe minha alma, não sinto dores;

O almejo de suicídio velho companheiro, não me espera;

Estou em um mundo diferente...     o passado;

Um ambiente que me causou dor e agora me afaga;

A partida de um ente querido não me incomoda;

Neste novo, lugar ainda demora-la muito a ocorrer;

E no auge desta alegria desperto de novo;

Minha mulher e meu filho dormem profundamente;

O suicídio sentado do lado do mal acena;

Este outro espera a oportunidade para enraizar na alma;

A depressão me abraça para não sentir frio;

Ainda estou confuso pelo ocorrido, não sei onde estou;

No passado ou presente, desperto ou dormindo...

Não sei onde estou o que sinto ou faço;

O que é sonho ou realidade, apenas...

... um, sonho difícil de acorda.

 

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Comentários (1)

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ESDRAS
ESDRAS
2017-11-05

MUITO BOM MESMO